quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PROFISSÃO LADRÃO

O.E.

É MAU E DEIXA.....PASSAR?

BOYS & GIRLS

CRISE:

BOYS & GIRLS DO PS COM SALÁRIOS DE MILHARES DE EUROS


Fernando Gomes lidera esta lista de remunerações de luxo por larga distância

Apresentamos abaixo uma pequena lista dos infindáveis boys & girls do Partido Socialista. Possuem pouco currículo nas áreas para as quais são nomeados o que faz deles, pessoas tecnicamente pouco preparados para executar funções onde ganham milhares de euros anuais. Alternam facilmente entre cargos públicos no Governo, institutos públicos, fundações, entidades reguladoras ou empresas do Estado, sempre recebendo ordenados de luxo e regalias, pagos pelos contribuintes, apesar da crise e das medidas de austeridade tão defendidas pelo ministro das Finanças e pelo Primeiro-ministro. Muitos deles ainda acumulam PPR’s e reformas duplas e triplas, pagas pelo Estado ou pelas empresas privadas onde exercem. Vale a pena ler um pouco sobre estes exemplos, para aprendermos em que país vivemos e a quem andamos a pagar com os nossos impostos sofregamente recebidos pelo Ministério das Finanças.

Ana Tomaz, 35 anos, administradora da Estradas de Portugal (empresa pública), nomeada no dia 23 de Julho de 2010 (já depois do PEC II), pelo Governo, com um salário anual de 151.200 euros, mais carro de serviço, combustível e telemóvel. Na véspera da sua nomeação, esta engenheira civil sem qualquer experiência de gestão, era adjunta do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, no Governo.

Filipe Baptista foi durante anos um dos colaboradores mais próximos de José Sócrates, primeiro como seu chefe de gabinete ainda no Ministério do Ambiente (1999 a 2002), depois como seu secretário de Estado (até 26 de Outubro de 2009). No dia 12 de Novembro de 2009 foi nomeado vogal do Conselho de Administração da Anacom, entidade reguladora para a área das comunicações. Esteve apenas 17 dias desempregado. Triplicou o ordenado que recebia como membro do Governo – de cerca de 64.400 euros anuais, mais despesas de representação, para 198.772 euros por ano. Tem ainda direito a viatura de serviço, sem motorista. Com bastante experiência política, Filipe Baptista apresenta um currículo fraco na área de telecomunicações.

Augusto José Pereira Luís apareceu em Julho de 2007 na comissão de honra da candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa. Em Outubro de 2007 era nomeado presidente da empresa pública NAV (Navegação Aérea de Portugal) pelo ministério de Paulo Campos. Pelo seu currículo oficial, Pereira Luís não conhece o sector de gestão do tráfego aéreo, mas conhece o secretário de Estado das Obras Públicas. Entre 1999 e 2002, Pereira Luís foi administrador da EPAL enquanto Paulo Campos foi administrador da holding Águas de Portugal. Recebe na NAV 7.500 euros por mês, mais carro com motorista, combustível (1.755 euros), telefone (604 euros) e despesas de representação (2.172 euros), num total anual de 109.531 euros. É ainda reformado pelo Centro Nacional de Pensões.

Carlos Beja, 61 anos, formado em Direito, ex-deputado do PS (1995-99) de segunda linha, discreto, mais conhecido em São Bento pela boa disposição do que pela intervenção política. Profissionalmente passou pela Sociedade Grande Hotel do Luso e pela companhia de seguros Sagres. Hoje, recebe 6.750 euros por mês, mais carro com motorista, combustível (3.129 euros), telefone (881 euros) e despesas de representação (1.200 euros), num total anual de 99.710 euros.

