sexta-feira, 16 de julho de 2010
GANGUES ATERRORIZAM TRANSPORTES PUBLICOS
«Grupos aterrorizam pessoas nos autocarros para Algés
Jovens geram desacatos desde que saem de casa, no concelho da Amadora, espalhando o pânico nas carreiras rodoviárias, nos comboios e nas praias da Linha de Cascais.
Viajar nos autocarros da Carris e da Vimeca que servem o terminal rodoviário de Algés está a tornar- -se "cada vez mais perigoso, desde que começou o Verão", denunciam vários passageiros. Queixam-se de grupos de jovens que utilizam aquelas carreiras para chegar até Algés, onde depois apanham os comboios da Linha de Cascais para as praias da costa do Estoril. Relatam que esses grupos "entram e levam tudo à frente, não pagam bilhete, empurram as pessoas, insultam-nas e até as ameaçam". Há utentes que falam mesmo em roubos a passageiros.
"E não há nada a fazer", lamentam os passageiros e os próprios motoristas, referindo que a carreira 750 da Carris (Estação do Oriente/Algés) "é uma das mais problemáticas, porque passa por zonas complicadas como Alto da Damaia, Buraca, Bairro do Zambujal e Bairro da Boavista". Da empresa Vimeca, algumas das carreiras mais frequentadas por grupos indesejáveis têm os números 10, 12 e 162, servindo Monte Abraão, Bairro do Zambujal e Damaia.
Para perceber como funcionam as deslocações destes grupos para as praias da Linha de Cascais, a reportagem do DN apanhou o autocarro 750 no terminal da Gare do Oriente, em Lisboa, que levou quase uma hora e meia até Algés.
Deu para notar que alguns desses grupos, oriundos da Damaia e da Buraca, no concelho da Amadora, são os mesmos que têm gerado desacatos nos comboios e nas praias da Linha de Cascais. Em Algés, onde mudam do autocarro para o comboio - ou vice- -versa, ao final da tarde -, aproveitam para se ir abastecer ao supermercado Minipreço, mesmo defronte da estação da CP, furtando vários artigos.
A primeira parte da viagem decorreu de forma pacífica e normal até à zona de Benfica, onde o autocarro passou a ser "invadido" por grupos de jovens nas paragens seguintes, junto à estação de comboios de Benfica, no Alto da Damaia e Buraca.
Entram e avançam, sem comprar nem validar qualquer título de transporte. Outros entram pelas portas de trás, destinadas à saída de passageiros, empurrando-os e impedindo-os de sair. Desta forma, também evitam qualquer controlo de título de viagem.
O sossego acabou. O barulho é ensurdecedor, porque estes grupos não sabem falar a não ser aos gritos. Berram palavras num dialecto que só eles percebem, entremeadas com muitos palavrões.
Para aumentar ainda mais o barulho, alguns levam aparelhos de som e telemóveis a tocar música durante toda a viagem, que já parece um inferno interminável.
Os outros passageiros vão tentando afastar-se deles, mas é quase impossível fazê-lo, porque esses grupos encheram completamente o autocarro. Expressões mais incomodadas notam-se nas caras de utentes femininas, que parecem aterrorizadas por estarem entaladas e apertadas entre elementos daqueles grupos.
O calor e o cheiro intenso a transpiração vão-se tornando cada vez mais insuportáveis. O autocarro até tem ar condicionado, mas as pessoas teimam em abrir todas as janelas, fazendo sair o ar fresco e deixando entrar o bafo quente do exterior.
No final da viagem, já em Algés, os grupos de jovens saem do autocarro e dividem-se. Uns vão para o Minipreço e outros para a estação do comboio. Os outros passageiros e o próprio motorista respiram de alívio por terem chegado ao seu destino sem problemas de maior.
Mas nem sempre é assim. Utentes habituais desta carreira contam ao DN que "isto está muito mau e cada vez pior. Parece que eles são donos disto tudo. Empurram as pessoas, insultam e ameaçam. Às vezes armam brigas uns com os outros e vão de encontro aos outros passageiros".
