quinta-feira, 21 de junho de 2012


"Esperei dois anos pela licença porque não tinham tinteiro para a impressora"
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Milionário francês sentiu na pele a máquina burocrática de Portugal quando quis concretizar um investimento de dez milhões de euros para fazer vinho no Douro.
Demorou quase três décadas a concretizar o sonho de Roger Zannier: produzir vinho no Douro, pelo qual se apaixonou nos anos 1980. O magnata francês, que lidera um grupo que detém 17 marcas e vendeu 850 milhões de euros em 2011, sabe que tão cedo não irá recuperar o dinheiro gasto, mas avisa que a Quinta do Pessegueiro não é só um capricho.
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“A Parque Escolar foi uma festa”

Imagem “roubada” ao ProfBlog

Para quem não se recorda, o título foi uma afirmação de Maria de Lurdes Rodrigues proferida durante uma audição na AR a propósito do tema.

isto torna-se cansativo. faça você mesmo o seu próprio post na caixa de comentários

Custos dispararam na Parque Escolar em benefício dos empreiteiros


As obras de modernização da escola secundária Passos Manuel, em Lisboa, geridas pela empresa pública Parque Escolar, custaram mais 46,5% do que estava inicialmente previsto, devido sobretudo a uma série de “trabalhos a mais” entregues à Mota-Engil, a empresa responsável pela obra, conclui uma auditoria do Tribunal de Contas divulgada esta quarta-feira.



"ESTÃO A VENDER, AO ESTRANGEIRO, O POUCO QUE AINDA TEMOS"









O Borges, sempre o Borges....!!! A cagar pela boca, postas de pescadas "do maior interesse para o país"... Portugal está a ser, pela corja, miseravelmente vendido a países estrangeiros. Este Brasil, agora tão divulgado pela RTP (que temos) como o paraíso, migratório, dos portugueses e fazer face ao desemprego que infelizmente grassa em Portugal. O Brasil, actualmente, possui 40 milhões de almas a viver no limiar da pobreza e por lá existe desemprego. Foi-me dito, ontem, por um brasileiro meu amigo, trabalhador na área desportiva, que depois de emigrado vários anos na Ásia e Médio-Oriente voltou ao Brasil com o propósito de ficar por lá. Regressou, à Ásia, porque no seu país não havia hipótese de emprego.


Cimpor passou para as mãos dos brasileiros da Camargo Corrêa

Paulo Alexandre Amaral, RTP

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Os brasileiros da Camargo Corrêa passam a deter 94,81 por cento do capital da Cimpor, com 95,69 por cento de direitos de voto, face aos resultados da OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada em março pela sua subsidiária InterCement. Tendo sido aceites os 5,5 euros por ação e com a cimenteira fora de mãos portuguesas, ouvem-se agora aqueles que contabilizam em milhões o montante que os cofres do Estado perdem com esta OPA, que é vista por António Borges, consultor do Governo para as privatizações, como uma operação "do maior interesse para o país".

Jose Martins

A ECONOMIA PORTUGUESA A CRESCER E ....E OS PORTUGUESES CHICOS FININHOS...!!!

E assim a economia deste pobre país cresce enquanto os bolsos, dos portugueses, mínguados! Para onde vai parar esta nação!

Clique na imagem para o video


Funcionários públicos já recebem salários com cortes dos subsídios

Os funcionários públicos começaram já a receber os salários de junho com os cortes dos subsídios de férias.
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P.S. - Oh gente hoje é dia de futebol e de alegria.... Portugal vai venver a república Checa e o prazer da vitória arruma a desgraça para o lado e faz de nós uns bolas!

Agressores têm 13 anos e vítima tem 12

Miúdas arrancam coração de amiga e levam-no para casa

Mostrando como a violência e a crueldade podem ser terrivelmente gratuitas e precoces, duas miúdas brasileiras de apenas 13 anos mataram com requintes de malvadez uma amiga de 12, Fabíola Santos Correa. Levando o crime a extremos de sadismo e loucura, elas ainda abriram o tórax da menina com um facão e arrancaram o coração da vítima, que levaram para casa.