Luís Patrão, 55 anos, presidente do Turismo de Portugal desde Maio de 2006. Saiu directamente de São Bento, onde era chefe de gabinete de José Sócrates, depois de já ter desempenhado o mesmo cargo com António Guterres (1995-99). Durante os governos de Guterres foi ainda deputado e secretário de Estado da Administração Interna, mas saiu envolvido em polémica, juntamente com Armando Vara, por causa da criação da Fundação para a Prevenção e Segurança. Natural da Covilhã, Luís Patrão é, com o irmão Jorge, amigo de Sócrates desde a juventude. A sua carreira foi praticamente só política. Profissionalmente foi chefe de divisão e director de serviços do Instituto do Consumidor (1986-89 e 2001-2004). Até 2009, Patrão acumulou o salário do Turismo com o de membro do Conselho Geral e de Supervisão da TAP, onde, segundo dados de 2008, recebeu 7.000 euros mensais. Este salário tinha uma componente fixa, de 4.000 euros, a que acrescia uma parcela complementar de 3.000 euros por ser membro da comissão de sustentabilidade e governo societário. Em 2008, a comissão realizou 10 reuniões. Só a revelação pública desta acumulação de funções nos jornais o levou a abdicar em 2009 do ordenado da TAP, mantendo o do Turismo de Portugal.

Luís Nazaré desempenhou o seu primeiro cargo junto do poder político em 1995 como assessor de António Guterres para as áreas da indústria, comércio e turismo. Antes, estivera seis anos em França na Eutelsat, uma organização intergovernamental europeia de gestão de satélites. De 1998 a 2002, foi presidente da Anacom, por nomeação do PS. Nesse ano pertenceu à direcção de Ferro Rodrigues no partido. E em 2005 foi escolhido por Sócrates para liderar a administração dos CTT, fazendo apenas um mandato. Na altura o Estado criou um novo órgão chamado Comité de Estratégia, que no último ano, teve 23 reuniões como actividade, menos de duas por mês. Por essas reuniões, Luís Nazaré recebeu 3.500 euros, 14 meses por ano, num total de 49.000 euros anuais. Ao mesmo tempo é consultor da Deloitte, uma multinacional à qual os CTT encomendaram um plano de reestruturação da empresa.

Ascenso Simões, passou pelos cargos de secretário de Estado da Administração Interna e da Agricultura. Foi nomeado pelo Governo para vogal do Conselho de Administração da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a 7 de Maio deste ano. No PS, aos 22 anos concorreu a deputado e aos 25 era secretário nacional da Juventude Socialista. Licenciado em Ciências Empresariais, foi vereador da Câmara de Vila Real e presidente da distrital do PS entre 2002 e 2004. A sua distrital apoiou a candidatura interna de José Sócrates. Tem pouco curriculum ligado à energia tendo administrado duas pequenas empresas, a Luzfisa (Caldas da Rainha) e Tecaprod (Vila Real). Ganha hoje na ERSE, 13.488 euros por mês, num total de 188.839 euros anuais. Foi acusado, quando tomou posse, de não ter distanciamento para poder ser independente do Governo, o que é exigível duma entidade reguladora.

António Castro Guerra, ex-secretário de Estado da Economia, está como presidente da Cimpor por indicação da Caixa Geral de Depósitos, que tem 9,6% da empresa. Castro Guerra é professor de Economia no ISEG e foi presidente do IAPMEI no governo de António Guterres. Esteve no IPIPE – Investimentos e Participações. Passou ainda pela Brisa e pelo Taguspark. A Cimpor recusou divulgar o valor da remuneração, só admitindo fazê-lo no fim do ano, no Relatório e Contas, como a lei obriga. Mas em 2009, o antecessor de Castro Guerra, Bayão Horta, recebeu 285.384 euros anuais, cerca de 20.000 euros por mês.

Mário Lino receberá 26.821 euros (ordenado do seu antecessor) por ano bastando para isso ir apenas a algumas reuniões por ano na Caixa Geral de Depósitos com direito a gabinete próprio. Sem qualquer currículo na banca ou em seguros, preside aos Conselhos Fiscais da Caixa Seguros, Fidelidade e Império (todas do grupo Caixa Geral de Depósitos). A CGD argumenta que é difícil encontrar candidatos para o Conselho Fiscal, porque isso impede qualquer outra ligação ao grupo CGD.

Fernando Gomes foi presidente da Câmara Municipal do Porto, ministro da Administração Interna, deputado e, de repente, tornou-se administrador de empresas ligadas ao PSD, após fazer inúmeras declarações polémicas contra o Governo de António Guterres ou mesmo ao presidente sucessor pelo PS, da Câmara Municipal do Porto. Passou directamente do Parlamento para a administração da Galp, com um salário base de 349.000 euros, mais 30.000 euros de prémios, 88.000 euros em PPR e 62.000 euros em subsídios de renda de casa e deslocação, num total de 529.000 euros anuais. Amigo pessoal de José Sócrates.

