terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Portugal País de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.
Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.
O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do
Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.
Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal
Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes
Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.
Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?
António Barreto - Sociólogo
Publicada por Avelino em 08:45 0 comentários Hiperligações para esta mensagem ![]()
![]()
domingo, 29 de agosto de 2010
SOLUÇÃO FELIX....EX-COMBATENTES DESCARTAVEIS
| Data: 08/29/10 18:26:56 Para: Undisclosed-Recipient:, Assunto: solução feliz
|
|
|
|
.Solução feliz.
Soube ontem pelo Jornal Expresso que havia uma carta do “escriba” ALA em resposta ao “amável pedido” do Presidente da Liga dos Combatentes para que o dito ALA dissesse qualquer coisa sobre o assunto.
O jornal Expresso fez um resumito da carta em que focou essencialmente que “…os factos não servem para nada… que os dados em que ele se baseou estavam errados…mas que era um trabalho de ficção…etc e tal…”!
Não vi lá nada de pedido de desculpa aos Combatentes, nomeadamente aos que com ele estiveram no mesmo Batalhão!
Parece que a tal famosa carta foi publicada no jornal”I”, um jornal de “larga” difusão o que demonstra a grande consideração de quem a entregou àquele jornal para difusão!
Está mesmo a ver-se os nossos Combatentes, agora nos seus cinquenta anos, a ter nas suas aldeias o famoso jornal!
Mas pelos vistos, para o ALA e o Presidente da Liga, o assunto está arrumado!
Que os ofendidos não saibam de nada, não importa àqueles senhores!
E houve mesmo pedido de desculpa? O que vi foi argumentos para encher pneu e para os chefes(?) ficarem contentes e não terem de tomar atitudes que os viessem a prejudicar nas suas brilhantes e promissoras carreiras!!
Os Combatentes que metam a viola no saco, pois os ditos chefes(?) souberam agir com o máximo de amabilidade, como pessoas finas que são, não havendo, assim, prejuizo para ninguém!
Os Combatentes foram e continuam a ser apenas números e carne para canhão!
Já agora, gostaria que alguém me informasse como é escolhido o Presidente da Liga.
O que nos vale, é saber que o chefe(?) do Exército, como ele disse, se tem mantido sempre atento ao desenrolar destes acontecimentos!
E deu-se o milagre, já pode dormir descansado, pois não teve de actuar!
Perante a “solução feliz” que foi “tão árduamente preparada”, só me resta a mim, meter também a viola no saco e não me preocupar mais com as ofensas aos Combatentes!
Temos quem zela por nós com a maior competência e urbanidade.
Ao fim e ao cabo temos o que merecemos! Andamos sempre a criticar os políticos pelo modo como pretendem pôr as Forças Armadas numa posição de submissão, mas o que se vê, é como eles nos topam bém.
Pois se são eles que até escolhem os chefes(?)!
José Morais Silva www.portugalclub.org
Coronel da Força Aérea Reformado
Data: 08/28/10 23:51:08
Para: Undisclosed-Recipient:,
Assunto: "uma sujeira nova"
Aborrecimento instalado nos Emigrantes
Vieram de férias não gostaram do que viram e desabafaram
A Pátria está a esquecer os que a defendem e os que lhe pertencem
E o desabafo resume-se - Incêndios por tudo quanto é sítio, com mais de 3.000 fogos provocados por incendiários profissionais. Foram presos duas "mãos cheias" de aleijados, deficientes e alcoólicos, que não passam de uns 30, comprados para esse fim. São sempre os mesmos e até parece que já estão preparados para serem apanhados. Mas para se atear 400 fogos num dia, são precisos,, pelo menos uns 200 incendiários. A isto chama-se organização terrorista, com fins lucrativos financeiros à vista e, para o qual o nosso governo não apresenta solução. Estão a apagar o fogo com muita água.
Continuam a desabafar e, vão dizendo que estão contra quem nos vem governando. Portugal e os portugueses não tem protecção, porque as casas que muito lhes custou a comprar ou a conservar, ardem com a rapidez de um fósforo. Até parece de propósito, quando regressam, para que eles vendam tudo e não venham mais a Portugal. Estão admirados por os jovens e os homens dos lugares onde arde, ainda não terem feito uso das caçadeiras e abatido uns incendiários, porque outra protecção já não há. As Famílias que deixaram por aqui, estão inseguras. Choram na partida, porque ficam com medo de estarem sós.
Querem tirar as crianças das escolas das aldeias, para que não sejam controladas e educadas pelos pais, tios e avós. Querem fabricar "uma sujeira nova", com um ensino e educação centralizado nas cidades, à sua maneira e cheios de vícios para mais tarde os dominarem melhor. Que está tudo planeado e está fácil de se ver. E quanto aos Combatentes : A Pátria está a esquecer os que a defendem assim como os que lhe pertencem. ( Uma grande parte tem na ideia que os Combatentes são usados como preservativos - usam-se uma vez e deitam-se fora - daí o terem na ideia de que quem se oferece para o serviço militar, é um louco ignorante ou, um desprezado pela vida útil ).
Combatentes por Portugal - www.portugalclub.org