Por:Domingos Grilo Serrinha, Correspondente no Brasil

O brutal crime ocorreu dia 27 de Maio na cidade de São Joaquim de Bicas, no estado brasileiro de Minas Gerais, mas só foi conhecido e divulgado agora, quando as duas assassinas foram detidas e confessaram terem executado a amiga, que também era vizinha e colega de escola. O corpo da vítima foi encontrado por um agricultor num barranco num local ermo na periferia daquela cidade conhecido como Mata do Japonês.

Henrique Solla, o inspector da polícia de São Joaquim de Bicas que investigou o caso, afirmou que as duas detidas confessaram o crime sem qualquer sinal de arrependimento e que riram várias vezes ao contarem detalhes e o medo e os gritos da vítima. As duas foram enviadas para uma casa de correcção em Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, enquanto aguardam a decisão da justiça sobre o seu futuro.

No depoimento, as miúdas alegaram que a vítima tinha começado a namorar com um traficante de uma facção rival à dos namorados delas e que ficaram com medo que a amiga contasse aos inimigos delas detalhes sobre o comércio de droga da facção a que pertencem. Então, alegando irem assistir a um jogo de futebol, levaram a vítima até à Mata do Japonês e mataram-na com bastante dificuldade, pois, segundo contaram na esquadra, a menina continuava viva e a debater-se mesmo depois de ter sido agredida várias vezes com uma barra de ferro e esfaqueada.

Quando a vítima finalmente caiu no chão, elas usaram a faca para abrirem o peito e extraíram o coração, que levaram para casa dentro dos cadernos da escola, junto com um dos dedos de um dos pés, que também cortaram. Alegando terem-se arrependido de levar os despojos humanos para casa, as criminosas deram o coração da amiga e o dedo para o irmão de uma delas, de oito anos, que os enterrou sem saber do que se tratava, pois disseram-lhe que era carne de um porco

Esoteric Agenda, A Agenda Esotérica

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Se você sentir que as coisas dão errado, que algo está errado neste sistema, você não pode parar de assistir o documentário, com idéias que você pode acreditar ou não, mas certamente abre seus olhos.

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Tópicos: Profecia, de 2012, de conspiração, illuminati, manipulação de mídia, Codex Alimentarius, a Agenda 21, o aquecimento global, guerras, ataques, emoções e genética.

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NA LISTA DE REPRODUÇÃO no YouTube:

http://www.youtube.com/playlist?list=PL76CD60791BD891CB

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Fonte: google.com

Governo Português “oferece” 4.8 milhões de euros à Microsoft

Posted: 20 Jun 2012 04:14 PM PDT

Os casos de sucesso no Brasil na implementação de software livre no governo não interessarem a Portugal. Quinta-feira passada o Conselho de Ministros aprovou 4.8 milhões de euros apenas para a Microsoft.

Governo Português “oferece” 4.8 milhões de euros à Microsoft

A Microsoft deve adorar Portugal, porque praticamente todo o estado usa Microsoft. Ao contrário dos casos de sucesso no nosso país vizinho – com quem Portugal quer adoptar acordos ortográficos mas não estratégias de economia – parecem não chegar para dar azo a mudanças tecnológicas em Portugal.

Temos como exemplo básico o Portal do Parlamento que usa IIS 6, SharePoint Team Services e ASP.NET. Todos estes softwares são proprietários e custam ao governo centenas de euros. Um servidor Apache com MySQL e um Cms WordPress ou Drupal teriam custo zero.
Como o próprio site do Governo sobre software livre indica, existe um Plano de Acção que deriva de uma directiva da UE que até hoje não está a ser cumprido.

Para resolver esta mistério e termos outra opinião, a ANSOL – Associação Nacional para o Software Livre, na pessoa do Rui Seabra, foi convidada a para responder a perguntas que são fundamentais no entendimento deste “mistério”:

Como vêm a aquisição do estado de licenças de software proprietário (Microsoft e outros) quanto existem alternativas opensource para a maioria das aplicações ou estações de trabalho?

