Alguém sabe quantos países da União Europeia têm, neste momento, governo socialista?
Para ajudar, recordo que a Hungria e o Reino Unido tiveram eleições muito recentemente, pelo que devem ter em atenção possíveis mudanças que tenham ocorrido.
Não lhes vem à memória assim de repente?
Volto a ajudar - são só 3 (três!).
Agora talvez seja mais fácil responder à questão principal: sabem quais são esses países?
Não?
Eu esclareço: GRÉCIA, PORTUGAL e ESPANHA!
Ele há coincidências do diabo!!! Logo serem os "mais avançados" da Europa (pelo menos em dívidas, descontrolo das contas públicas e atraso)!
PortugalPaís de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.
Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.
O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do
Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.
Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.
Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.
Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?
quinta-feira, 10 de Junho de 2010 O 10 de Junho e o respeito pela Pátria
As cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, neste 10 de Junho de 2010, em Faro, foram marcadas pela decisão do Presidente da República de reconciliar o País com os seus soldados, os que serviram nas guerras de África e da Índia com a esquerda. Isso foi feito através da participação no desfile militar dos veteranos combatentes. A reconciliação dos portugueses, e do Estado, com os seus soldados veteranos é indispensável à reparação da memória e construção do futuro. Pode questionar-se a decisão político, mas não pode desrespeitar-se o serviço militar da Pátria. Foi notável o discurso do Prof. António Barreto sobre o assunto, numa demonstração pessoal de humildade, atendendo ao facto de não serviu na guerra colonial, e de sentido de Estado.
O Presidente da República reconheceu a memória dos feitos e heróis. Mas assinalou a situação insustentável do País. Destaco a frase que foi dita, na cerimónia das condecorações, a propósito de uma campanha de limpeza das florestas, mas a que os portugueses ouvem num sentido moral: «os portugueses anseiam por limpar Portugal»... É. É esse o nosso anseio... e a nossa queixa.
José Sócrates levou uma vaia quando chegou à cerimónia militar. Devo também notar a falta de compostura do primeiro-ministro perante as tropas, durante o desfile. A falta de compostura dos dirigentes políticos perante as tropas, nas paradas e desfiles, é sentida pelos militares como desprezo. Enquanto Cavaco Silva se perfila, perante o desfile, de mãos juntas às pernas, porque foi militar e respeita os militares, Sócrates, que não foi à tropa - e não deve aceitar as instruções dos seus assessores militares -, não se apruma, deixa cair os braços, fecha as mãos... Não é uma vergonha perfilar-se perante as tropas e fazer sentido: é respeito. Os militares servem a Pátria e merecem decoro dos dirigentes do Estado. Ora o desfile militar não é para políticos socialistas, como Sócrates neste desfile, exibirem as mãos fechadas... Dir-se-á que isso não tem importância, mas os militares que lhe prestam honras, e os que passaram pelas fileiras militares, como eu, sentem essa displicência no aprumo como falta de respeito e desprezo. Como classificar o comportamento do primeiro-ministro Sócrates, em contraste com o Presidente na posição de sentido, quando, no final do desfile, os comandantes das forças lhes apresentaram armas e Sócrates recebeu essa honra com as mãos atrás das costas?!...
Publicado por António Balbino Caldeira em6/10/2010
Cavaco Silva defende valorização de Portugal «em várias frentes»
O Presidente da República defendeu hoje a valorização do potencial de Portugal «em várias frentes», incluindo a militar, alertando que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades
«Nos tempos que correm, a segurança e a afirmação de um Estado não podem ser prosseguidas de forma isolada. Exigem, no quadro das alianças internacionais, uma aposta crescente na segurança cooperativa e na diversificação das dependências, mas não dispensa a valorização dos recursos, capacidades e competências que lhe são próprios», afirmou o chefe de Estado, Aníbal cavaco Silva, na cerimónia militar do 10 de junho, que decorre em Faro.
Por isso, sublinhou, deve-se «valorizar o potencial do País em várias frentes, incluindo a militar».
«Importa ter presente que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades nacionais e o enfraquecimento da voz de Portugal no concerto das nações, como Estado soberano e independente», salientou, considerando que «a preservação da operacionalidade das nossas Forças Armadas é, sem dúvida, um superior interesse da Nação».