Alda Borges Coelho passou directamente de directora da Federação Portuguesa de Rugby para vogal do Conselho de Administração da ANA, Aeroportos de Portugal. No currículo, tem uma particularidade: foi colega do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Além do râguebi, tem experiência em supermercados (Feira Nova e Jerónimo Martins) e na área do retalho (Gestiretalho), mas não em Conselhos de Administração. Ganha por ano 109.486 euros.

António Guilhermino Rodrigues é militante socialista, amigo de Jorge Coelho, passou pela Carris, pela Metro de Lisboa e foi secretário de Estado dos Transportes entre 1996 e 2001, nos Governos de António Guterres. Nunca antes trabalhara no sector da aviação. Quando o PS chegou ao Governo em 2005, Guilhermino tornou-se presidente da ANA. Hoje é ainda presidente da ANAM (aeroportos da Madeira), presidente não executivo da NAER (novo aeroporto) e administrador da ADA (administração de aeroportos). Na ANA recebe salário, automóvel e telemóvel. Na ANAM, tem cartão de crédito (253 euros) e subsídio de deslocação (633 euros em 2009). No total recebe 184.877 euros anuais.

Fernando Rocha Andrade tem 39 anos, é assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, administrador não executivo e membro da Comissão de Auditoria da REN – Rede Eléctrica Nacional. Os cargos que ocupa na empresa do Estado implicam a deslocação aos escritórios duas vezes por mês para participar noutras tantas reuniões fixas e a disponibilidade para participar em eventuais encontros que a Comissão de Auditoria marque com entidades com ou sem ligação à empresa. Não é uma função a tempo inteiro mas implica uma remuneração de 48.000 euros brutos anuais. Foi subsecretário de Estado da Administração Interna (2005-2007) e militou activamente na JS durante a liderança de Sérgio Sousa Pinto, onde também se tornou próximo de Marcos Perestrello, actual secretário de Estado da Defesa. Não tem currículo na área da Energia.

Alexandre Rosa começou a carreira como funcionário do Ministério da Educação. Foi investigador no Instituto de Ciências Sociais, chefe de gabinete da secretária de Estado da Educação e Inovação (1995-1996) e de Jorge Coelho, quando este foi ministro-adjunto de António Guterres. Chegou ao Governo como secretário de Estado da Administração Pública e da Modernização Administrativa. Quando o PS deixou o poder, tornou-se chefe do gabinete do grupo parlamentar. E quando o PS voltou ao poder, foi colocado no Instituto do Emprego e Formação Profissional. Não tinha experiência anterior na área do emprego. Recebe 79.140 euros por ano e tem carro de serviço com motorista.
FONTE:-
http://amafiaportuguesa.blogspot.com/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

INVESTIGAÇÃO


Contas bancárias com depósitos sem explicação. Os salários, negócios e o património que Armando Vara e Lopes Barreira apresentam não chegam para justificar os milhares de euros que têm do banco.

Por:Tânia Laranjo/Manuela Teixeira

O Ministério Público de Aveiro suspeita de que Armando Vara, ex-administrador do BCP, e Lopes Barreira, dono da Consulgal, branquearam dinheiro nos últimos anos e cometeram crimes de fraude fiscal. A suspeita decorre da análise às contas bancárias e da verificação dos depósitos feitos nos últimos dois anos.

Armando Vara e Lopes Barreira depositaram muito mais do que declararam ganhar como gestores, e as entradas das verbas são consideradas suspeitas. As perícias financeiras estão incluídas no processo ‘Face Oculta’ e foram consultadas pelo CM. No caso de Armando Vara foram detectadas três contas da Caixa Geral de Depósitos, e não do banco que o próprio administrava, o BCP. Só duas é que têm depósitos elevados, sendo que na primeira, entre 1 de Janeiro de 2008 e 31 de Janeiro de 2010, foram creditados998 948 euros. Nessa mesma conta registaram-se em igual período de tempo débitos de 761 389 euros.