As mesmas testemunhas referem já terem alertado os motoristas dos autocarros sobre estas situações de insegurança, mas "eles dizem que nada podem fazer, a não ser continuar a conduzir e a esperar que nada de grave aconteça até ao final da viagem".
O DN perguntou a um motorista porque não exigia bilhetes a esses grupos. "O problema é que eu sou só um e eles são muitos. O que é que eu posso fazer?", questionou.»
quinta-feira, 15 de julho de 2010
DIVIDA PÚBLICA 2 MILHOES POR HORA
Contas: Governo e oposição discutem no Parlamento situação do País
Dívida pública cresce dois milhões por hora
A dívida pública de Portugal cresceu 7,5 mil milhões nos primeiros cinco meses de 2010, disparando para os 140,2 mil milhões de euros. O mesmo é dizer que desde as 12 badaladas que marcaram a entrada neste novo ano que a dívida do Estado cresce a um ritmo de dois milhões de euros por hora. Isto numa altura em que o País viu os juros para emitir dívida quase duplicar em poucos meses.
Por:Pedro H. Gonçalves
É com este cenário que José Sócrates chega hoje ao Parlamento para debater o Estado da Nação. Se olharmos para a evolução da dívida pública desde a chegada de Sócrates ao Governo, em
Ontem o Estado vendeu 877 milhões de euros em obrigações do Tesouro com maturidade em 2012 com um juro médio de 3,159 por cento. Há apenas dois meses, numa emissão semelhante, os juros eram quase metade desse valor, fixando-se nos 1,715 por cento. Os preços elevados do País se financiar lá fora acarretam consequências para as famílias. O crédito fica mais caro para os poucos que conseguirem aceder à Banca. Isto porque com o corte de rating da Moody’s a oito bancos nacionais (ver caixa), confirma-se a frase veiculada pelos banqueiros de que 'o tempo do crédito fácil acabou'. Sócrates terá ainda de responder às críticas da Oposição que apontam para o aumento da carga fiscal, níveis recorde de desemprego e défice. E se o debate sobre o Estado da Nação de hoje discutir o futuro do País, as perspectivas não são mais animadoras. O economista António Sampaio de Mello, que foi consultor do presidente norte-americano Barack Obama, admite que Portugal pode falir, dado que é uma 'empresa que não gera receitas. Como não gera receitas, não tem capacidade de endividamento nem tem capacidade para distribuir e criar riqueza'.
O primeiro-ministro, José Sócrates, fez ontem um discurso contra esta corrente criticando o 'negativismo': 'não vejo nenhuma razão para não confiar no nosso País', prometendo que 'o Governo estará ao lado das empresas'
SALÁRIOS QUE NÃO VÃO AUMENTAR
Tenham pena deles coitados, e continuem a trabalhar sem protestar… Lembre-se sempre, a telenovela das 8h e o campeonato de futebol são bem mais importantes!!!
... Ora cá vão uns salariozitos de remediados:
-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euro
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 euros,
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euro
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euro
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euro
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euro
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euro
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euro (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euro
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euro
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euro
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euro
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euro
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euro
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euro
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola)
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euro
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euro
-Fernando Pinto: A TAP, 420.000 Euro
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euro
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim! E pedem contenção!!
Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, Mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
TUDO NOSSO DINHEIRO QUE ALIMENTA ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde a aumentos PARA SEMPRE Amigos
Isto dá qualquer coisa como 3.481.630.00€.
Nem há palavras para fazer comentários. Ultrapassa todos os limites do racional!...
--
http://parasitasdedeus.blogspot.com/
quarta-feira, 14 de julho de 2010
CENSURA INJUSTIÇA MENTIRA HIPOCRISIA
Data: 07/14/10 14:06:12
Para: Undisclosed-Recipient:,
Assunto: Censura, injustiça, mentira e hipocrisia
Censura, injustiça, mentira e hipocrisia
O Sistema que, desgraçadamente, domina Portugal – ou seja, o conjunto dos detentores do Poder, como os governantes, comunicação social, comentadores… - configura o mais ignóbil totalitarismo: o totalitarismo democrático!
