terça-feira, 2 de novembro de 2010

INVESTIGAÇÃO


Contas bancárias com depósitos sem explicação. Os salários, negócios e o património que Armando Vara e Lopes Barreira apresentam não chegam para justificar os milhares de euros que têm do banco.

Por:Tânia Laranjo/Manuela Teixeira

O Ministério Público de Aveiro suspeita de que Armando Vara, ex-administrador do BCP, e Lopes Barreira, dono da Consulgal, branquearam dinheiro nos últimos anos e cometeram crimes de fraude fiscal. A suspeita decorre da análise às contas bancárias e da verificação dos depósitos feitos nos últimos dois anos.

Armando Vara e Lopes Barreira depositaram muito mais do que declararam ganhar como gestores, e as entradas das verbas são consideradas suspeitas. As perícias financeiras estão incluídas no processo ‘Face Oculta’ e foram consultadas pelo CM. No caso de Armando Vara foram detectadas três contas da Caixa Geral de Depósitos, e não do banco que o próprio administrava, o BCP. Só duas é que têm depósitos elevados, sendo que na primeira, entre 1 de Janeiro de 2008 e 31 de Janeiro de 2010, foram creditados998 948 euros. Nessa mesma conta registaram-se em igual período de tempo débitos de 761 389 euros.

Na outra conta, as autoridades detectaram depósitos ainda mais elevados. Foram creditados 1 278 310 euros, enquanto os débitos chegaram aos 1 140 247 euros.

Os vencimentos declarados por Armando Vara em igual período de tempo não sustentam a entrada do dinheiro. Em 2008, o ex-ministro disse ter recebido 672 037 e, em 2009, 547 471.

Quanto a Lopes Barreira, a situação ainda é mais flagrante. O empresário, que tem apenas uma conta no BCP, declarou de vencimentos, em 2008, 151 mil euros e, no ano seguinte, 190 mil. No mesmo período de tempo entraram nas suas contas 1.177 milhões de euros, sendo que desses os peritos financeiros dizem ser apenas 159 mil euros de vencimentos. Há ainda dois depósitos que as autoridades não conseguiam esclarecer. Em 2008 e 2009 há duas transferências para as contas do empresário de 242 mil euros, um montante superior até ao seu vencimento no mesmo período de tempo.

VARA TENTOU JUSTIFICAR ENRIQUECIMENTO

Armando Vara alegou no inquérito que vendeu uma casa por cerca de meio milhão de euros, mas as autoridades consideram que se tratava de um negócio suspeito, tendo mais que o ex-ministro continuou a viver no apartamento que disse já ter sido vendido.

O administrador do BCP também declarou de incrementos empresariais 290 mil euros, mas as autoridades fizeram as contas. O resultado prova que, mesmo quando somados todos vencimentos entrados nas contas, fica ainda muito longe dos mais de dois milhões que circularam no mesmo período.

GODINHO MUITO PRÓXIMO DE ARMANDO VARA

Manuel Godinho e Armando Vara tinham uma relação muito próxima. Entre Fevereiro e Julho de 2009, encontraram-se pessoalmente oito vezes. Estes encontros que a investigação detectou realizaram-se nas instalações do Millennium BCP, em Lisboa e no Porto, bem como em restaurantes e na casa do sucateiro, em Ovar, onde almoçaram. Manuel Godinho comprou até um telemóvel só para falar com Armando Vara de forma a garantir o sigilo das conversas.

POBREZA EM PORTUGAL

NUNCA É TARDE DEMAIS

INSOLITO ??

Insólito

Aumentos fora da lei na Saúde

Quarenta e três funcionários públicos superiores recebem aumentos retroactivos a Janeiro de 2009. A decisão foi publicada a 26 de Outubro.
Conheça todos os pormenores na ediçao em papel

COMENTARIO MAIS VOTADO
"ANDAM MESMO A BRINCAR CONOSCO...NUNCA CONHECI VIGAROS TÃO REQUINTADOS E FALSOS COMO ESTA TURPE QUE ESTÁ NO GOVERNO...SÃO UMAS ATRÁS DE OUTRAS"
Joao Antonio Gameiro Andrade

Hoje, 9h45m
edição papel do jornal 'Correio da Manhã

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A PORCA


CLEPTOCRACIA: Pensionistas milionários na Face Oculta

Armando Vara, José Penedos e Paiva Nunes recebem pensões vitalícias pelas funções públicas que exerceram. Nas empresas em que trabalham – os dois últimos no sector público –, ganham ordenados verdadeiramente milionários.

