quarta-feira, 14 de julho de 2010

SARAMAGO E A AMARGURA

De: ALÔ PORTUGAL

Data: 13-07-2010 20:29:30

Para: Undisclosed-Recipient:,

Assunto: último intelectual marxista

Por não ter mudado criou o cancro no sangue. Falta de alegria. E ressentimento.
Lábios finos. Esconder emoções e sentimentos.
Roi por dentro
.

Saramago, o último intelectual marxista

Zita Seabra

.Morreu José Saramago e com ele morreu o último de muitos que, ao longo do século XX, se comprometeram com o comunismo e encontraram na ideologia marxista o sentido da sua escrita ou da sua arte. O seu nome junta-se ao de Gorki, Aragon, Picasso, Jorge Amado ou Paul Éluard, uma lista enorme de intelectuais que passaram pelas fileiras dos partidos comunistas. Saramago foi, como homem e como escritor, um empenhado militante da ideologia que abraçou e que lhe marcou sempre a vida e a escrita. A ideologia enquanto visão global do homem, da sociedade, da religião que Marx e Engels teorizaram e que Lénine, Mao, Brejnev ou Fidel, entre outros, levaram à prática.

Olhando para a vida e a escrita de José Saramago, o que mais impressiona é o facto de ele ter vivido e visto o comunismo ruir na URSS e nos países do bloco de Leste, como a RDA, a Hungria, a Checoslováquia, a Roménia, a Albânia, entre muitos outros, e ter silenciado esse facto. Confrontar-se com o sofrimento daqueles povos, já não nos relatos de Sakharov ou de Soljenítsin, mas nas imagens dos directos das televisões e passar ao lado da alegria com que abraçaram a liberdade.

Nem o confronto directo com o balanço dramático das vítimas dos que selibertaram do comunismo o fez alguma vez ter escrito ou dito qualquer palavra. O silêncio de quem usa a escrita é mais visível. Os seus gestos foram de quem passava ao lado: logo a seguir à queda do muro de Berlim, candidatou-se nas listas do Partido Comunista à autarquia de Lisboa. Que balanço faria dos anos de comunismo e do sofrimento das pessoas que viveram na pele um dos dois grandes horrores do século XX. Saramago não passou, que se leia em nenhum dos seus textos, por qualquer crise. Não lhe doeu, não se interrogou, não sofreu com o terrível juízo que a história fez, sem remissão nem perdão, do totalitarismo comunista.

.De Saramago, mesmo quando o comunismo foi julgado pela História, não se conhece nenhum sobressalto, nenhuma angústia. Muitas vezes me interroguei se seria uma total e completa insensibilidade moral?

É certo que, ao longo do século XX, muitos dos intelectuais marxistas viveram mergulhados na ideologia totalitária e nunca olharam à sua volta. Não foram todos, claro. Uns sobressaltaram-se logo em 1917, outros com o Pacto Germano-Soviético, na invasão da Checoslováquia, ou da Hungria, ou na chacina do Camboja, ou na loucura da Revolução Cultural Chinesa.

José Saramago não. Viveu e morreu mergulhado num mundo que ruiu à sua volta e cujo dramático balanço foi feito com muita dor. Sem uma palavra, sem uma linha, sem uma lágrima por quantos (milhões) de pessoas, de famílias, de gente, de operários, camponeses ou intelectuais que, ao longo do século XX, morreram e sofreram em nome do comunismo por todo o lado onde o marxismo passou da revolução ao Poder.

Nem um gesto teve quando lhe pediram apoio os dissidentes cubanos presos por Fidel. Nem mesmo quando Susan Sontag o confrontou com esse facto. Uma única dúvida subsiste, porém, quando se observa que visitou Cuba diversas vezes, mas nunca foi à Rússia libertada, apesar de ter sido convidado a lançar os seus livros e a debatê-los numa universidade de Moscovo - aí o confronto com a história seria certamente impossível de ignorar e de silenciar. Um confronto que, reconheço, é muito difícil de viver.