Na outra conta, as autoridades detectaram depósitos ainda mais elevados. Foram creditados 1 278 310 euros, enquanto os débitos chegaram aos 1 140 247 euros.

Os vencimentos declarados por Armando Vara em igual período de tempo não sustentam a entrada do dinheiro. Em 2008, o ex-ministro disse ter recebido 672 037 e, em 2009, 547 471.

Quanto a Lopes Barreira, a situação ainda é mais flagrante. O empresário, que tem apenas uma conta no BCP, declarou de vencimentos, em 2008, 151 mil euros e, no ano seguinte, 190 mil. No mesmo período de tempo entraram nas suas contas 1.177 milhões de euros, sendo que desses os peritos financeiros dizem ser apenas 159 mil euros de vencimentos. Há ainda dois depósitos que as autoridades não conseguiam esclarecer. Em 2008 e 2009 há duas transferências para as contas do empresário de 242 mil euros, um montante superior até ao seu vencimento no mesmo período de tempo.

VARA TENTOU JUSTIFICAR ENRIQUECIMENTO

Armando Vara alegou no inquérito que vendeu uma casa por cerca de meio milhão de euros, mas as autoridades consideram que se tratava de um negócio suspeito, tendo mais que o ex-ministro continuou a viver no apartamento que disse já ter sido vendido.

O administrador do BCP também declarou de incrementos empresariais 290 mil euros, mas as autoridades fizeram as contas. O resultado prova que, mesmo quando somados todos vencimentos entrados nas contas, fica ainda muito longe dos mais de dois milhões que circularam no mesmo período.

GODINHO MUITO PRÓXIMO DE ARMANDO VARA

Manuel Godinho e Armando Vara tinham uma relação muito próxima. Entre Fevereiro e Julho de 2009, encontraram-se pessoalmente oito vezes. Estes encontros que a investigação detectou realizaram-se nas instalações do Millennium BCP, em Lisboa e no Porto, bem como em restaurantes e na casa do sucateiro, em Ovar, onde almoçaram. Manuel Godinho comprou até um telemóvel só para falar com Armando Vara de forma a garantir o sigilo das conversas.

POBREZA EM PORTUGAL

NUNCA É TARDE DEMAIS

INSOLITO ??

Insólito

Aumentos fora da lei na Saúde

Quarenta e três funcionários públicos superiores recebem aumentos retroactivos a Janeiro de 2009. A decisão foi publicada a 26 de Outubro.
Conheça todos os pormenores na ediçao em papel

COMENTARIO MAIS VOTADO
"ANDAM MESMO A BRINCAR CONOSCO...NUNCA CONHECI VIGAROS TÃO REQUINTADOS E FALSOS COMO ESTA TURPE QUE ESTÁ NO GOVERNO...SÃO UMAS ATRÁS DE OUTRAS"
Joao Antonio Gameiro Andrade

Hoje, 9h45m
edição papel do jornal 'Correio da Manhã

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A PORCA


CLEPTOCRACIA: Pensionistas milionários na Face Oculta

Armando Vara, José Penedos e Paiva Nunes recebem pensões vitalícias pelas funções públicas que exerceram. Nas empresas em que trabalham – os dois últimos no sector público –, ganham ordenados verdadeiramente milionários.

Arguidos recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações. REN pagou, em seis anos, 3 milhões a Penedos. Paiva Nunes, da EDP, recebeu um milhão.Vara ganhou 2 milhões.

A Rede Eléctrica Nacional, uma empresa cujo maior accionista é o Estado, paga ordenados milionários. Aliás, bastante superiores aos contratualizados no sector privado, sendo que, por exemplo, Armando Vara, enquanto administrador do BCP, recebeu bem menos do que José Penedos, presidente do Conselho de Administração da REN.

A perícia financeira incluída no processo ‘Face Oculta’, no qual Vara e Penedos respondem por corrupção e tráfico de influência, versa sobre seis anos (entre 2004 e 2009, inclusive) e mostra que, paralelamente aos ordenados milionários, os gestores recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações pelas funções públicas que exerceram. Penedos ganha, mensalmente, 1600 euros, Paiva Nunes, da EDP Imobiliária, 1500, e Armando Vara, um montante idêntico, cujo valor exacto não foi possível apurar.