Que se limitem a remeter (link) para um site ou blogue
Que não se prendam com o assunto em debate
Que pela dimensão, repetição ou inserção de caracteres especiais dificultem a leitura da caixa de comentários
Com assinaturas falsas, nomeadamente usando o nome de outros comentadores ou de figuras públicas
Cujo conteúdo seja contrário à lei
Os participantes que desrespeitem estas regras de civilidade e respeito verão os seus comentários apagados
Comentários
A nossa desgraça foi a implantação da República. Este povo nasceu para ser monarca e os nossos séculos de história provam isso mesmo. Abaixo a República!
há que satisfaz€r as vacas sagradas das estruturas superiores do aparelho militar!!!
só tretas para encher chouriços no 10 de junho!!!
deve ter levado umas injeções de testosterona...esganiçou-se para dar uma de chefe militar...mas, coitado, o real vigor deve dae para 5 minutos de brincadeiras com os netos!...a bem da nação, reforme-se!...
Estes discurso do 10 de Junho são iguais desde que me conheço, com a simples diferença de que o Almirante Tomás tinha sempre de falar do Portugal do MInho até Timor e das nossas gloriosas forças armadas. A seguir com a revolução e com a democracia, desde Spínola, Costa Gomes, Eanes, Soares, Sampaio e agora Cavaco, alguém se lembra de um discurso que tenha deixado marca? Claro, ninguém! São todos discursos para gastar o tempo protocolar. Ao menos lembrem-se de Camões, pois hoje também é o dia dele. Aliás o único que deixou trabalho, e que trabalho, tão bem feito. E não foi presidente nem fidalgo. Mas foi muito mais do que isso. Cantou a Pátria Portuguesa. Coisa que agora ninguém sabe fazer.
Eu tambem defendo isso e muito mais! E ate tenho melhores palavras,e melhores ideias para incentivar os marinheiros a nao afundarem o barco, mas para que servem as minhas palavras? Como cidadao nada posso fazer contra este infame poder politico, viciado ,instituido, mas o cavaco podia passar das palavras aos actos. E nao o faz porquÊ? Porque Nao esta interessado em fazer seja o que for para prejudicar o classe dos abastados que ele sempre defendeu,e que ele faz parte. E a sua hipocricia ( alem de grande outros defeitos politicos) da-lhe para falar em nome do povo, sempre em nome do povo, mas os actos que pratica sao sempre contra o povo; contra as leis justas, contra os direitos da naçao. por isso eu acho que ele devia ser julgado pelo povo, num tribunal popular!
a única coisa que merece largo investimento em termos militares é a nossa fronteira marítima, pois a defesa da fronteira com Espanha já está assegurada em termos europeus.. e Portugal pode e deve constituir-se uma referência nesta àrea..
mas a esse aspecto já o PR havia aludido há um mês quando falou do Mar como a grande aposta no futuro, à semelhança do que aconteceu há 500 anos quando o país atravessou uma crise semelhante e depois se virou para os Descobrimentos.. foi a visão de D.João II que transformou uma Nação em ruínas, num Império que se expandiu pelos 4 cantos do Globo..
a valorização de Portugal, deve ser primeiro nos portugueses e menos nas baionetas.. se Portugal ficar endividado e sem criar valor tecnológico para desenvolver trabalho, não serão os "cravos" nem as "espingardas" que irão resolver a crise..
Cavaco tem toda a razão e sabe bem do que fala, quando no seu Governo, inicialmente decidido a poupar na questão militar, viu-se confrontado com a ofensiva espanhola no seio da NATO. "Nuestros hermanitos" diziam simplesmente que Portugal não tinha capacidade de vigiar a ZEE e o espaço aéreo nesta importante área da NATO e eles deveriam passar a assegurar a vigilância desse mesmo espaço. Foi quando Portugal se viu compelido a adquirir as Fragatas "Meko", os primeiros F-16 e os Locheed P-3P Orion, de vigilância marítima. Com o esforço destas aquisições conseguiu retirar os argumentos aos espanhóis, sempre muito solicitos quando se trata de retirar soberania sobre o nosso território. Esta será talvez a principal razão pela qual teremos que ter sempre algum poder militar, o suficiente para vigiar o que é nosso (e ainda é muito) e para tornar suficientemente caro a qualquer vizinho tentar impor a sua vontade pela força (uma disputa de fronteira, de águas, etc). Não é uma questão recente nem nunca foi barata: foi essa a razão para a construção do "Campo Entrincheirado de Lisboa", no final do Século XIX e do reequipamento militar durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, O que tem que ser tem muita força. No entanto, olhando para o panorama nacional, questiono-me se haverá actualmente vontade política para nos defender da tentação alheia, quando a prioridade parece ser exactamente a contrária?
