quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Portugal terá de voltar a subir impostos


A The Economist Intelligence Unit defende mais austeridade em Portugal com recurso a aumento de impostos.

Portugal vai necessitar de mais ajuda financeira nos próximos anos, o que implicará mais medidas de austeridade. Esta é a avaliação que a The Economist Intelligence Unit (EIU) faz no seu último relatório sobre Portugal, justificando esta ideia com o facto de Portugal não cumprir as metas definidas para o défice e as finanças públicas continuarem em desequilíbrio até 2016, o que dificultará o acesso aos mercados.

"Esperamos que seja necessário mais financiamento oficial em 2014-16, já que as finanças públicas vão continuar em desequilíbrio durante este período e o nível de credibilidade de Portugal não será considerado suficientemente para regressar aos mercados", lê-se no documento a que o Diário Económico teve acesso. Segundo a EIU, que fornece as previsões para a revista "The Economist", Portugal deverá registar um défice de 6% do PIB em 2012, e não de 4,5%, como está acordado com a ‘troika', e um ano depois, quando termina o programa de ajuda, o défice ainda estará nos 5%. Só em 2016, o desequilíbrio das contas públicas será inferior ao limite definido pelos critérios de Maastricht (2,5%). Estas previsões claramente mais pessimistas do que as do Executivo são explicadas pela EIU pelas fracas perspectivas de crescimento da economia.

"Prevemos uma redução gradual do défice em 2012-16, abrandada pela economia fraca, que reduzirá as receitas fiscais", sublinha a EIU. E quanto ao objectivo para este ano, será cumprido graças ao recurso a medidas extraordinárias, como o fundo de pensões da banca, que segundo o próprio primeiro-ministro permitirá obter um défice inferior a 4,5%.

A EIU reconhece ainda que o Executivo até pretende consolidar as contas públicas a um ritmo mais acelerado do que o acordado com a ‘troika', no entanto, "parece improvável alcançar esse objectivo tendo em conta o efeito negativo que o programa tem sobre o crescimento" (-4,1% em 2012). A unidade que fornece as previsões para a "The Economist" admite que o Executivo de Passos Coelho tem pouca margem de manobra face aos ditames da própria ‘troika', mas considera que tem "vontade" para levar por diante o programa de reformas exigido.

Se as reformas para aumentar a produtividade, como mais meia hora de trabalho diário, deverão resultar em "ganhos modestos", as alterações ao sistema judicial vão esbarrar numa área "particularmente intratável". A EIU reconhece que as políticas levadas a cabo pelo Executivo vão ser alvo de grande contestação social, até porque representarão "uma rápida queda nos padrões de vida" e, por isso, admite que "a estabilidade política ficará sob pressão"

PILHAGEM CULTURAL, SEM ESCRÚPULOS, NÃO TEM BANDEIRA



Bring Them Back

(Mandai para a Grécia aquilo que lhe foi roubado)

Στείλ'το σε όποιον μπορείς!

Send to all your contacts!
Clique a seguir para o video
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http://www.youtube.com/watch?v=k0_dN_gQmEg

À Margem: Há anos li numa revista da UNESCO que parte do espólio cultural, do mundo, foi levado pelos diplomatas, acreditados, em países estrangeiros. O motivo é que pela imunidade diplomática que ostentam os seus bens não estão sujeitos a verificação pelas autoridades alfandegárias de país onde exerceram a actividade de representar seu país. - José Martins


MUDOU-SE "CACA" MAS ENTRARAM E POUSARAM AS MESMAS MOSCAS









ALDRABÃO, MENTIROSO, CRÁPULA OU PASSOS COELHO SIGNIFICA O MESMO?

Acabadinho de chegar, via email, um lindo e caríssimo Mercedes comprado por uma pequena fortuna, 140 mil euros e mais uns trocos. O corresponde a 20 anos de trabalho remunerado para quem ganha o salário mínimo nacional, correspondendo a milhões de portugueses nessas circunstâncias.

Junto ao Mercedes vem um texto que consta mais em baixo, contudo importa fazer aqui alguns reparos. Um deles é relacionado com a atualidade. Creio que este Mercedes agora chegado e o respetivo texto foram elaborados há tempos. Ainda no tempo do governo PS-José Sócrates. Importa que a compra foi criminosa, considerando as dificuldades que o país já atravessava naquela época. Digno do crápula que foi José Sócrates como PM - o tal que, p.ex., ia governar também para conseguir fomentar um número enorme de milhares de empregos, tendo acontecido o contrário, desempregos – e mais promessas, e mais promessas, e tudo ou quase tudo mentira…