Este, manipulador, sufocante e mentiroso, sob uma capa de guardião da liberdade e igualdade de direitos e oportunidades, não passa de um Sistema blindado, hipócrita e terrivelmente perigoso. Perigoso, porque ilude muita gente; porque detendo uma poderosa máquina de propaganda, formata as mentes de muitos. Apenas os mais atentos e prevenidos detectam esse perigo, vendo que o Rei vai nu… sem pinga de vergonha! E desses, apenas uns poucos têm a suficiente coragem e determinação para combatê-lo.
Os Senhores do Poder partilham-no a partir de diversos poleiros, repartindo benesses e privilégios, promovendo-se entre si e desprezando ou reprimindo quem se lhes opõe.
Ao menos tivessem um mínimo de decoro ou alguma réstia de dignidade, para não estarem sempre a encher aquelas bocas maldosas dos termos “liberdade”, “igualdade de oportunidade” e por aí fora, quando todas essas suas palavras tresandam à mais reles mentira.
Censura, injustiça, mentira e hipocrisia, são apenas algumas das facetas do ódio que o Sistema nutre pelos Nacionalistas, que são enfim, os únicos que lhes fazem frente.
Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (I)
Como se pode falar em igualdade de oportunidades quando, por exemplo, entre três candidatos anunciados à Presidência da República (além de um suposto quarto candidato e actual Presidente) apenas três têm tempo de antena – diário! - e outro é literalmente ignorado? O que é ignorado, claro está, sou eu. Porquê? Porque não partilho o Sistema a que eles pertencem.
Mas por favor: não digam que há igualdade, liberdade e outras balelas semelhantes. Tenham ao menos essa decência! Nesta “corrida”, três deles vão em potentes carros e eu a pé… Não venham por isso com a treta das "oportunidades e vantagens da democracia". Tenham vergonha, ao menos!
Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (II)
Na sequência dos casos de criminalidade de há uma semana na Praia do Tamariz, o PNR organizou uma acção de rua, corajosa, marcando presença nessa bonita praia, outrora de referência e hoje covil de marginais.
Como sempre, tal iniciativa foi anunciada à Comunicação Social e, como sempre, apenas alguns escassos órgãos desta, marcaram presença. O serviço público, esse, já é habitual dizer que aparece e depois fazer o contrário, sofrendo, pelos vistos, da mesma doença da mentira que afecta os governantes. E também como sempre, a deturpação e a mais abjecta falta de isenção pautam as peças jornalísticas que depois reproduzem.
Falam elas num fracasso de manifestação - embora o destaque de primeira página contradiga tal ideia... - quando na realidade foi um sucesso de acção de protesto e distribuição de propaganda (como sempre o anunciámos). Será que as mais de 30 pessoas que estiveram na nossa acção não superam em número, muitas das acções nas Feiras, levadas a cabo por partidos com assento parlamentar?
Falam em provocação, quando na verdade se tratou de um protesto simbólico – como sempre se disse – marcando presença junto das pessoas, vítimas da falta de segurança.
Será que não podem referir o nosso civismo e disciplina? E os urros constantes de vários “jovens” incomodados com a nossa presença? E o apoio corajoso expressamente demonstrado por várias pessoas bem como o apoio mais tímido da parte de outras? Tenham ética profissional e isenção, seus medíocres!
Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (III)
Na preparação da acção do PNR na praia do Tamariz, avisámos atempadamente as autoridades autárquicas - como estipula a lei - da nossa intenção, seus propósitos e pormenores da sua execução.