Segundo o processo, que o CM consultou, os últimos anos não parecem ser de crise para os gestores. José Penedos, em 2004, ganhava 408 mil euros/ano, mas, em 2008, o valor já aumentara para 724 mil e, em 2009, recebeu 748 mil euros.

Os vencimentos de Armando Vara também têm um percurso inverso ao da crise, com excepção do último ano, compensado por negócios imobiliários que fez. Em 2004, o ex-administrador do BCP declarou, como trabalho dependente, 105 mil euros. Em 2005, já ganhou 193 mil euros, no ano seguinte, 266 mil e, em 2007, o rendimento declarado foi de 282 mil euros, acrescidos de 232 mil de incrementos empresariais. Os montantes continuaram a subir e, em 2008, auferiu 672 mil euros, descendo, no ano seguinte, para 547 mil. No entanto, em 2009, declarou mais 290 mil euros por incrementos patrimoniais. Paiva Nunes, também pensionista, é o que exibe valores mais baixos, mas, mesmo assim, claramente acima da média. Em 2004, declarou ganhar 89 mil euros. Em 2009, a EDP Imobiliária já lhe pagava 165 mil.

DIRECTOR DA REN RECEBEU MAIS DE DOIS MILHÕES

Vítor Baptista, director-geral da REN, era considerado o braço-direito de José Penedos. É também arguido no processo, no qual responde por cinco crimes de corrupção e tráfico de influência, e está indiciado por tentar pressionar uma testemunha. Os ordenados pagos pela empresa pública são igualmente elevados. Em seis anos, ganhou 2,2 milhões, tendo também os seus vencimentos vindo a aumentar. Em 2004, Vítor Baptista declarou ter auferido 260 mil euros; em 2007, já ganhava 329 mil e, em 2008 e 2009, a REN pagou-lhe mais de 1,1 milhões em vencimentos e prémios.

DINHEIRO PARA PAGAR FAVORES

Maribel Rodrigues, a secretária de confiança de Manuel Godinho, estaria encarregada de levantar as quantias monetárias necessárias ao pagamento dos favores. O Ministério Público acredita que só isso é que explica que, em dois anos, a funcionária tenha levantado 928 mil euros em cheques ao balcão. Apenas cinco mil euros foram parar às suas contas. Namércio Cunha, também colaborador de Godinho, beneficiou de cheques de 118 mil euros emitidos em seu nome.

MOVIMENTA VÁRIOS MILHÕES

Manuel Godinho declarava vencimentos bastante mais baixos do que os gestores públicos, mas, nas suas contas pessoais, foram movimentados vários milhões.

Na declaração de IRS apresentada em 2004, Godinho disse que o seu rendimento em trabalho dependente era de 206 mil euros. Os valores foram sempre sensivelmente idênticos ao longo dos anos, tendo, em 2009, declarado um valor de 292 mil euros.

No entanto, a análise das suas contas, feita pelos peritos que tiveram o processo ‘Face Oculta’ a seu cargo, mostra exactamente o contrário. Só entre 2001 e 2003, Godinho passou cheques a familiares e colaboradores no valor de mais de dois milhões. Maribel, a sua secretária, foi a principal ‘beneficiária’, tendo levantado ao balcão cheques no valor total de 928 mil euros. Paulo Penedos também terá recebido grandes quantias do sucateiro Manuel Godinho, dizendo agora o Ministério Público que esses pagamentos eram a contrapartida pelas influências exercidas pelo advogado junto do pai, administrador da REN.

Os montantes movimentados nas contas bancárias de Manuel Godinho dispararam nos anos seguintes. Entre 2004 e 2009, o sucateiro viu serem creditados nas suas contas mais de três milhões. Dinheiro esse que não declarou em sede de pagamento de impostos e que o levará agora a ser investigado, em processo autónomo, por branqueamento de capital e fuga ao fisco.

Fonte: CM

FACE OCULTA: Despacho final mantém 5 referências a José Sócrates


domingo, 31 de outubro de 2010

QUAL CRISE ?