Cavaco tem toda a razão e sabe bem do que fala, quando no seu Governo, inicialmente decidido a poupar na questão militar, viu-se confrontado com a ofensiva espanhola no sei da NATO. "Nuestros hermanitos" diziam simplesmente que Portugal não tinha capacidade de vigiar a ZEE e o espaço aéreo neta importante área da NATO e eles deveria passar a assegurar a vigilância desse mesmo espaço. Foi quando Portugal se viu compelido a adquirir as Fragatas "Meko", os primeiros F-16 e os Locheed P-3P Orion, de vigilância marítima e, com o esforço, conseguiu retirar os argumentos aos espanhóis, sempre muito solicitos quando se trata de nos retirar soberania sobre o nosso território. Esta será talvez a principal razão pela qual teremos que ter sempre algum poder militar, o suficiente para vigiar o que é nosso (e ainda é muito) e para tornar suficientemente caro a qualquer vizinho tentar impor a sua vontade pela força (uma disputa de fronteira, de águas, etc). Não é uma questão recente nem nunca foi barata: foi essa a razão para a construção do "Campo Entrincheirado de Lisboa", no final do Século XIX e do reequipamento militar durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, O que tem que ser tem muita força. No entanto, olhando para o panorama nacional, questiono-me se haverá actualmente vontade política para nos defender da tentação alheia, quando a prioridade parece ser exactamente a contrária?
Portugal não produz nem pode produzir riqueza bastante para ter uma força militar minimamente dissuassória. Logo será sempre inútil. Por isso deverá ter o destino das coisas inúteis. Mesmo quando teve as riquezas de um império onde o sol nunca se punha Portugal foi sempre incapaz de produzir uma tal força, e só as circunstâncias de relativa fraqueza da Espanha e o protectorado dos ingleses permitiu a manutenção da independência política do estado.
Cavaco Silva defende valorização de Portugal «em várias frentes»
O Presidente da República defendeu hoje a valorização do potencial de Portugal «em várias frentes», incluindo a militar, alertando que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades
«Nos tempos que correm, a segurança e a afirmação de um Estado não podem ser prosseguidas de forma isolada. Exigem, no quadro das alianças internacionais, uma aposta crescente na segurança cooperativa e na diversificação das dependências, mas não dispensa a valorização dos recursos, capacidades e competências que lhe são próprios», afirmou o chefe de Estado, Aníbal cavaco Silva, na cerimónia militar do 10 de junho, que decorre em Faro.
Por isso, sublinhou, deve-se «valorizar o potencial do País em várias frentes, incluindo a militar».
«Importa ter presente que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades nacionais e o enfraquecimento da voz de Portugal no concerto das nações, como Estado soberano e independente», salientou, considerando que «a preservação da operacionalidade das nossas Forças Armadas é, sem dúvida, um superior interesse da Nação».
Que se limitem a remeter (link) para um site ou blogue
Que não se prendam com o assunto em debate
Que pela dimensão, repetição ou inserção de caracteres especiais dificultem a leitura da caixa de comentários
Com assinaturas falsas, nomeadamente usando o nome de outros comentadores ou de figuras públicas
Cujo conteúdo seja contrário à lei
Os participantes que desrespeitem estas regras de civilidade e respeito verão os seus comentários apagados
Comentários
A nossa desgraça foi a implantação da República. Este povo nasceu para ser monarca e os nossos séculos de história provam isso mesmo. Abaixo a República!
há que satisfaz€r as vacas sagradas das estruturas superiores do aparelho militar!!!
só tretas para encher chouriços no 10 de junho!!!
deve ter levado umas injeções de testosterona...esganiçou-se para dar uma de chefe militar...mas, coitado, o real vigor deve dae para 5 minutos de brincadeiras com os netos!...a bem da nação, reforme-se!...