terça-feira, 13 de julho de 2010

SOL 7.2.2009

O FUTURO MUNDO DA ESQUERDA E A ESCRAVIAO

De: ALÔ PORTUGAL

Data: 11-07-2010 1:05:31

Para: Undisclosed-Recipient:,

Assunto: Povo escravo

O futuro Mundo de Esquerda e seu Povo escravo

Alguns profissionais meus conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões...
A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.
Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a.
Horas extraordinárias? Na China? Esqueça!!!
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber por isso...
Essa é a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de poder.
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficando apenas com o que ela "agrega de valor": A marca.
Dificilmente você adquire nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in Estados Unidos".
É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas. É o que se chama de "estratégia preçonhenta".
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes... Os chineses estão ficando com a produção, assistindo e contribuindp para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçado pelo mundo ocidental.
Só as haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta.
Então já será tarde de mais. E o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e que dele ficou refém.
Dragão que aumentará ainda mais os preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado pois quem manda é ele.
É ele e apenas ele quem possui as fábricas, inventários e empregos. É ele quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos, assistir a uma inversão das regras do jogo que terão impacto de uma bomba atômica... chinesa.

Nessa altura é que o mundo ocidental irá acordar, mas já será tarde.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados, para as sucatas dos seus parques fabris desmontados, etc.
E então lembrarão, com saudade, o tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos "escravos" chineses, vendendo caro aos seus conterrâneos. Luciano Pires

Terça-feira, Julho 13, 2010

Qual reforma do Estado?

"O título do artigo era prometedor "Governo corta gastos na Função Pública", mas o conteúdo era desolador: "O Governo prepara cortes nos gastos diários da Função Pública. Em causa está a factura com consumos intermédios: papel, luz, água, estudos, material militar, detergente, ar condicionado...".

É esta a nossa sina: nenhum Governo corta despesa pública à séria. Toda a gente sabe que a despesa do Estado com salários e prestações sociais (aquela que não se corta de um dia para o outro) atinge cerca de 76% da despesa total. Ou seja, qualquer corte noutras áreas, por mais significativo que seja, tem impacte reduzido no défice orçamental.

É claro que dá jeito patrocinar "leaks" destes: passa para o mercado a ideia de que o Governo está realmente a fazer alguma coisa para conter os gastos do Estado... Quando está apenas a fazer marketing. Pior do que esta "cacha", só aquela que, sistematicamente, ocupa as manchetes da comunicação social: a reforma da Administração Pública.

Quem se der ao luxo de recortar as dezenas de informações que o Governo já libertou sobre esta malfadada reforma ficará a pensar que é um "work in progress". Que é um "work", já todos sabemos (anda a ser anunciada há cinco anos). Quanto ao "in progress", não restam dúvidas: é só olhar para o peso da despesa corrente no PIB para perceber como o Estado continua a engordar.

Se o Governo quer contribuir para uma redução estrutural do défice, só pode fazer duas coisas: fechar organismos do Estado que não servem para nada (ou para muito pouco) e cortar salários. E este é o momento para o fazer. O resto é "fait divers"."

FONTE:-http://carvalhadas-on-line.blogspot.com/

De: ALÔ PORTUGAL

Data: 07/07/10 19:02:42

Para: Undisclosed-Recipient:,

Assunto: A tragédia

A tragédia dos despedimentos

São quase 20.000 (vinte mil) as empresas que vão fechar portas,até ao fim do Verão.Os bancos já não lhes emprestam dinheiro, e já nem conseguem pagar salários e subsídios...no final de Setembro, milhares de portugueses (100.000, pelo menos) já não vão regressar ao habitual posto de trabalho.

As pequenas e médias empresas foram abandonadas por este governo,que,ao invés de tentar resolver o problema que é o drama do desemprego,o que soube fazer foi aumentar os impostos,e não distribui os fundos comunitários, que a Europa manda, para salvar a economia e as famílias portuguesas...UM ESCÂNDALO a juntar a tantos outros, que nenhum dos governantes quer assumir e reconhecer!!!

Recorde do desemprego

As previsões da Assoc. das PME'S não deixam lugar para dúvidas:a taxa de desemprego vai continuar a bater recordes, em Portugal, confirmando, assim, os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, que apontam para uma contínua subida da taxa de desemprego,em Portugal.

Em Fevereiro, era de 10.4, em Março 10.6, e 10.8, em Abril, atingindo em Maio o novo máximo de 10.9%,o valor mais alto dos últimos 20 anos.

Em comparação com 2009, a taxa subiu de 9.4 para 10.9,enquanto na UE a 27 subiu 0.7,e na zona EURO,0.6.

Telmo Correia recorda, e bem, que, quando integrou o governo, José Sócrates afirmava que"atingir a taxa de 0.6%,de desemprego, era sinónimo de erro grave de governação"!!!