7,5 milhões de euros para salários de 46 gestores
31 de Outubro, 2010
Frederico Pinheiro
Desde ajudas ao arrendamento de 55 mil euros ao aluguer de carros por 40 mil euros, há gastos para todos os gostos. Leia alguns exemplos

2009 ficou marcado pela recessão, mas nem por isso os gestores das companhias públicas de transporte, da EP - Estradas de Portugal e dos CTT, uma das maiores empresas do Estado, deixaram de usufruir de regalias.

Só no ano passado, os gastos (salários e despesas) com 46 administradores de nove companhias tuteladas pelo Estado - ANA, STCP, EP, CTT, REFER, CP, ML, CARRIS E TAP - ascenderam aos 7,46 milhões de euros, ou seja, uma média de 162,2 mil euros mensais por gestor, segundo cálculos do SOL baseados nas contas anuais das empresas. Contas feiras, os gestores receberam seis vezes mais do que os trabalhadores das suas empresas, que auferiram 28 mil euros anuais.

Os gastos da administração TAP, liderada por Fernando Pinto - que recebeu 420 mil euros anuais de salário-base - representam um terço do total (ver tabela): cada um dos seis elementos da administração representou uma despesa média de 412 mil euros.

A contribuir para este valor estiveram as ajudas ao arrendamento de habitação de quatro administradores, no valor de 55,4 mil euros. Os gestores da TAP gastaram igualmente cerca de 74 mil euros no renting de viaturas e em combustível.

40 mil euros pelo aluguer de um carro

Os CTT, a segunda no ranking das administrações que mais gastaram em 2009, distribuiu um prémio de gestão de 213,8 mil euros aos seus cinco administradores. O presidente, Estanislau Costa - que circula num veículo de 84 mil euros adquirido pela empresa em 2004 - pagou, no ano passado, 42,5 mil euros para alugar quatro automóveis para os seus colegas de conselho.

As quatro linhas do metropolitano de Lisboa parecem não ser suficientemente utilizadas pelos administradores da empresa, que bateram o recorde de gastos com o aluguer de carros. A antigo administração de Joaquim Reis - agora presidente da Parpública - despendeu 85 mil euros no renting de carros, entre os quais se contam 40,3 mil euros para a viatura do vogal Miguel Roquette, durante nove meses.

Antes de abandonar a empresa, Joaquim Reis decidiu deixar ao seu sucessor um carro novo no valor de 30 mil euros.

Também o presidente da Carris, José Silva Rodrigues gastou 4.142 euros em combustível, no espaço de um ano.

E os administradores da empresa pública com o maior passivo de todas (15,8 mil milhões de euros), a Estradas de Portugal, não se coibiram de gastar 48 mil euros no aluguer de carros e combustível.

Passivo duplica

A aparente fartura do dia-a-dia destes gestores contrasta com a situação das suas empresas. Nos últimos quatro anos, o passivo (ver gráfico) destas nove companhias mais do que duplicou, de 13,3 mil milhões de euros em 2006 para 31,1 mil milhões de euros no final de 2009.

Confrontado com estes números, o Governo pediu, na semana passada, um corte de 15% nos custos das empresas do sector empresarial do Estado. O SOL contactou as empresas de transporte para apurar os seus planos de poupança, mas todos disseram «não ser oportuno falar deste assunto neste momento».

frederico.pinheiro@sol.pt


10 Comentários



E que tal a ideia de privatisar tudo?.,e o estado financiar uma parte,para que os serviços dessas empresas não subam demasiado de prêço?.não é fácil até porque as empresas privadas só tem um objectivo,ganhar dinheiro.
londonuk
31.10.2010 - 19:12
Isto e so o que vem a publico e que se pode saber.
o maior castigo para esta vagabundagem era confiscar tudo o que tem e polos a ganhar o ordenado minimo durante 10 anos ou entao cadeia porque isto e roubar e saquear o pais.Agora todos tem que comer no pelo para estyes vagabundos continuarem a esbanjar a grande.pior ainda e que se dizem hobnestos e no direito de faze-lo.pouca vergonha,pedrada neles.
Paulo Almeida
31.10.2010 - 19:11
Se o Sr Teixeira quer 4,6% de déficit nas contas públicas para 2011, então que privatize os capitais destas empresas de sanguessugas do estado, e vai ver que teremos transportes de qualidade com custos competitivos...Estes Gestores "NOMEADOS"a única empresa que sabem por a render é a sua carteira.
ram
31.10.2010 - 19:01
Venha o FMI.E, já agora o 28 de Maio. Os Gatunos e sanguessugas do Regime Socialista têm de ser liquidados.Democracia? Uma mer.da.Primeiro o ajuste de contas e depois falemos de liberdade.Metam a pseudo-democracia no olho do cú.-
BIAFRA
31.10.2010 - 18:53
Mas afastem a invêja.
BIAFRA
31.10.2010 - 18:48
bonito,fantástico,extraordinário,escandaloso.Ponto de vista contrário.Se as empresas do estado ,ou com maioría estatal, quer têr bons gestôres tem que dár regalias iguais ás empresas privadas,agora é so escolhêr qual é a nossa opinião,mas que não é fácil não é.
Allentejo
31.10.2010 - 18:48
E DEPOIS

