terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E não é por eles serem portugueses.

Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos e
você vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, o povo
que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que
controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa
africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no
Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da
Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao
Japão... e Austrália.

Esta semana, o Primeiro-ministro José Sócrates lançou uma nova onda
dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA,
mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório
por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto
com o mundo real, um esteio na classe política elitista Portuguesa no
Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão
política que têm assolado o país desde os anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou
ser sugada é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e
Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde
havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais,
económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da
atribuição das notações de crédito.

Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de
inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto
forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha
depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta
anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e
por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de
pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os
mercados para sua indústria.

E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por
motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores"
(estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país
eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são
Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD
(Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm
sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses
pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores
portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu)
e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contrapartidas renderam, a não ser a aniquilação total
de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base
sustentável?

Aníbal Cavaco da Silva, agora presidente, mas primeiro-ministro durante
uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões
através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do
desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores
políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque é considerado
"sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso
fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se
a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de
sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice
público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal
planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes
inexistente localização no modelo governativo do departamento do
Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses
investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção
de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o
transporte interno e fomentando a construção de parques industriais
nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que
assentava no litoral.

O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para
fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques
industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas,
em muitos casos já fecharam.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou
em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram
encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de
javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e
Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o
dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou
a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a
participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu
próprio partido político. E ele é um dos melhores.

Depois de Aníbal Cavaco da Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António
Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um
candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro
em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata
excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora
Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que
não sei quando") que criou mais problemas com seu discurso do que ele
resolveu, passou a batata quente para Pedro Santana Lopes (PSD), que não tinha
qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha.
Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente
competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou
corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado
por interesses instalados.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este
primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para
enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise
mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo
foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para
salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi
produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos
de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria,
demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus
ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que
obviamente serão contra-producentes.
Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os
resultados:

-Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos
(94%).
-Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu
melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país
(5%).
-Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento.

Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que
multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a
criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado
a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no
caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de
física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que
sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde
eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as
agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar
medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao
futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um
retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de
Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o
eleitorado de suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de
punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os
interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas,
não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem
se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que
convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude".
Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo.
Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário
lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe
política abominável.


Timothy Bancroft-Hinc


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SEM BOYS

Boys de hoje e de sempre


Encontrei esta capa de um velho LP e confesso que não sei se são os "Boys will be Boys" a cantar "Smiles for the seasons" ou os "Smiles for the seasons" a cantar "Boys will be boys". O que sei é que, com esta gente, independentemente da estação do ano haverá sempre quem tenha razões para sorrir e os boys nunca deixarão de o ser


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Sites de Bancos e grandes Empresas de Internet em Portugal atacados este final do ano

Posted: 01 Jan 2012 07:14 AM PST

BPI, PortugalMail e IOL são apenas exemplos dos ataques que têm acontecido desde dia 30 e 31. Hoje, já em 2012, foi a vez da Arkis, uma empresa de serviços de Internet.

JohnnyM aka PATRAOjhN é o autor desses ataques e explica ao Tugaleaks que apenas pretende apresentar falhas para serem posteriormente corrigidas.
O site do BPI Automóvel (mirror com deface) foi um dos alvos no dia 30. Seguiram-se também sites como o carros.portugalmail.pt e autoportal.iol.pt este último dois dias depois ainda se encontra com uma página em brancoe sem conteúdo.

Em todos estes sites, foi apresentada uma mensagem semelhante a esta:


clica para ampliar



Estes ataques vêm na sequência das contestações populares e do movimento de hacktivistas criado pelos AntiSecPT e os LulzSec Portugal nos últimos meses.
Neste momento, os movimentos deram criação a um novo canal chamado #AnonymousPortugal na rede AnonNet e daí poderá surgir um novo movimento.

Pela parte internacional também houveram revelações. Já este ano, pela Operação #OpWestPapua, a base de dados do Ministério do Comércio da Indonésia foi leakada aqui, segundo o @AnonDaily.



Máquina da empresa Arkis hackeada
Ainda no dia de hoje (1 de Janeiro) o Tugaleaks recebeu um report de que a mesma pessoa envolvida nestes ataques atacou também a máquina da empresa Arkis. Esta empresa, segundo o seu website (agora offline) desenvolvem “websites criativos e inovadores, com gestão de conteúdos. Soluções de publicidade, SEO e webmarketing”.

Essa hacker indica também que o site da NASA tem uma vulnerabilidade de XSS e que pode estar para breve uma tentativa de deface ao mesmo.


clica para ampliar


Por agora, o site da Arkis dá para jogar Space Invaders. A lista de sites dessa mesma máquina está aqui


OS IDIOTAS


Caso Meco
Irmã e sogros passam dinheiro a Isaltino Morais

Investigadas contas do presidente da Câmara de Oeiras


Por:António Sérgio Azenha/ Eduardo Dâmaso

ATENÇÃO: *A CANALHADADA, PROVOCATÓRIA, EM FÉRIAS"


[DEPUTADOS C/ Sub NATAL e FÉRIAS em 2012]

OBRIGATÓRIO REENCAMINHAR...
DEPUTADOS C/ Sub NATAL e FÉRIAS em 2012
Ora toma lá que é democrático!!
Até quando vai este povo amouchar como um burro que, como dizia Guerra Junqueiro, "já nem com as orelhas consegue enxotar as moscas" ??