Existindo Software Livre que cumpre as mesmas necessidades, não faz qualquer sentido que o Estado esbanje dinheiro em licenciamento de software não livre, especialmente aquele em que o Estado não pode assegurar que não está a fazer coisas que não devia, como vendor-lock-in, transferir informação para a CIA, ou até mesmo backdoors.
Apenas a notícia no Tek Sapo menciona produtos Microsoft, se assim for, é muito provavelmente uma aquisição ilegal. Mas podemos estar a falar de um único software em particular, com uma única licença que custa mais de 4M €. Não se sabe os detalhes ao certo.
Aquilo que choca mais, contudo, é uma aparente decisão do Conselho de Ministros em violar a lei, nomeadamente o Código das Compras Públicas.

É vossa opinião que, à semelhança do Brasil, o estado pode ser gerido praticamente apenas por software opensource?

O Estado poderia na sua vasta maioria substituir muito do software proprietário que utiliza por Software Livre sem gerar grandes dificuldades nos utilizadores. Afinal, em muitos sítios mudou para os novos Microsoft Office sem formação, ou mesmo Vistas e afins.
Naquilo em que não pode ainda mudar por não existir Software Livre para certa necessidade, o Estado deveria investir em que essa mesma passe a existir, por vezes pode significar a implementação de uma funcionalidade num software livre existente, por vezes pode implicar criar um novo software livre.

Tendo em conta a conjuntura económica actual, torna-se urgente repoensar a forma como o sistema informático funciona no Estado Português?

Os custos a médio e longo prazo seriam seguramente menores se o Estado deixasse de funcionar como agente de propaganda Microsoft e adotasse o Software Livre, bem como poderia finalmente assegurar que estava em controlo da sua cidadania digital em vez de a entregar a empresas estrangeiras que não têm os melhores interesses de Portugal nos seus objetivos anuais.

Portanto, fica a pergunta… para quê o despesismo e porque é que o Estado ainda usa software proprietário?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

KAOS:A inocência da santidade




A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deverá votar hoje, a deliberação final sobre o caso das alegadas pressões ilícitas do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, sobre o jornal "Público", (ameaçando publicar na Internet dados pessoais e privados de uma jornalista), para impedir a publicação de notícias sobre o seu eventual envolvimento no caso das secretas. Ao que o SOL apurou a conclusão a que chegaram os técnicos da ERC e que consta do relatório, é que Miguel Relvas não tentou pressionar o jornal Público.
Recorde-se que o conselho regulador da ERC é presidido por Carlos Magno e tem entre os seus vogais a ex-jornalista e jurista Raquel Alexandra, amiga pessoal de Miguel Relvas. Além destes dois membros, o conselho regulador é composto por Arons de Carvalho, Maria Roseira Gonçalves e Rui Gomes.
Só me pergunto é porque perdem tempo a fazer estes relatórios, reuniões e votações se já todos sabem o resultado mesmo antes de se iniciar o processo. É claro que o Relvas é um anjinho.

A Conspiração dos Alimentos

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A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda um conjunto de orientações dietéticas que podem não ser saudável para os seres humanos, só é benéfico para a indústria de alimentos que estas recomendações melhora significativamente o seu negócio.
Neste vídeo podemos falar sobre todas as mentiras que você nos disseram sobre o que comer eo que não, na verdade para ficar, obeso, lento e deprimido.
Nós encorajamos você a assistir a programação de vídeo onde você vai descobrir as seguintes questões interessantes que não falam.

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Fonte: http://mundodesconocido.com/WordPress/?p=3634
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Informações relacionadas:

"Memorandum 200" A comida está sendo usado como arma

VEJA E DIGA QUE DIFERENÇA NOTA.............

Setenta banqueros españoles acusados de corrupción, entre ellos tres sacerdotes

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Los primeros banqueros españoles que han quebrado sus entidades comienzan a pasar por el juzgado, aunque aún quedan por dirimir las responsabilidades de la mayor parte de los gestores que en la última década formaron parte de las cajas de ahorro quebradas que se integraron en Bankia: Caja Madrid, Bancaja, La Caja de Canarias, Caixa Laietana, Caja Rioja, Caja Ávila y Caja Segovia.