É caso para perguntar:

Não se deverá, esta situação,a uma erradíssima forma de governar,com políticas económicas que ninguém

entende, com políticas que vão, mais e mais,cada vez mais,ao bolso do contribuinte,sem que se vejam resultados positivos?E porque não se demite Sócrates,uma vez que tanto criticou,noutros,o que não tem conseguido controlar, de forma alguma? A quem pretende iludir Sócrates, quando diz que está tudo bem, e o que temos visto,é que não está nada bem?

Gostaríamos muito de ter um primeiro-ministro sério,um HOMEM de Estado, competente... ao contrário, temos um primeiro-ministro que não passa de um aldrabão,indigno do lugar que ocupa, um desavergonhado!!!

Maria Celeste Amado- Miratejo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010










São quase 20.000 (vinte mil) as empresas que vão fechar portas, até ao fim do Verão. Os bancos já não lhes emprestam dinheiro, e já nem conseguem pagar salários e subsídios...no final de Setembro, milhares de portugueses (100.000, pelo menos) já não vão regressar ao habitual posto de trabalho.

As pequenas e médias empresas foram abandonadas por este governo, que, ao invés de tentar resolver o problema que é o drama do desemprego, o que soube fazer foi aumentar os impostos, e não distribui os fundos comunitários, que a Europa manda, para salvar a economia e as famílias portuguesas...UM ESCÂNDALO a juntar a tantos outros, que nenhum dos governantes quer assumir e reconhecer!!!

Recorde do desemprego


As previsões da Assoc. das PME'S não deixam lugar para dúvidas: a taxa de desemprego vai continuar a bater recordes, em Portugal, confirmando, assim, os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, que apontam para uma contínua subida da taxa de desemprego, em Portugal.





Em Fevereiro, era de 10.4, em Março 10.6, e 10.8, em Abril, atingindo em Maio o novo máximo de 10.9%,o valor mais alto dos últimos 20 anos.

Em comparação com 2009, a taxa subiu de 9.4 para 10.9,enquanto na UE a 27 subiu 0.7,e na zona EURO,0.6.
Telmo Correia recorda, e bem, que, quando integrou o governo, José Sócrates afirmava que"atingir a taxa de 0.6%,de desemprego, era sinónimo de erro grave de governação"!!!

É caso para perguntar:
Não se deverá, esta situação, a uma erradíssima forma de governar, com políticas económicas que ninguém entende, com políticas que vão, mais e mais, cada vez mais, ao bolso do contribuinte, sem que se vejam resultados positivos? E porque não se demite Sócrates, uma vez que tanto criticou, noutros, o que não tem conseguido controlar, de forma alguma? A quem pretende iludir Sócrates, quando diz que está tudo bem, e o que temos visto, é que não está nada bem?

Gostaríamos muito de ter um primeiro-ministro sério, um HOMEM de Estado, competente... ao contrário, temos um primeiro-ministro que não passa de um aldrabão, indigno do lugar que ocupa, um desavergonhado!!!

Maria Celeste Amado- Miratejo


Eu tentei saber as taxas de desemprego ANTES do 25 de Abril, e não encontrei essa informação. Inclusive ao site do INE, e lá nada consta. A quem tiver essa informação agradecia que me fornecesse.
Publicada por Ferreira em

quinta-feira, 8 de julho de 2010

HOMICIDIO DE ELISA SAMUDIO

TANTA TERNURA...QUASE CHOREI..AHAHAH

Manuel e Fernando casaram-se


Manuel Correia e Fernando Fonseca casaram-se ontem na 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa. "Em nome da lei declaro-vos casados", disse a conservadora, a que se seguiu o tradicional beijo. "Finalmente vou ter Fonseca no meu nome. Amo-o desde o primeiro dia", disse Manuel, enquanto Fernando não escondia a ansiedade e não conseguia acertar no nome completo do marido como pretendia a conservadora: "Estava muito nervoso".