Saiu o Orçamento para a Assembleia da República e eles lá estão: o Subsídio de Férias e de Natal. Claro que já sabemos que estes políticos são super-portugueses, aos quais não se aplicam as leis aplicáveis à populaça... mas não haverá um mínimo de decoro?!
Para quem pense que se trata de uma fotomontagem, tomem lá um segundo link, para o próprio Diário da República, para que não haja dúvidas.
Indignem-se!!!
Deputados e funcionários da Assembleia da República contemplados com subsídios de férias e de natal em 2012no orçamento APROVADO por TODOS os partidos. À semelhança do que foi justificado para a TAP PORTUGAL, também agora devem vir informar que havia perigo de fuga destes "cérebros" todos para o estrangeiro...

DIVULGUEM A TODOS OS VOSSOS CONTACTOS OS SACRIFÍCIOS DE QUEM NOS GOVERNA, DA EXTREMA ESQUERDA ÀEXTREMA DIREITA...SEM EXCEPÇÃO.
MAIS UMA PROVA DE QUE A ACTUAL DIFERENÇA ENTRE “ESQUERDA” E “DIREITA” ESTÁ APENAS NA MÃO QUE ROUBA

BANGUECOQUE - TAILÂNDIA: AMANHÃ EM GRANDE REPORTAGEM - PASSAGEM DO ANO 2011 - 2012

Estamos mais pobres? Sim. Recuámos uma década





Não foi só a riqueza anual por habitante a recuar. O consumo também encolheu. Portugal está agora "ao nível de 2002 ou 2003".

inserido em 02-01-2012 às 07:00 | por Mara Dionísio e Teresa Abecasis



Não é propriamente de "ano novo, vida nova" que se trata. Por muito pessimista que possa parecer, é mais assertivo dizer que, à partida, é "ano novo, vida já vista" em Portugal. Os especialistas dizem que o rendimento por habitante em 2012 vai recuar aos níveis de há dez anos.

“Estamos de facto mais pobres”, começa por dizer o economista Miguel St. Aubyn. “Podemos dizer que a previsão para 2012 dá-nos um valor do PIB per capita semelhante àquele que tivemos em 1999 ou 2000”, explica o economista do Instituto Superior de Economia e Gestão.

Quando se olha para os números do Produto Interno Bruto da base de dados AMECO, da Comissão Europeia, constata-se ainda que também houve um recuo no consumo. "Estamos agora ao nível de 2002 ou 2003", precisa Miguel St. Aubyn.

E quanto vale o hoje o PIB de Portugal? Se os “preços fossem os de 2005, o PIB seria, em 2011, de 14.561 euros por habitante”, explica o economista. Em 2012, “será de 14.125 euros, ou seja, isto significa uma quebra de 400 e tal euros por habitante”´.

Mas esta redução no rendimento disponível não deve ser encarada como uma fatalidade. “Isso não é necessariamente mau, desde que tenhamos a capacidade de satisfazer as nossas necessidades mais importantes, que é ter uma casa, saúde, um emprego”, sublinha Isabel Guerra, do ISCTE.

Esta socióloga do Instituto Universitário de Lisboa defende que “nunca mais vamos ter os mesmos níveis de consumo”. “Mas também não precisamos de 35 marcas de flocos de aveia, também não precisamos de não sei quantas marcas de salsichas”, frisa.

Há crise e crises
A crise é universal, anda de país em país, sociedade em sociedade. São várias crises dentro da mesma. Começa com a “globalização”, a seguir é a “financeirização” da economia e a terceira é a crise nacional. “Um modelo errático de desenvolvimento”, diz Isabel Guerra.

Segundo o último relatório da Organização Internacional do Trabalho, o modelo de desenvolvimento que tem sido seguido “não cria emprego” e o que trabalho que cria “é de baixos salários, é precário, com condições peníveis de trabalho”, refere a socióloga do ISCTE.

Quer isto dizer que “muitas das famílias, mesmo as que têm emprego, têm baixos rendimentos”. “Para terem uma ideia, um terço das pessoas que recebe o rendimento social de inserção está a trabalhar, só que aquilo que recebe não dá para viver”, diz Isabel Guerra.

E a situação piora quando se perde o trabalho. “O grupo social que está pior é o dos desempregados - é uma taxa muito elevada e é a situação mais gravosa”, explica Isabel Guerra, acrescentando que “aquilo que é novo é que a crise nivelou por baixo as classes médias”.

"Aproximou as classes médias daqueles que tinham rendimentos muito baixos e, nesse sentido, apanhou franjas muito alargadas da população."

A taxa de desemprego está quase nos 13%, o que quer dizer que cerca de 700 mil pessoas não têm trabalho. O desemprego é, por isso, um dos maiores problemas da economia. “Se quisermos um indicador de disfunção num sistema económico, temos de admitir como tal as pessoas que querem trabalhar e não estão a trabalhar”, diz o economista Miguel St. Aubyn.

Hoje em dia “somos todos potencialmente pobres”, lamenta Isabel Guerra. “Se amanhã perder o emprego, vai ter que se candidatar ao rendimento social de inserção e depois vai aparecer nas estatísticas como pobre”, explica.

Que soluções?
“O mais importante para mim seria um conjunto de medidas que pudessem rápida e eficazmente apoiar a parte da população que mais pode sofrer com este ajustamento: os mais pobres e os que ficam desempregados”, diz Miguel St. Aubyn.

Na mesma linha, Isabel Guerra propõe “fazer uma verdadeira reforma agrária para produzir” bens que o país necessita e “dar apoio aos desempregados”.