De momento, setenta de ellos ya tienen una causa judicial sobre sus hombros. Según El Confidencial.com, ya se ha presentado en Córdoba la primera denuncia contra el que fuera expresidente ejecutivo de Cajasur durante casi tres décadas (1977-2005), el popular cura Miguel Castillejo, cajero por su condición de canónigo penitenciario del cabildo catedralicio, contra él y los que le sucedieron en el cargo, los también sacerdotes Juan Moreno Gutiérrez y Santiago Gómez Sierra, y contra quienes más resulten responsables, según el texto entregado a la Fiscalía Provincial de Córdoba para su traslado a Anticorrupción.

La base de la denuncia tiene que ver con las sanciones a Cajasur publicadas en el BOE el pasado 15 de junio, que hacen referencia a las tres infracciones muy graves y una grave impuestas por el Banco de España por distintas irregularidades. Según la denuncia, estas sanciones acabaron con la intervención de la entidad, rescatada en mayo de 2010 con dinero público (550 millones del FROB) tras negarse a una fusión con Unicaja, ocasionando un gravísimo perjuicio económico y social, con despidos traumáticos mientras algunos responsables cobraron blindajes elevadísimos.

De acuerdo con la memoria del Banco de España correspondiente al ejercicio 2011 presentada la semana pasada, el organismo supervisor destaca que abrió un expediente a una caja y a 40 personas que habían ejercicio en ella cargos. El Banco de España sancionó a la caja y a 38 de los 40 cargos de administración y dirección expedientados, por considerarles “responsables de dicha situación”.

La denuncia presentada sucede en el tiempo a otra ante la Audiencia Nacional por integrantes del 15-M contra los consejos de administración de Bankia y de su matriz BFA, entre los que se incluye su expresidente Rodrigo Rato, por falsedad de cuentas con motivo de la salida a bolsa el pasado julio de 2011. Respecto a esta entidad, rescatada por parte del Gobierno tras inyectar más de 23.000 millones de euros, la Audiencia Nacional ha asumido la investigación del caso después de que un juzgado admitiera a trámite una primera querella.

La Audiencia Nacional también va a unificar las dos querellas que se han presentado hasta la fecha por la quiebra del Banco de Valencia. De esta manera, la demanda cursada por el Fondo de Reestructuración Ordenada Bancaria (FROB) y la de la asociación de accionistas minoritarios serán tramitadas por el magistrado Santiago Pedraz, lo cual supone aumentar el número de implicados.

La querella del FROB está dirigida únicamente contra los administradores del Banco de Valencia, con especial énfasis en el que fuera consejero delegado durante quince años, Domingo Parra. A Parra se le acusa de haber beneficiado a determinadas personas –la familia Calabuig- con las que compartía la propiedad de varias sociedades.

La de los accionistas particulares va dirigida contra 27 personas, entre los que se encuentra el expresidente de Banco de Valencia y expresidente de Bancaja, José Luis Olivas; Deloitte, la firma encargada de auditar las cuentas de la entidad y de alguna filial sospechosa de cometer delitos –Aguas de Valencia- y el ejecutivo que firma el informe, Miguel Monferrer, tanto del banco como de la empresa de servicios.

A esas dos acciones legales se unirá la acción social de responsabilidad que la junta de accionistas del pasado 14 de mayo aprobó que se ejerza contra el expresidente José Luis Olivas y Bancaja, contra el exconsejero delegado Domingo Parra y Bancaja Seguros, contra Antonio Tirado y Valenciana de Inversiones Mobiliarias, y también contra Aurelio Izquierdo, como exconsejero delegado y expresidente.

Aurelio Izquierdo, director financiero de la entidad, ha renunciado a los derechos de prejubilación, que ascienden a un importe de 6,3 millones de euros, pero pretende cobrar los derechos sobre su pensión de jubilación, que suponen un total de 7,6 millones de euros, informaron a Europa Press en fuentes de la entidad.