Não deixa de ser curioso que num mail dirigido ao PNR, em termos muito educados e cordiais, o Autarca de Cascais nos tenha pedido que nos cingíssemos aos Jardins do Casino (por pouco não era numa sala lá dentro…), sob o argumento do elevado risco que a nossa presença no Tamariz representaria. Ora se estava conhecedor do teor da nossa acção (obviamente civilizada e pacífica) e se já tinha publicamente manifestado preocupação com a criminalidade que assola a Linha de Cascais, então estava implicitamente a reconhecer que o crime e a delinquência são quem mais ordena e quem manda nas ruas, transportes e praias. E nós que nos confinássemos a um gueto para não incomodar, com a nossa presença, os “jovens” e atrapalhar os seus propósitos de delinquência, ou então para não agitar as consciências, levando a que a “paz” podre e cobarde do politicamente correcto sofresse sobressaltos, como convém…
Por outro lado, em declarações à comunicação social, referiu-se à nossa acção como sendo uma “provocação gratuita”. É por causa destas mentalidades e atitudes dos políticos que a criminalidade campeia livremente e toma conta da nossa Terra! Tenha coragem e determinação, Senhor Presidente da Câmara, que é para isso que lhe pagam!
Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (IV)
Há escassas horas atrás, e ainda acerca da nossa acção no Tamariz, um certo comentador que saltita de estação para estação de TV e é tido como de referência para a grande massa politicamente correcta, fez jus ao lugar que lhe cabe como manipulador de opinião de serviço…
Então, afirma tal senhor que meia dúzia de gatos-pingados que nada representam, foram lá provocar, ostentando um cartaz com os dizeres “Portugal aos Portugueses”? Senão vejamos: ou o Senhor precisa de usar óculos, ou mente sem peias. O nosso cartaz ostentava uma frase com a qual todos (?) concordamos: “Basta de criminalidade” e concluía com outra: “Exigimos segurança na nossa Terra”.
Ora, quem é que isto provoca? Só se for os criminosos por prática da delinquência, ou os politicamente correctos, também eles criminosos, por serem os primeiros responsáveis por este estado de coisas.
E já agora?... Será que “meia dúzia de gatos-pingados” não tem o legítimo direito à indignação e ao protesto? Ou qual é o número mínimo de gatos que o Senhor Professor determina para que tal aconteça? Ou terão que ser camelos ou macacos em vez de gatos? Então onde está a sua coerência e amor à liberdade?
Sim, claro, a sua tolerância esgota-se nos elogios ao PCP, tão “útil à democracia”. E já é legítima a sua indignação por nem todos prestarem reverência ao Comunista Saramago. Seja sério, Senhor Professor!
Presidente do :(PNR)
SARAMAGO E A AMARGURA
| De: ALÔ PORTUGAL Data: 13-07-2010 20:29:30 Para: Undisclosed-Recipient:, Assunto: último intelectual marxista
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Por não ter mudado criou o cancro no sangue. Falta de alegria. E ressentimento.
Lábios finos. Esconder emoções e sentimentos.
Roi por dentro.
| Saramago, o último intelectual marxista Zita Seabra |
.Morreu José Saramago e com ele morreu o último de muitos que, ao longo do século XX, se comprometeram com o comunismo e encontraram na ideologia marxista o sentido da sua escrita ou da sua arte. O seu nome junta-se ao de Gorki, Aragon, Picasso, Jorge Amado ou Paul Éluard, uma lista enorme de intelectuais que passaram pelas fileiras dos partidos comunistas. Saramago foi, como homem e como escritor, um empenhado militante da ideologia que abraçou e que lhe marcou sempre a vida e a escrita. A ideologia enquanto visão global do homem, da sociedade, da religião que Marx e Engels teorizaram e que Lénine, Mao, Brejnev ou Fidel, entre outros, levaram à prática.
Olhando para a vida e a escrita de José Saramago, o que mais impressiona é o facto de ele ter vivido e visto o comunismo ruir na URSS e nos países do bloco de Leste, como a RDA, a Hungria, a Checoslováquia, a Roménia, a Albânia, entre muitos outros, e ter silenciado esse facto. Confrontar-se com o sofrimento daqueles povos, já não nos relatos de Sakharov ou de Soljenítsin, mas nas imagens dos directos das televisões e passar ao lado da alegria com que abraçaram a liberdade.