Arguidos recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações. REN pagou, em seis anos, 3 milhões a Penedos. Paiva Nunes, da EDP, recebeu um milhão.Vara ganhou 2 milhões.

A Rede Eléctrica Nacional, uma empresa cujo maior accionista é o Estado, paga ordenados milionários. Aliás, bastante superiores aos contratualizados no sector privado, sendo que, por exemplo, Armando Vara, enquanto administrador do BCP, recebeu bem menos do que José Penedos, presidente do Conselho de Administração da REN.

A perícia financeira incluída no processo ‘Face Oculta’, no qual Vara e Penedos respondem por corrupção e tráfico de influência, versa sobre seis anos (entre 2004 e 2009, inclusive) e mostra que, paralelamente aos ordenados milionários, os gestores recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações pelas funções públicas que exerceram. Penedos ganha, mensalmente, 1600 euros, Paiva Nunes, da EDP Imobiliária, 1500, e Armando Vara, um montante idêntico, cujo valor exacto não foi possível apurar.

Segundo o processo, que o CM consultou, os últimos anos não parecem ser de crise para os gestores. José Penedos, em 2004, ganhava 408 mil euros/ano, mas, em 2008, o valor já aumentara para 724 mil e, em 2009, recebeu 748 mil euros.

Os vencimentos de Armando Vara também têm um percurso inverso ao da crise, com excepção do último ano, compensado por negócios imobiliários que fez. Em 2004, o ex-administrador do BCP declarou, como trabalho dependente, 105 mil euros. Em 2005, já ganhou 193 mil euros, no ano seguinte, 266 mil e, em 2007, o rendimento declarado foi de 282 mil euros, acrescidos de 232 mil de incrementos empresariais. Os montantes continuaram a subir e, em 2008, auferiu 672 mil euros, descendo, no ano seguinte, para 547 mil. No entanto, em 2009, declarou mais 290 mil euros por incrementos patrimoniais. Paiva Nunes, também pensionista, é o que exibe valores mais baixos, mas, mesmo assim, claramente acima da média. Em 2004, declarou ganhar 89 mil euros. Em 2009, a EDP Imobiliária já lhe pagava 165 mil.

DIRECTOR DA REN RECEBEU MAIS DE DOIS MILHÕES

Vítor Baptista, director-geral da REN, era considerado o braço-direito de José Penedos. É também arguido no processo, no qual responde por cinco crimes de corrupção e tráfico de influência, e está indiciado por tentar pressionar uma testemunha. Os ordenados pagos pela empresa pública são igualmente elevados. Em seis anos, ganhou 2,2 milhões, tendo também os seus vencimentos vindo a aumentar. Em 2004, Vítor Baptista declarou ter auferido 260 mil euros; em 2007, já ganhava 329 mil e, em 2008 e 2009, a REN pagou-lhe mais de 1,1 milhões em vencimentos e prémios.

DINHEIRO PARA PAGAR FAVORES

Maribel Rodrigues, a secretária de confiança de Manuel Godinho, estaria encarregada de levantar as quantias monetárias necessárias ao pagamento dos favores. O Ministério Público acredita que só isso é que explica que, em dois anos, a funcionária tenha levantado 928 mil euros em cheques ao balcão. Apenas cinco mil euros foram parar às suas contas. Namércio Cunha, também colaborador de Godinho, beneficiou de cheques de 118 mil euros emitidos em seu nome.

MOVIMENTA VÁRIOS MILHÕES

Manuel Godinho declarava vencimentos bastante mais baixos do que os gestores públicos, mas, nas suas contas pessoais, foram movimentados vários milhões.

Na declaração de IRS apresentada em 2004, Godinho disse que o seu rendimento em trabalho dependente era de 206 mil euros. Os valores foram sempre sensivelmente idênticos ao longo dos anos, tendo, em 2009, declarado um valor de 292 mil euros.