Estes discurso do 10 de Junho são iguais desde que me conheço, com a simples diferença de que o Almirante Tomás tinha sempre de falar do Portugal do MInho até Timor e das nossas gloriosas forças armadas. A seguir com a revolução e com a democracia, desde Spínola, Costa Gomes, Eanes, Soares, Sampaio e agora Cavaco, alguém se lembra de um discurso que tenha deixado marca? Claro, ninguém! São todos discursos para gastar o tempo protocolar. Ao menos lembrem-se de Camões, pois hoje também é o dia dele. Aliás o único que deixou trabalho, e que trabalho, tão bem feito. E não foi presidente nem fidalgo. Mas foi muito mais do que isso. Cantou a Pátria Portuguesa. Coisa que agora ninguém sabe fazer.
Eu tambem defendo isso e muito mais! E ate tenho melhores palavras,e melhores ideias para incentivar os marinheiros a nao afundarem o barco, mas para que servem as minhas palavras? Como cidadao nada posso fazer contra este infame poder politico, viciado ,instituido, mas o cavaco podia passar das palavras aos actos. E nao o faz porquÊ? Porque Nao esta interessado em fazer seja o que for para prejudicar o classe dos abastados que ele sempre defendeu,e que ele faz parte. E a sua hipocricia ( alem de grande outros defeitos politicos) da-lhe para falar em nome do povo, sempre em nome do povo, mas os actos que pratica sao sempre contra o povo; contra as leis justas, contra os direitos da naçao. por isso eu acho que ele devia ser julgado pelo povo, num tribunal popular!
a única coisa que merece largo investimento em termos militares é a nossa fronteira marítima, pois a defesa da fronteira com Espanha já está assegurada em termos europeus.. e Portugal pode e deve constituir-se uma referência nesta àrea..
mas a esse aspecto já o PR havia aludido há um mês quando falou do Mar como a grande aposta no futuro, à semelhança do que aconteceu há 500 anos quando o país atravessou uma crise semelhante e depois se virou para os Descobrimentos.. foi a visão de D.João II que transformou uma Nação em ruínas, num Império que se expandiu pelos 4 cantos do Globo..
a valorização de Portugal, deve ser primeiro nos portugueses e menos nas baionetas.. se Portugal ficar endividado e sem criar valor tecnológico para desenvolver trabalho, não serão os "cravos" nem as "espingardas" que irão resolver a crise..
Cavaco tem toda a razão e sabe bem do que fala, quando no seu Governo, inicialmente decidido a poupar na questão militar, viu-se confrontado com a ofensiva espanhola no seio da NATO. "Nuestros hermanitos" diziam simplesmente que Portugal não tinha capacidade de vigiar a ZEE e o espaço aéreo nesta importante área da NATO e eles deveriam passar a assegurar a vigilância desse mesmo espaço. Foi quando Portugal se viu compelido a adquirir as Fragatas "Meko", os primeiros F-16 e os Locheed P-3P Orion, de vigilância marítima. Com o esforço destas aquisições conseguiu retirar os argumentos aos espanhóis, sempre muito solicitos quando se trata de retirar soberania sobre o nosso território. Esta será talvez a principal razão pela qual teremos que ter sempre algum poder militar, o suficiente para vigiar o que é nosso (e ainda é muito) e para tornar suficientemente caro a qualquer vizinho tentar impor a sua vontade pela força (uma disputa de fronteira, de águas, etc). Não é uma questão recente nem nunca foi barata: foi essa a razão para a construção do "Campo Entrincheirado de Lisboa", no final do Século XIX e do reequipamento militar durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, O que tem que ser tem muita força. No entanto, olhando para o panorama nacional, questiono-me se haverá actualmente vontade política para nos defender da tentação alheia, quando a prioridade parece ser exactamente a contrária?