VÊM DIZER-NOS

QUE A CRISE É "IMPORTADA" !!!

E AINDA NÃO VI NENHUM DESTES "SUPER-GESTORES"

SER RESPONSABILIZADO

PELOS PREJUÍZOS E DÍVIDAS DESTAS EMPRESAS...

O INSTITUTO JURÍDICO DA REVERSÃO SÓ SE APLICA

AOS DONOS,GESTORES E GERENTES DAS P.M.E. !!!
Grundleon
31.10.2010 - 18:42
Depois o Teixeira dos Prantos ainda diz, que não sabe onde cortar mais.....
Filipa Mello
31.10.2010 - 18:37
Agora é que eu percebo porque é que o meu amigo J. .Administrador da TAP, deixou a mulher e foi viver com a secretária num apartamento alugado pela TAP...
chaparral
31.10.2010 - 18:31
aqui estão os obreiros da crise

PORTUGUES QUER COMPRAR UM CARRO

Estado – Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte – Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado – Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA)

Contribuinte – Ah... Só isso.

Estado – ... e uma “coisinha” para o pôr a circular. O selo.

Contribuinte – Ah!..

Estado – ... e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o
carro >> efectivamente circule. O ISP.

Contribuinte – Mas... sem gasolina eu não circulo.

Estado – Eu sei.

Contribuinte – ... Mas eu já pago para circular...

Estado – Claro!..

Contribuinte – Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado – Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte – Diferente?!

Estado – Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte – ... Porque existe?!

Estado – Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.

Contribuinte – ... Só isso?

Estado – Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte – Como assim?!

Estado – Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte – ... Para o estacionar?

Estado – Exacto.

Contribuinte – Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado – Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar
seguro.

Contribuinte – Então pago para circular, pago para conseguir circular
e pago por estar parado.

Estado – Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é
novo?

Contribuinte – Novo?

Estado – É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está
em condições de andar por aí.

Contribuinte – Pago para você ver se pode cobrar?

Estado – Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha…

Contribuinte – ...Mais uma coisinha?

Estado – Para circular em auto-estradas

Contribuinte – Mas... mas eu já pago imposto de circulação.

Estado – Pois. Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte – ... Diferente?

Estado – Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte – Só mais isso?

Estado – Sim. Só mais isso.

Contribuinte – E acabou?

Estado – Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte – Quais 25 euros?!

Estado – Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte – Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem
quisesse?

Estado – Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros é quanto custa o chip.

Contribuinte – ... Custa o quê?

Estado – Pagar o chip. Para poder pagar.

Contribuinte – Não perc...

Estado – Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte – Pagar custa 25 euros?

Estado – Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte – Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado – Imagine que um dia quer…tem que pagar.

Contribuinte – Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado – Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte – E se eu não quiser?

Estado – Paga multa.

JÔ SOARES

ASSIM SE AFUNDA UM ESTADO

- Underground de reflexões sobre tudo e nada -

Domingo, Outubro 31, 2010

Assim se afunda um estado

Pensionistas milionários na Face Oculta

Arguidos recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações. REN pagou, em seis anos, 3 milhões a Penedos. Paiva Nunes, da EDP, recebeu um milhão.
Vara ganhou 2 milhões.
São mais quantos é que funcionários públicos são outros, são forças armadas, polícia, médicos, enfermeiros, cantoneiros, administrativos e por aí fora, as regras é que são outras...
posted by Toupeira at