No entanto, a análise das suas contas, feita pelos peritos que tiveram o processo ‘Face Oculta’ a seu cargo, mostra exactamente o contrário. Só entre 2001 e 2003, Godinho passou cheques a familiares e colaboradores no valor de mais de dois milhões. Maribel, a sua secretária, foi a principal ‘beneficiária’, tendo levantado ao balcão cheques no valor total de 928 mil euros. Paulo Penedos também terá recebido grandes quantias do sucateiro Manuel Godinho, dizendo agora o Ministério Público que esses pagamentos eram a contrapartida pelas influências exercidas pelo advogado junto do pai, administrador da REN.

Os montantes movimentados nas contas bancárias de Manuel Godinho dispararam nos anos seguintes. Entre 2004 e 2009, o sucateiro viu serem creditados nas suas contas mais de três milhões. Dinheiro esse que não declarou em sede de pagamento de impostos e que o levará agora a ser investigado, em processo autónomo, por branqueamento de capital e fuga ao fisco.

Fonte: CM

FACE OCULTA: Despacho final mantém 5 referências a José Sócrates


domingo, 31 de outubro de 2010

QUAL CRISE ?

7,5 milhões de euros para salários de 46 gestores
31 de Outubro, 2010
Frederico Pinheiro
Desde ajudas ao arrendamento de 55 mil euros ao aluguer de carros por 40 mil euros, há gastos para todos os gostos. Leia alguns exemplos

2009 ficou marcado pela recessão, mas nem por isso os gestores das companhias públicas de transporte, da EP - Estradas de Portugal e dos CTT, uma das maiores empresas do Estado, deixaram de usufruir de regalias.

Só no ano passado, os gastos (salários e despesas) com 46 administradores de nove companhias tuteladas pelo Estado - ANA, STCP, EP, CTT, REFER, CP, ML, CARRIS E TAP - ascenderam aos 7,46 milhões de euros, ou seja, uma média de 162,2 mil euros mensais por gestor, segundo cálculos do SOL baseados nas contas anuais das empresas. Contas feiras, os gestores receberam seis vezes mais do que os trabalhadores das suas empresas, que auferiram 28 mil euros anuais.

Os gastos da administração TAP, liderada por Fernando Pinto - que recebeu 420 mil euros anuais de salário-base - representam um terço do total (ver tabela): cada um dos seis elementos da administração representou uma despesa média de 412 mil euros.

A contribuir para este valor estiveram as ajudas ao arrendamento de habitação de quatro administradores, no valor de 55,4 mil euros. Os gestores da TAP gastaram igualmente cerca de 74 mil euros no renting de viaturas e em combustível.

40 mil euros pelo aluguer de um carro

Os CTT, a segunda no ranking das administrações que mais gastaram em 2009, distribuiu um prémio de gestão de 213,8 mil euros aos seus cinco administradores. O presidente, Estanislau Costa - que circula num veículo de 84 mil euros adquirido pela empresa em 2004 - pagou, no ano passado, 42,5 mil euros para alugar quatro automóveis para os seus colegas de conselho.

As quatro linhas do metropolitano de Lisboa parecem não ser suficientemente utilizadas pelos administradores da empresa, que bateram o recorde de gastos com o aluguer de carros. A antigo administração de Joaquim Reis - agora presidente da Parpública - despendeu 85 mil euros no renting de carros, entre os quais se contam 40,3 mil euros para a viatura do vogal Miguel Roquette, durante nove meses.

Antes de abandonar a empresa, Joaquim Reis decidiu deixar ao seu sucessor um carro novo no valor de 30 mil euros.

Também o presidente da Carris, José Silva Rodrigues gastou 4.142 euros em combustível, no espaço de um ano.

E os administradores da empresa pública com o maior passivo de todas (15,8 mil milhões de euros), a Estradas de Portugal, não se coibiram de gastar 48 mil euros no aluguer de carros e combustível.

Passivo duplica

A aparente fartura do dia-a-dia destes gestores contrasta com a situação das suas empresas. Nos últimos quatro anos, o passivo (ver gráfico) destas nove companhias mais do que duplicou, de 13,3 mil milhões de euros em 2006 para 31,1 mil milhões de euros no final de 2009.