Nem o confronto directo com o balanço dramático das vítimas dos que selibertaram do comunismo o fez alguma vez ter escrito ou dito qualquer palavra. O silêncio de quem usa a escrita é mais visível. Os seus gestos foram de quem passava ao lado: logo a seguir à queda do muro de Berlim, candidatou-se nas listas do Partido Comunista à autarquia de Lisboa. Que balanço faria dos anos de comunismo e do sofrimento das pessoas que viveram na pele um dos dois grandes horrores do século XX. Saramago não passou, que se leia em nenhum dos seus textos, por qualquer crise. Não lhe doeu, não se interrogou, não sofreu com o terrível juízo que a história fez, sem remissão nem perdão, do totalitarismo comunista.
.De Saramago, mesmo quando o comunismo foi julgado pela História, não se conhece nenhum sobressalto, nenhuma angústia. Muitas vezes me interroguei se seria uma total e completa insensibilidade moral?
É certo que, ao longo do século XX, muitos dos intelectuais marxistas viveram mergulhados na ideologia totalitária e nunca olharam à sua volta. Não foram todos, claro. Uns sobressaltaram-se logo em 1917, outros com o Pacto Germano-Soviético, na invasão da Checoslováquia, ou da Hungria, ou na chacina do Camboja, ou na loucura da Revolução Cultural Chinesa.
José Saramago não. Viveu e morreu mergulhado num mundo que ruiu à sua volta e cujo dramático balanço foi feito com muita dor. Sem uma palavra, sem uma linha, sem uma lágrima por quantos (milhões) de pessoas, de famílias, de gente, de operários, camponeses ou intelectuais que, ao longo do século XX, morreram e sofreram em nome do comunismo por todo o lado onde o marxismo passou da revolução ao Poder.
Nem um gesto teve quando lhe pediram apoio os dissidentes cubanos presos por Fidel. Nem mesmo quando Susan Sontag o confrontou com esse facto. Uma única dúvida subsiste, porém, quando se observa que visitou Cuba diversas vezes, mas nunca foi à Rússia libertada, apesar de ter sido convidado a lançar os seus livros e a debatê-los numa universidade de Moscovo - aí o confronto com a história seria certamente impossível de ignorar e de silenciar. Um confronto que, reconheço, é muito difícil de viver.
terça-feira, 13 de julho de 2010
O FUTURO MUNDO DA ESQUERDA E A ESCRAVIAO
| De: ALÔ PORTUGAL Data: 11-07-2010 1:05:31 Para: Undisclosed-Recipient:, Assunto: Povo escravo
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O futuro Mundo de Esquerda e seu Povo escravo
Alguns profissionais meus conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões...
A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.
Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a.
Horas extraordinárias? Na China? Esqueça!!!
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber por isso...
Essa é a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de poder.
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficando apenas com o que ela "agrega de valor": A marca.
Dificilmente você adquire nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in Estados Unidos".
É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas. É o que se chama de "estratégia preçonhenta".
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes... Os chineses estão ficando com a produção, assistindo e contribuindp para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçado pelo mundo ocidental.
Só as haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta.
Então já será tarde de mais. E o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e que dele ficou refém.
Dragão que aumentará ainda mais os preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado pois quem manda é ele.
É ele e apenas ele quem possui as fábricas, inventários e empregos. É ele quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos, assistir a uma inversão das regras do jogo que terão impacto de uma bomba atômica... chinesa.
Nessa altura é que o mundo ocidental irá acordar, mas já será tarde.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados, para as sucatas dos seus parques fabris desmontados, etc.
E então lembrarão, com saudade, o tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos "escravos" chineses, vendendo caro aos seus conterrâneos. Luciano Pires
Qual reforma do Estado?