Importa também fazer notar o tempo de Sócrates já lá vai mas o PM atual é mais do mesmo, talvez pior porque mentiu muito mais que Sócrates para ser eleito e parece demonstrar ser menos sensível e mais desumano quanto à falta de equidade nos sacrifícios. Passos Coelho, igualmente crápula, palavra que tem por significado mentiroso, ainda está há tão pouco tempo no governo e, que se saiba, já “embarcou” na compra de uma viatura (Audi?) para Mota Soares no valor de quase 80 mil euros. Um carrão. Deu-se ao luxo de perder o negócio da Nissan no valor de milhões, tem um ministro dos negócios (?) estrangeiros que perdoou aos do negócio (?) das Pandur investimentos no valor de quase 200 milhões de euros que, salvo erro, constavam no contrato… Falta saber se aquele perdão deu origem a contrapartidas e para quem reverteram… Legitimamente é de desconfiar que se perdoe tão avultado valor o que interessa ao país como de pão para a boca se trate…

Não tenho ideia de ver indignação semelhante via email ou por outra via sobre o tal Audi para o ministro, dito da Solidariedade, Mota Soares, mas é certo que aqueles cerca de 80 mil euros dariam para um pouco mais de 10 anos de trabalho remunerado para alguém que somente recebe o salário de fome que é o ordenado mínimo nacional, que nem sequer chega a 600 euros-mês.

Seja como for, este “carapuço” que se segue, que era para Sócrates, e nos convidava a indignarmo-nos também serve, e muito bem, a Passos Coelho e ao seu governo, mais conhecido por Bando de Mentirosos.

Agora por mentirosos: Título sugestivo dos jornais de hoje dizem: “Passos Coelho vaiado e insultado em Matosinhos”, e descrevem que "Quer à chegada quer à saída do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos, cerca de três dezenas de populares manifestaram descontentamento, vaiaram o primeiro-ministro e gritaram insultos, tais como: “Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.”

O jornal Correio da Manhã diz que “A segurança pessoal do Governo e a polícia ainda tiveram de intervir para travar a aproximação dos populares.” E que graças aos deuses “Outros populares presentes no local saíram em defesa de Passos Coelho, gritando o nome do primeiro-ministro.”

Ao que isto chegou! Um povo que já nem se contém e insulta o PM nas barbas do imberbe PM. Coisa horrível! Logo 30 populares a insultar o PM. Francamente! Vão prendê-los? Será? Já estão chilindró? Cuidado, Passos Coelho avisou há muito sobre os tais tumultos e quem nos avisa nosso amigo é… Será que é?

E aquela ternura divulgada pelo Correio da Manhã (com til, sem til?), neste caso em que cito, sobre os outros presentes junto ao PM que se puseram a gritar pelo seu nome. Que lindo! Diz o jornal que “Outros populares presentes no local saíram em defesa de Passos Coelho, gritando o nome do primeiro-ministro.” Terá sido essa a intenção? É que para muitos portugueses dizer mentiroso ou Passos Coelho o significado é o mesmo. Afirmo-o porque ainda um dia destes vi uns miúdos a zangarem-se por causa de um deles não cumprido uma promessa que havia feito ao outro, mentindo-lhe, e o vigarizado chamou ao faltoso Passos Coelho. Primeiro não entendi, depois de muito pensar concluí que estava a chamar-lhe mentiroso. Se assim é, passou a ser, afinal os tais populares que gritavam Passos Coelho, Passos Coelho, eram mais do mesmo, mas temerosos, ou… espertos. Daquilo que esta gente é capaz. Que coisa! E quem ensina às criançinhas que Passos Coelho é o nome do senhor e não o significado daquilo que representa?

Desviem-se, vem aí o tal Mercedes, e o Audi, e os boys, e as girls, e as bunys do Play Boy… para alegrar a festa. Yes!

"O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares

QUE LINDO EXEMPLO!

Tanta gente a passar mal e estes gatunos, que nos vão ao bolso todos os dias, a gozarem-nos, exibindo os seus troféus comprados com o que nos roubam.

Temos que deixar de ser um povo resignado e lutar contra toda esta cambada de gatunos.

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí, os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacrifícios.

Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros. A explicação dada, foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.

Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.

É uma vergonha! Depois queixem-se, o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.

O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...

Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.

Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.

Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada

DIVULGUEM. E REVOLTEM-SE, JÁ QUE NÃO SABEIS FAZER MAIS NADA!"

Credo

Primeiro-ministro inaugurou centro de Arte Moderna

Passos Coelho vaiado e insultado em Matosinhos

Quer à chegada quer à saída do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos, cerca de três dezenas de populares manifestaram descontentamento, vaiaram o primeiro-ministro e gritaram insultos, tais como: “Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.

Por:Manuela Teixeira

A segurança pessoal do Governo e a polícia ainda tiveram de intervir para travar a aproximação do populares.

Outros populares presentes no local saíram em defesa de Passos Coelho, gritando o nome do primeiro-ministro.

Recorde-se que o chefe do Governo e o espanhol José Maria Aznar inauguraram esta tarde a fundação, que tem um custo de 150 mil euros por ano, valor suportado por seis patrocinadores

PORRA JÁ NÃO SE SABE ONDE ESTÃO OS LADRÕES...!!!