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Fuente: http://www.diariorc.com/noticiasrc/?p=1152


O destino da Pátria

O país está afundado numa crise económica e financeira para que não se vê saída próxima, mas isso não impede várias dezenas de milhares de criaturas, com mais ou menos piercings e mais ou menos tatuagens, de acorrerem em massa, alvoroço, excitação e devoção, a uns conclaves que dão pelo nome de Rock in Rio ou rock seja lá onde for. Podem perder noites e dias inteiros à espera dos seus ídolos, podem apanhar pulgas, catarros e constipações, podem faltar às aulas ou ao emprego, podem pagar várias dezenas de euros por cada bilhete de entrada. São os mesmos que, se lhes aumentassem as propinas em 50 cêntimos que fosse, saltariam para a praça pública a chamar nomes ao Governo e às Universidades. E pelo aspecto, muitos deles integram as hordas de indignados que aparecem por aí noutras ocasiões. Mas ali, entram em transe a aplaudir outros indignados, com a diferença interessante de que estes, no palco, fazem da sua indignação uma profissão que lhes dá rios de dinheiro e assim lhes compensa amplamente os radicais furores.

É neste clima de fuga à realidade e amplificações ensurdecedoras que o verdadeiro rock da pesada muda de nome e de cenário. Passa a chamar-se Euro 2012. Agora, não lhe faltará o singular empenhamento da comunicação social, engendrando expectativas desmesuradas de triunfo e criando em todas as almas verdadeiramente lusitanas o frisson patriótico daquelas manhãs de nevoeiro em que uma redenção colectiva nos há-de chegar pela biqueira ágil dos craques, pondo termo às nossas angústias.

De cada vez que há um campeonato destes, seja ele da Europa ou do mundo, é assim. Na rádio, na televisão, nos jornais, nos blogues, nas redes sociais, esse desmedido desassossego futebolístico em tempo de crise tem ocupado mais tempo e requerido mais atenção do que qualquer dos magnos problemas do país.

Investe-se conscientemente num jogo de ilusões e panaceias. Gastam-se rios de dinheiro em reportagens e em verbosas retóricas publicitárias que se proclamam apostadas em mobilizar o melhor das energias colectivas em torno de um objectivo de vitória, num trejeito impagável e convicto, como se estivesse em jogo a própria sobrevivência nacional.

Nos jornais, e sobretudo na televisão e na rádio, concentram-se todos os esforços numa cobertura noticiosa que é verdadeiramente maníaca na sua maneira de perder tempo e despender meios, obstinando-se em coisas sem importância nenhuma.

Atinge as raias do delírio a competição frenética entre os canais, apostados em esquadrinhar pormenores irrelevantes de todo, quanto aos jogadores, ao treinador, aos transportes, aos treinos, aos adeptos, aos horários, às refeições, às roupas... Grande parte dos serviços noticiosos e dos chamados especiais-informação é trufada com estas não-notícias em catadupa, ou apimentada com a recolha de palpites e opiniões sem qualquer espécie de interesse, mas servidos com doutoral e profética circunspecção. E é disso que se faz a nutrida concorrência mediática que nos infesta o dia-a-dia, com muita parra, pouca uva e sobretudo numerosos bichos caretas a perorar por tudo e por nada, mas sempre em nome da "verdade desportiva", da camisola heróica das quinas, do patrioteirismo indefectível, do "moralmente ganhamos sempre".

Se a televisão do Estado, para não falar já nas outras, despendesse com temáticas mais substanciosas a centésima parte do tempo e do esforço que faz com estas liturgias futebolísticas, já estariam em vias de solução muitos dos problemas que temos no tocante à crise dos valores, da promoção da educação e da cultura, da salvaguarda do património, da cidadania, das mentalidades.

Mas verifica-se que o conceito de serviço público resvala sistematicamente para uma perversão que não tem comparação possível com outras realidades. Parece não haver volta a dar-lhe. E nem um mais que provável traumatismo "ucraniano" terá o condão de nos fazer escapar ao futebol como destino electrizante da pátria. Vasco Graça Moura - 14/06/2012