Confrontado com estes números, o Governo pediu, na semana passada, um corte de 15% nos custos das empresas do sector empresarial do Estado. O SOL contactou as empresas de transporte para apurar os seus planos de poupança, mas todos disseram «não ser oportuno falar deste assunto neste momento».

frederico.pinheiro@sol.pt


10 Comentários



E que tal a ideia de privatisar tudo?.,e o estado financiar uma parte,para que os serviços dessas empresas não subam demasiado de prêço?.não é fácil até porque as empresas privadas só tem um objectivo,ganhar dinheiro.
londonuk
31.10.2010 - 19:12
Isto e so o que vem a publico e que se pode saber.
o maior castigo para esta vagabundagem era confiscar tudo o que tem e polos a ganhar o ordenado minimo durante 10 anos ou entao cadeia porque isto e roubar e saquear o pais.Agora todos tem que comer no pelo para estyes vagabundos continuarem a esbanjar a grande.pior ainda e que se dizem hobnestos e no direito de faze-lo.pouca vergonha,pedrada neles.
Paulo Almeida
31.10.2010 - 19:11
Se o Sr Teixeira quer 4,6% de déficit nas contas públicas para 2011, então que privatize os capitais destas empresas de sanguessugas do estado, e vai ver que teremos transportes de qualidade com custos competitivos...Estes Gestores "NOMEADOS"a única empresa que sabem por a render é a sua carteira.
ram
31.10.2010 - 19:01
Venha o FMI.E, já agora o 28 de Maio. Os Gatunos e sanguessugas do Regime Socialista têm de ser liquidados.Democracia? Uma mer.da.Primeiro o ajuste de contas e depois falemos de liberdade.Metam a pseudo-democracia no olho do cú.-
BIAFRA
31.10.2010 - 18:53
Mas afastem a invêja.
BIAFRA
31.10.2010 - 18:48
bonito,fantástico,extraordinário,escandaloso.Ponto de vista contrário.Se as empresas do estado ,ou com maioría estatal, quer têr bons gestôres tem que dár regalias iguais ás empresas privadas,agora é so escolhêr qual é a nossa opinião,mas que não é fácil não é.
Allentejo
31.10.2010 - 18:48
E DEPOIS

VÊM DIZER-NOS

QUE A CRISE É "IMPORTADA" !!!

E AINDA NÃO VI NENHUM DESTES "SUPER-GESTORES"

SER RESPONSABILIZADO

PELOS PREJUÍZOS E DÍVIDAS DESTAS EMPRESAS...

O INSTITUTO JURÍDICO DA REVERSÃO SÓ SE APLICA

AOS DONOS,GESTORES E GERENTES DAS P.M.E. !!!
Grundleon
31.10.2010 - 18:42
Depois o Teixeira dos Prantos ainda diz, que não sabe onde cortar mais.....
Filipa Mello
31.10.2010 - 18:37
Agora é que eu percebo porque é que o meu amigo J. .Administrador da TAP, deixou a mulher e foi viver com a secretária num apartamento alugado pela TAP...
chaparral
31.10.2010 - 18:31
aqui estão os obreiros da crise

PORTUGUES QUER COMPRAR UM CARRO

Estado – Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte – Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado – Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA)

Contribuinte – Ah... Só isso.

Estado – ... e uma “coisinha” para o pôr a circular. O selo.

Contribuinte – Ah!..

Estado – ... e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o
carro >> efectivamente circule. O ISP.

Contribuinte – Mas... sem gasolina eu não circulo.

Estado – Eu sei.

Contribuinte – ... Mas eu já pago para circular...

Estado – Claro!..

Contribuinte – Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado – Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte – Diferente?!

Estado – Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte – ... Porque existe?!

Estado – Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.

Contribuinte – ... Só isso?

Estado – Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte – Como assim?!

Estado – Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte – ... Para o estacionar?

Estado – Exacto.

Contribuinte – Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado – Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar
seguro.

Contribuinte – Então pago para circular, pago para conseguir circular
e pago por estar parado.

Estado – Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é
novo?

Contribuinte – Novo?

Estado – É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está
em condições de andar por aí.

Contribuinte – Pago para você ver se pode cobrar?

Estado – Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha…

Contribuinte – ...Mais uma coisinha?