Cavaco tem toda a razão e sabe bem do que fala, quando no seu Governo, inicialmente decidido a poupar na questão militar, viu-se confrontado com a ofensiva espanhola no sei da NATO. "Nuestros hermanitos" diziam simplesmente que Portugal não tinha capacidade de vigiar a ZEE e o espaço aéreo neta importante área da NATO e eles deveria passar a assegurar a vigilância desse mesmo espaço. Foi quando Portugal se viu compelido a adquirir as Fragatas "Meko", os primeiros F-16 e os Locheed P-3P Orion, de vigilância marítima e, com o esforço, conseguiu retirar os argumentos aos espanhóis, sempre muito solicitos quando se trata de nos retirar soberania sobre o nosso território. Esta será talvez a principal razão pela qual teremos que ter sempre algum poder militar, o suficiente para vigiar o que é nosso (e ainda é muito) e para tornar suficientemente caro a qualquer vizinho tentar impor a sua vontade pela força (uma disputa de fronteira, de águas, etc). Não é uma questão recente nem nunca foi barata: foi essa a razão para a construção do "Campo Entrincheirado de Lisboa", no final do Século XIX e do reequipamento militar durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, O que tem que ser tem muita força. No entanto, olhando para o panorama nacional, questiono-me se haverá actualmente vontade política para nos defender da tentação alheia, quando a prioridade parece ser exactamente a contrária?
Portugal não produz nem pode produzir riqueza bastante para ter uma força militar minimamente dissuassória. Logo será sempre inútil. Por isso deverá ter o destino das coisas inúteis. Mesmo quando teve as riquezas de um império onde o sol nunca se punha Portugal foi sempre incapaz de produzir uma tal força, e só as circunstâncias de relativa fraqueza da Espanha e o protectorado dos ingleses permitiu a manutenção da independência política do estado.
Herói Português Em vésperas do 10 de Junho, homenagear Oliveira e Carmo, um Herói Português, por Jaime Dias
Concluiu o curso secundário no Liceu Pedro Nunes em 1954, tendo ingressado na Escola do Exército em Outubro do mesmo ano para efectuar os estudos preparatórios ao ingresso na Escola Naval. Promovido aGuarda-marinha em 1 de Maio de 1958, embarcou em vários navios, Concluiu o curso secundário no Liceu Pedro Nunes em 1954, tendo ingressado na Escola do Exército em Outubro do mesmo ano para efectuar os estudos preparatórios ao ingresso na Escola Naval. Promovido a Guarda-marinha em 1 de Maio de 1958, embarcou em vários navios, tendo também prestado serviço na Superintendência dos Serviços da Armada e no Comando da Flotilha de Patrulhas. Foi promovido a Segundo-Tenente no último dia daquele ano.Serviu a bordo dos patrulhas “Boavista” e “Porto Santo” e na fragata “Pêro Escobar”, onde o seu elevado brio, o seu inquestionável sentido das responsabilidades e do dever e o seu exemplar aprumo militarforam alvo dos maiores elogios. Nomeado comandante da lancha de fiscalização “Vega”, a prestar serviço em Diu, para ali partiu no Verão de 1961.Naquele território, à semelhança dos restantes que faziam parte da Índia Portuguesa, pairava desde há muito a ameaça de anexação pela poderosa União Indiana. A temida invasão acabaria por se concretizar,de forma esmagadora, na madrugada de 18 de Dezembro de 1961. O combate extremamente desigual que se desenrolou constituiu o ponto culminante da curta carreira de Oliveira e Carmo, que no seu abnegadoheroísmo viria a escrever uma das mais gloriosas páginas da nossa História Naval.