"O título do artigo era prometedor "Governo corta gastos na Função Pública", mas o conteúdo era desolador: "O Governo prepara cortes nos gastos diários da Função Pública. Em causa está a factura com consumos intermédios: papel, luz, água, estudos, material militar, detergente, ar condicionado...".
É esta a nossa sina: nenhum Governo corta despesa pública à séria. Toda a gente sabe que a despesa do Estado com salários e prestações sociais (aquela que não se corta de um dia para o outro) atinge cerca de 76% da despesa total. Ou seja, qualquer corte noutras áreas, por mais significativo que seja, tem impacte reduzido no défice orçamental.
É claro que dá jeito patrocinar "leaks" destes: passa para o mercado a ideia de que o Governo está realmente a fazer alguma coisa para conter os gastos do Estado... Quando está apenas a fazer marketing. Pior do que esta "cacha", só aquela que, sistematicamente, ocupa as manchetes da comunicação social: a reforma da Administração Pública.
Quem se der ao luxo de recortar as dezenas de informações que o Governo já libertou sobre esta malfadada reforma ficará a pensar que é um "work in progress". Que é um "work", já todos sabemos (anda a ser anunciada há cinco anos). Quanto ao "in progress", não restam dúvidas: é só olhar para o peso da despesa corrente no PIB para perceber como o Estado continua a engordar.
Se o Governo quer contribuir para uma redução estrutural do défice, só pode fazer duas coisas: fechar organismos do Estado que não servem para nada (ou para muito pouco) e cortar salários. E este é o momento para o fazer. O resto é "fait divers"."
FONTE:-http://carvalhadas-on-line.blogspot.com/
| De: ALÔ PORTUGAL Data: 07/07/10 19:02:42 Para: Undisclosed-Recipient:, Assunto: A tragédia
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A tragédia dos despedimentos
São quase 20.000 (vinte mil) as empresas que vão fechar portas,até ao fim do Verão.Os bancos já não lhes emprestam dinheiro, e já nem conseguem pagar salários e subsídios...no final de Setembro, milhares de portugueses (100.000, pelo menos) já não vão regressar ao habitual posto de trabalho.
As pequenas e médias empresas foram abandonadas por este governo,que,ao invés de tentar resolver o problema que é o drama do desemprego,o que soube fazer foi aumentar os impostos,e não distribui os fundos comunitários, que a Europa manda, para salvar a economia e as famílias portuguesas...UM ESCÂNDALO a juntar a tantos outros, que nenhum dos governantes quer assumir e reconhecer!!!
Recorde do desemprego
As previsões da Assoc. das PME'S não deixam lugar para dúvidas:a taxa de desemprego vai continuar a bater recordes, em Portugal, confirmando, assim, os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, que apontam para uma contínua subida da taxa de desemprego,em Portugal.
Em Fevereiro, era de 10.4, em Março 10.6, e 10.8, em Abril, atingindo em Maio o novo máximo de 10.9%,o valor mais alto dos últimos 20 anos.
Em comparação com
Telmo Correia recorda, e bem, que, quando integrou o governo, José Sócrates afirmava que"atingir a taxa de 0.6%,de desemprego, era sinónimo de erro grave de governação"!!!
É caso para perguntar:
Não se deverá, esta situação,a uma erradíssima forma de governar,com políticas económicas que ninguém
entende, com políticas que vão, mais e mais,cada vez mais,ao bolso do contribuinte,sem que se vejam resultados positivos?E porque não se demite Sócrates,uma vez que tanto criticou,noutros,o que não tem conseguido controlar, de forma alguma? A quem pretende iludir Sócrates, quando diz que está tudo bem, e o que temos visto,é que não está nada bem?
Gostaríamos muito de ter um primeiro-ministro sério,um HOMEM de Estado, competente... ao contrário, temos um primeiro-ministro que não passa de um aldrabão,indigno do lugar que ocupa, um desavergonhado!!!
Maria Celeste Amado- Miratejo