Ricardo Cabral
Lisboa

Juiz do Supremo filmado em crime

Magistrado foi filmado a desviar documentos da caixa de correio de um vizinho, médico.
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Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A DESCONHECIDA

A Cátia não liga aos sindicatos

Algures no Verão do ano passado, visitei um call center, na Infante Santo (Lisboa), e fiquei espantado. Num vasto open space, 200 pessoas falavam ao telefone, ao mesmo tempo e em 19 línguas diferentes, resolvendo problemas tão diversos como a do finlandês que não sabia mudar o pneu do seu Peugeot ou de um português que queria obter informações suplementares sobre um PPR.

Cheirava a trabalho naquela sala espaçosa, que tresandava à generosa ideia europeia (que ultimamente tem gaguejado), pois o idioma em vigor em cada grupo de estações de trabalho era assinalado por uma bandeira.

O que mais me impressionou foi saber que era inferior a mil euros o salário médio daquelas pessoas, fluentes em pelo menos uma língua estrangeira e altamente treinadas - os que atendem as chamadas para a linha verde de um banco são frequentemente chamados para dar formação ao pessoal dos balcões.

Uma questão ficou a bailar na minha cabeça enquanto esperava pelo eléctrico na 24 de Julho. Por que raio é que os largos milhares de operadores dos call center, que ganham pouco e trabalham muito em condições bem longe das ideais, ainda não constituíram um sindicato?

Não precisei de chegar ao Cais do Sodré para resolver esta intriga e achar a resposta certa a esta questão pertinente. Os operadores de call center não fundaram um sindicato pela mesma razão que nenhum esquimó compra um frigorífico ou um guineense pede ao Pai Natal um aquecedor - porque não precisam de um sindicato para nada.

A ideia de criar um sindicato também não atravessou a cabeça de gente com novas profissões, como webdesigners, djs, trabalhadores de help desk, personal trainers ou mesmo celebridades, sejam elas mais ou menos duráveis, como a Cinha ou a Cláudia Jacques, ou instantâneas e voláteis, como o Zé Maria, do primeiro Big Brother, a Cátia, da Casa dos Segredos, ou o falso Estripador de Lisboa, da dupla Felícia/Sol.

E se nos dermos ao trabalho de pesquisar nas estatísticas, confirmamos que este alheamento também se apoderou das profissões tradicionais. Um estudo do ISCTE garante que 2/3 dos trabalhadores portugueses não estão sindicalizados - e que quatro em cada cinco nunca fizeram greve.

A situação não está a melhorar. Na última década, a taxa de novos sindicalizados na CGTP caiu mais de 40%. E, de acordo com a OCDE, a percentagem de sindicalizados sobre o total da nossa mão-de-obra recua todos os anos 2,3%.

O problema não é dos trabalhadores. O mundo virou do avesso desde que os sindicatos foram inventados para proteger a classe operária dos excessos da exploração patronal, filha da Revolução Industrial.

O mundo mudou, mas os sindicatos não. Continuam a usar a mesma linguagem, discurso, atitude e formas de luta que eram boas no séc. XIX quando era mal-educado andar na rua com a cabeça descoberta (e ainda não tinham sido inventados o automóvel, a televisão e as férias pagas), mas que no séc. XXI apenas conseguem mobilizar os funcionários públicos.

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

"O PAÍS ESTÁ DOENTE E INSISTE EM TOMAR A MEDICAÇÃO..."


O país está doente e insiste em tomar a medicação que lhe é imposta por uma Europa Merkleana que, em vez de ser uma cura, só agrava a doença. Digo isto porque também eu não escapei a uma constipação que me deixa rabugento e mal disposto. Mal já eu ando com o que se passa neste país e agora mais as dores de cabeça, no corpo. Não me apetece ouvir notícias nem estar para aqui a fazer o sacrifício de escrever sabendo que tudo fica na mesma. Vou fazendo os bonecos que pelo menos estou distraído


Afinal o Ministro Paulo Macedo, quando nos informou que as Taxas Moderadoras iam duplicar, um aumento de 100%, ou não sabia ou se "esqueceu" de dizer que algumas, como no caso das consultas nos Hospitais Distritais, iam triplicar de preço. Mas, como disse o Primeiro-Ministro Passos Coelho, ainda estamos "muito longe de esgotar o 'plafond' de crescimento das taxas moderadoras" para aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Já nem ser colocar em causa a saúde e a vida das pessoas faz esta gente ter consciência e parar. A sua agenda neo-liberal de preparar o terreno para a privatização da saúde e os "negócios" assim o exigem. Criam a miséria de um lado para diminuir na despesa e aumentam as taxas do outro para aumentar as receitas. As pessoas, essas são um empecilho do lado dos problemas e lucro do lado das vantagens.
Isto não se faz quando é daquilo que pode fazer a diferença entre viver e morrer.


A IRRESPONSABILIDADE AO EXTREMO