Estado – Para circular em auto-estradas

Contribuinte – Mas... mas eu já pago imposto de circulação.

Estado – Pois. Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte – ... Diferente?

Estado – Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte – Só mais isso?

Estado – Sim. Só mais isso.

Contribuinte – E acabou?

Estado – Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte – Quais 25 euros?!

Estado – Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte – Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem
quisesse?

Estado – Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros é quanto custa o chip.

Contribuinte – ... Custa o quê?

Estado – Pagar o chip. Para poder pagar.

Contribuinte – Não perc...

Estado – Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte – Pagar custa 25 euros?

Estado – Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte – Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado – Imagine que um dia quer…tem que pagar.

Contribuinte – Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado – Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte – E se eu não quiser?

Estado – Paga multa.

JÔ SOARES

ASSIM SE AFUNDA UM ESTADO

- Underground de reflexões sobre tudo e nada -

Domingo, Outubro 31, 2010

Assim se afunda um estado

Pensionistas milionários na Face Oculta

Arguidos recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações. REN pagou, em seis anos, 3 milhões a Penedos. Paiva Nunes, da EDP, recebeu um milhão.
Vara ganhou 2 milhões.
São mais quantos é que funcionários públicos são outros, são forças armadas, polícia, médicos, enfermeiros, cantoneiros, administrativos e por aí fora, as regras é que são outras...
posted by Toupeira at

sábado, 30 de outubro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010


O Ministério Público (MP) de Aveiro mandou abrir um inquérito ao ex-ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por suspeitas de crimes de corrupção ou de abuso de poder.

Em causa estão os factos apurados no processo Face Oculta, de favorecimento dos negócios do arguido principal, Manuel Godinho, com a Refer, uma empresa do Estado então tutelada por Mário Lino, tendo o MP mandado extrair uma certidão e abrir um inquérito autónomo.

«Importa apurar se o então ministro Mário Lino teve uma interferência no processo de reestruturação da Refer ou outro tratamento de favor, factos susceptíveis de integrar, em abstracto, os crimes de corrupção ou abuso de poder», diz o MP.

A intervenção de Mário Lino é uma das novidades do despacho de acusação neste processo, que ontem foi conhecido. O MP de Aveiro diz que, em Maio 2009, o empresário da sucata Manuel Godinho solicitou a Armando Vara (então vice-presidente do BCP, antigo governante e dirigente do PS) e a Lopes Barreira (um empresário da área socialista, com uma ligação antiga a Mário Lino) para que exercessem a sua influência junto de membros do Governo.

Godinho pretendia que as sua empresas (o grupo O2) voltassem a ser contratadas pela Refer. Segundo o MP, Godinho prometeu mesmo «dar-lhes dinheiro e contrapartidas não patrimoniais, bem como donativos para o PS». Vara e Lopes Barreira assim fizeram, constando no processo diversas escutas telefónicas como prova.

Ainda segundo o despacho do MP de Aveiro, Mário Lino aceitou o pedido de Vara e Lopes Barreira - e falou com a sua secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, «expressando-lhe que Vara e Lopes Barreira, indivíduos que qualificou como muito importantes no PS, se achavam muito preocupados com o comportamento inflexível do presidente do Conselho de Administração da Refer, Luís Pardal, para com a O2».

Como Ana Paula Vitorino recusou demitir Luís Pardal ou dar instruções para se reatarem os negócios com Godinho, Mário Lino falou directamente com o presidente da Refer e tentou instruí-lo nesse sentido. Por pressão do ministro, Pardal acabaria por ter uma reunião com Mário Lino.

Mas o conflito manteve-se. Recorde-se que a Refer processara a O2 e Pardal dera instruções para que não fosse mais contratada, pois detectara-se que roubava materiais e sobrefacturava os carregamentos de resíduos (havia camiões que em vez de resíduos ferrosos carregavam sobretudo terra). Um dos departamentos da Refer onde isso acontecia era no Entroncamento, com a conivência de um funcionário.

Luís Pardal deu instruções internas para que fosse feita uma reestruturação do serviço, de modo a que este funcionário fosse afastado. Surpreendentemente, porém, após ter sido concluída a reestruturação, diz o MP que esse funcionário continuou no seu posto.

paula.azevedo@sol.pt

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JoseLuis
29.10.2010 - 20:15


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..."Como Ana Paula Vitorino recusou demitir Luís Pardal ou dar instruções para se reatarem os negócios com Godinho"...