quarta-feira, 7 de julho de 2010

De: Terra Portuguesa
Data: 07-07-2010 14:05:35
Para: luar888@gmail.com
Assunto: www.TERRAPORTUGUESA.net




www.TERRAPORTUGUESA.net


________________________________________
Com a Segurança não se brinca
Posted: 07 Jul 2010 01:07 AM PDT

Os confrontos entre gangues étnicos, como o que ocorreu ontem na praia do Estoril, os mini-arrastões habituais nos comboios, o vandalismo e ataques à polícia em bairros problemáticos, são bem o retrato do País real dos nossos dias. A criminalidade é um flagelo que o sistema não consegue combater. Pelo contrário, sobe em flecha, a par da dívida e de outras maleitas.José Pinto-Coelho questiona “se os Portugueses, deprimidos com a crise e suas consequências, já nem à praia podem ir distrair-se de cuidados ou, se não podem também utilizar o comboio em vez do carro, em nome da poupança e do ambiente”.A segurança é a primeira das liberdades. Porém a criminalidade assola o País de alto a baixo, ante a impotência das forças policiais e o descuido dos governantes. Ou seja, os índices de liberdade dos Portugueses estão cada vez mais baixos. Há pessoas que pensam duas vezes antes de sair à rua para tomar café. Não é aceitável que os portugueses se sintam cada vez mais reféns na sua própria...





NOTA:-


O GOVERNO DEVE ACHAR ENGRAÇADO TODA ESTA DESGRAÇA, PORQUE ERA MUITO FACIL E BARATO, ACABAR COM ESTA VIOLENCIA GRATUITA.

POR EXEMP:-
O GOVERNO FARIA PROTOCOLOS COM AS
ASSOCIAO DE EX-FUZILEIROS
ASSOCIAÇAO EX-PARAQUEDISTAS
ASSOCIAÇAO EX-COMANDOS

ASSOCIAÇÕES QUE TÊM DLEGAÇÕES EM TODO O PAIS.

EM GRUPOS DE 5 PATRULHEIROS DE NORTE A SUL EM MEIA DUZIA DE MESES VOLTARIA A HAVER SEGURANÇA EM PORTUGAL, QUER FOSSE BAIRROS PROBLEMATICOS PRAIAS OU COMBOIOS OU VIA PUBLIA.
PARA TAL CLARO, NÃO SERIA COM BALAS DE BORRACHA MAS SIM BALAS REAIS, COMO USAM ESTES CRIMINOSOS.

BANDIDO ARMADO SERIA BANDIDO ABATIDO…E PRONTO DEPRESSA SE REVOLVERIA ESTA SUBIDA VIOLENTA, MAS CLARO SEM PROCESSOS BUROCRATICOS.

USAR AS MESMAS ARMAS DOS BANDIDOS E COM EX-VETERANOS DE GUERRA LOGO VERIAMOS SE OS CIDADÃOS PODERIAM OU NÃO E PASSEAR Á NOITE IR Á PRAIA IR DE COMBOIO---COM SEGURANÇA.

ESTOU CONVENCIDO QUE ESTES EX-COMBATENTES, MAIS UMA VEZ SE NECESSARIO ESTARIAM PRONTOS…ASSIM O GOVERNO O QUISSESSE

SALAZAR

terça-feira, 6 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

De: ALÔ PORTUGAL
Data: 17-06-2010 21:15:02
Para: Undisclosed-Recipient:,
Assunto: Suave Guerra Civil contra o Povo




EPICENTROS DA CRISE: GRÉCIA-ESPANHA-IRLANDA-PORTUGAL…
A Suave Guerra Civil contra o Povo
António Justo

A política continua a dar razão aos especuladores que agora aumentam os seus lucros à custa do Estado. Os Governos que salvaram os bancos da bancarrota logicamente também salvarão os Estados da falência, à custa da ruína do contribuinte e da qualidade de vida do povo. Os especuladores têm assim uma garantia de Estado quase a “fundos pedidos”.

Grandes bancos e especuladores compram, a preços baixos, os empréstimos feitos às empresas multinacionais, institutos bancários em crise e aos estados em falência; em seguida apresentam-nos aos Bancos Emissores de notas como garantia, do dinheiro fresco que estes, por sua vez, lhes emprestam a juros baixíssimos. Com este dinheiro facilmente se atingem lucros em negócios especulativos. E assim nos encontramos na mesma dinâmica da especulação como antes da crise financeira. O Deutsce Bank conseguiu no primeiro trimestre de 2010 um lucro de 2,8 mil milhões de euros através de investimentos bancários (Investimentbanking). Assim se ganha também à custa da crise grega.

A crise financeira ainda continua enfurecida no sector bancário e alarga-se aos Estados. O epicentro tornou-se a Grécia.
As elites dos estados ocidentais encontram-se desorientadas e sem cabeça perante o liberalismo e o globalismo selvagens que apesar de tudo beneficiarão a China, a Índia, o Brasil, etc.