O COMBATE Tendo saído de Diu em 17 de Dezembro, a “Vega” fundeou frente a Nagoá às 22H00 desse dia. Namadrugada do dia 18, por volta das 01H40, foram ouvidos tiros em terra pela praça de serviço. Alertado, o Comandante manda ocupar postos de combate e suspender*.Dirigiu-se então a lancha na direcção de um contacto radar não identificado que navegava a cerca de 12 milhas da costa. Por volta das 04H00, esse navio, visualmente identificado como um cruzador, lançougranadas iluminantes e abriu fogo de metralhadora pesada sobre a “Vega”, que retirou para Diu e fundeou.Ás 06H15 suspendeu e aproximou-se novamente do cruzador, onde foi vista, içada no mastro, a bandeira da União Indiana. A lancha regressou ao fundeadouro e Oliveira e Carmo fardou-se de branco para,segundo afirmou, morrer com mais honra. Às 07H00 foram avistados aviões a jacto efectuando bombardeamento sobre terra. O Comandante reuniu a guarnição e leu-lhes as ordens do Estado-Maior da Armada, segundo as quais a lancha deveria combater até ao último cartucho.Cerca das 07H30 aproximaram-se dois aviões para bombardear a Fortaleza e Oliveira e Carmo mandou abrir fogo sobre eles com a peça de 20 mm (um dos aparelhos acabaria por ser atingido e obrigado aaterrar). Estes, na turalmente, ripostaram. Agilmente manobrada pelo seu comandante, a “Vega” esquivou-se às primeiras rajadas.No entanto, um novo ataque, desta vez com fogo cruzado, matou o marinheiro artilheiro António Ferreira e cortou pelas coxas as pernas de Oliveira e Carmo que, ainda com vida, retirou do bolso e beijou asfotografias da mulher e do filho pequeno. Deflagrara entretanto um violento incêndio, que rapidamente se propagou à casa da máquina e à ponte. A peça foi abandonada, em virtude do seu reduto se ter tornado intransitável devido aos buracos causados pelos projécteis inimigos e pelo incêndio, que já grassava no convés. A guarnição tentou então arriar o bote para evacuar o Comandante, mas um novo ataque aéreo feriumortalmente Oliveira e Carmo, tendo também sido atingidos três marinheiros (um deles, marinheiro artilheiro Fernandes Jardino, com a perna esquerda cortada pela canela, viria a falecer no trânsito para terra).Com o bote inutilizado e a lancha completamente tomada pelas chamas, viram-se os sobreviventes obrigados a nadar em direcção a terra, agarrando-se os feridos a uma balsa. Sacudida pelas explosões dassuas próprias munições, a “Vega” acabaria por se afundar, arrastando consigo o corpo do seu heróico Comandante.Oliveira e Carmo foi, a título póstumo, condecorado com a Medalha de Valor Militar com Palma, agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada e promovido por distinção aoposto de Capitão-Tenente. Foi patrono do curso 1962/1967 da Escola Naval. *
Levantar o ferro CONDECORAÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO O. D. A. Nº172 de 3-2-1962 Ordem Militar da Torre e EspadaConsiderando os excepcionais dotes de nobreza, de carácter e de bravura revelados pelo segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo no comando da lancha de fiscalização Vega nas águas de Diu,no dia 18 de Dezembro de 1961; Considerando o exemplo que deu aos seus homens, mantendo a mais lúcida coragem, mesmo depois de ter as pernas cortadas por uma rajada inimiga, após uma acção brilhante nas proximidades do Castelo de Diu;Considerando que a sua conduta honra as tradições heróicas da nossa história e é um exemplo para quantos têm por missão sagrada a defesa da nossa pátria; Usando da faculdade que me confere o Decreto nº 16449, de 30 de Janeiro de 1929, nos termos do artigo nº 44 do Regulamento das Ordens Portuguesas e do artigo 1º do Decreto nº 21220, de 22 de Abril de 1932:Hei por bem conceder, a título póstumo, o grau de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, de Valor, Lealdade e Mérito, ao segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.PROMOÇÃO A TÍTULO PÓSTUMODecreto-Lei nº 44972, de 11 de Abril O/A. Nº 9, de 17-4-1963O segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, em 18 de Dezembro de 1961, nas águas do Estado da Índia Portuguesa, revelando acrisolado amor pátrio, alta consciência do dever e elevadasvirtudes militares, crificou gloriosa e heroicamente a sua vida em defesa da pátria. O Decreto-Lei nº 28210, de 23 de Novembro de 1937, apenas prevê que seja feita de grau em grau hierárquico a promoção por distinção dos oficiais da Armada; no entanto, a extraordinária e exemplar acção do segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo contra o inimigo externo, premiada com a comenda da Ordem Militar da Torre e Espada e a medalha de ouro de valor militar com palma, situa-se entre os mais edificantes feitos de armas que a nossa história regista e justifica, por isso, que a Nação o reconheça de forma excepcional. Nestes termos: Usando da faculdade conferida pela 1ª parte do nº 2º do artigo 109º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:Artigo único. É promovido, por distinção, a título póstumo, ao posto de capitão-tenente o segundotenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.~
QUANDO O GOVERNO DE PORTUGAL HOMENAGEAVA OS SEUS HERÓIS E NÃO OS SEUS TRAIDORES Jaime Dias