Aos canalhas corruptos, nomeadamente Armando Vara , Lopes Barreira e “esse tal” funcionário larápio subserviente, que se aplique a pena máxima, considerada na Lei, para estes casos pulhas nacionais…

E que seja louvada (neste caso) a integridade e a incorruptibilidade de ANA PAULA VITORINO e sobretudo LUÍS PARDAL…j/l

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pgcensurex
29.10.2010 - 20:02

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Não, não acredito!!!!

Nunca!
nunca, o jamé, jamé (agora já mia)deixar de ser honrado.
Pois o "omezito" até comprou a honra na feira da ladra e se por aí anda alguém com dúvidas perguntem aos outros compradores,(Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Isaltino, sócrates, vara, Penedos e calhaus pedregulhos e outros quejandos prolíferos.
TODOS grandes clientes da dita cuja Feira da Ladra.

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mmarioprata
29.10.2010 - 19:58

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Estes "malandros de Aveiro" apanharam o Pinto Beirão de férias e toca a despachar serviço.

Se "empatador da república" continuar de férias por mais uns tempos estes srs Juízes de Aveiro vão tirar os processos das gavetas do esquecimento.

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mundonovo50
29.10.2010 - 19:54

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Só pode ser uma cabala, então o Jamais também andava aos robalos? pelos vistos não há ninguem com o cadastro limpo, mas estejam descançados que as prisões foram feitas apenas para os pila galinhas.

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meccc
29.10.2010 - 19:53

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A teia socialista de corrupção.
Um polvo que nos suga o sangue.

Em situações destas as ideologias ou a cor da camisola não fazem sentido. Trata-se, com urgência, de levar a Tribunal aqueles que escolhemos para nos governar.

A corrupção é o maior cancro da economia. Ela vai definhando. E nós, que com os nossos impostos fazemos o Estado funcionar, somos obrigados cada vez a pagar mais vivendo cada vez pior, enquanto os representantes políticos que escolhemos para nos governar enchem os bolsos com o nosso dinheiro.

Digam lá se já não vai sendo tempo de os cidadãos mais sonolentos acordarem?!

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MPortugal
29.10.2010 - 19:50

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Mário Lino é uma pessoa honrada. Afirmo, porque o conheço. Lá o Ministério Público de Aveiro é que duvido muito que seja.

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Filipa Mello
29.10.2010 - 19:49

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Foram ao bolso dos magistrados...agora TOMA!

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Allentejo
29.10.2010 - 19:24

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ESTÁ LINDA A "MOENGA", ESTÁ !!!

"CABANEJOS" DE INQUÉRITOS...

"TALEGOS" ATULHADOS DE "DONATIVOS" MAIS QUE ESTRANHOS...

É A VIDA,DIRIA O OUTRO...

É A CORRUPÇÃO GENERALIZADA,DIRIA EU...

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AlbanoRibeiro
29.10.2010 - 19:24

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Começo a gostar desta justiça, assin ja esta melhor, agora se ha corrupeção porrada forte, .

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bunker
29.10.2010 - 19:21

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Eu não acredito! Tudo gente tão honesta!? Isto é mais uma cabala

POEMA DE AGRADECIMENTO

POEMA DE AGRADECIMENTO À " CORJA " ...

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade

de vivermos felizes e em paz.

Obrigado

pelo exemplo que se esforçam em nos dar

de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem

dignidade.

Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.

Por não nos darem explicações.

Obrigado por se orgulharem de nos tirar

as coisas por que lutámos e às quais temos direito.

Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.

Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.

Obrigado pela vossa mediocridade.

E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.

Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.

Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.

Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias

um dia menos interessante que o anterior.

Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.

Obrigado por nos darem em troca quase nada.

Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.

Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade

e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.

E pelo vosso vergonhoso descaramento.

Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,

o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.

Obrigado por serem o que são.

Obrigado por serem como são.

Para que não sejamos também assim.

E para que possamos reconhecer facilmente

quem temos de rejeitar.


de Joaquim Pessoa