A tempestade propagada pela crise dos bancos não passou; a dos bancos espanhóis ainda está para vir. A Espanha terá que se tornar pedinte da União Europeia para que a crise dos bancos não se torne numa crise do Estado. Com esta acção contribuirá para a manutenção da “praga dos gafanhotos” das economias nacionais. A Espanha, devido à falta de crédito, é, depois da Grécia, o país da zona euro que paga mais juros por empréstimos dos bancos internacionais. Por créditos, a prazo de dez anos, já paga 4,72 % de juros. (O juro que a Alemanha (país ainda com crédito) paga, por créditos a prazo de dois anos, não chega a 0,5%). Em Maio, bancos espanhóis pediram ao EZB um empréstimo de 85 mil milhões de Euros frescos e baratos. A desvalorização do mercado imobiliário na Espanha provocou uma grande crise nos bancos espanhóis. O problema não é só dos bancos espanhóis dado estes, em 2009, deverem 112 mil milhões de euros aos bancos internacionais, cabendo aos alemães o quinhão de 33 mil milhões de euros. Os maiores credores de Espanha encontram-se nervosos mas não querem que se torne pública a verdadeira situação porque isso seria “perigosíssimo”. O que os salva é a esperança e a ingenuidade dos clientes. A caravana da crise ainda vai no adro!

Todos os estados têm dívidas mastodônticas e impagáveis. Disto ninguém está interessado em falar! Os orçamentos do estado não conseguem, sequer, pagar, regularmente, os juros da dívida que têm. Em vez disso ainda aumentam as dívidas, de ano para ano, para poderem ir pagando parte dos juros.

Entre os países com maior défice de Estado temos a Grécia com -12,2%, a Irlanda com -14%, a Espanha com -10,1% e Portugal com -8,0%. A situação das dívidas dos Estados, em percentagem relativamente ao PIB, atinge na Grécia os 124,9% do PIB, em Portugal 84,6%, na Irlanda 82,9% e na Espanha 66,3% (Cfr. EU Kommission, Schätzung 2010).

Até agora a Política tem desviado os olhos dos cidadãos para os Bancos e para assuntos secundários, para assim se ilibarem da responsabilidade. Alguns políticos já começam atempadamente a abandonar a política e a procurar o seu ganha-pão em bons reservados da economia. O poder de compra das camadas baixas e média cada vez é menor. O povo vai dando azo à ilusão barafustando contra a política, fazendo manifestações, exigindo novas eleições, e, ao mesmo tempo, compensando com futebol e sexo.

Uma classe política sem ética social serve-se e serve os seus iguais; safam-se, não se importando com o dilúvio que deixam atrás de si, e que se aproxima paulatinamente mas com segurança.
A insatisfação popular vai crescendo até chegar a ponto de criar novas realidades a nível parlamentar.
Os governos ainda conseguem tapar a boca aos sindicatos. Com o tempo só as igrejas e movimentos sociais poderão fazer ouvir a voz do povo.

Na União Europeia, encontramo-nos num processo de desmantelamento da ordem social e ética, em luta implícita contra a cultura nacional e contra o Povo. Os governos dão cobertura a uma palavra de ordem que parece pairar no ar: ricos e elites do mundo, uni-vos na política dos abastados contra o cidadão médio e baixo.
O teólogo jesuíta Friedhelm Hengsbach, perito em ética social, referindo-se às medidas dos governantes em relação ao povo, diz: “isto é política no interesse dos abastados, uma guerra civil contra o povo simples”.

As instituições estatais e os Media encontram-se de tal modo implicadas e comprometidos com o sistema partidário que cada vez oferece menos garantia e menos confiança ao cidadão. Os tribunais precisariam de competência e autoridade para poderem garantir um mínimo de justiça pautada por valores sociais fundamentais. As Igrejas precisariam de maior coragem e menos medo dos que se apoderaram do Estado; o povo é o seu meio e este precisa de ser acordado! Os sindicatos precisariam de independência partidária para ganharem autoridade: não chega a defesa do emprego e do salário.

À guerra contra os fundamentos da própria cultura, contra a ética cristã, contra a família e contra a nação segue-se a guerra contra o povo simples, acaba-se com a democracia social. Antes havia comunistas e capitalistas, conservadores e progressistas agora sobressaem os oportunistas. A Europa já parece cansada dum período tão longo de paz, cansada dos ideais que a tornaram presente no mundo; quer passar ao pragmatismo relativista e ao sofismo, próprios dos períodos de transição da História humana.
António da Cunha Duarte Justo www.aloportugal.org

PARA ONDE ESTAMOS A CAMINHAR................

IRÃO