domingo, 1 de abril de 2012

da marca Salazar

A iniciativa do Presidente da Junta de Santa Comba Dão de criar a marca Salazar tem dado azo a várias formas de censura (sim, são-no, de facto), com base na estratégia stalinista deste monstro histórico paradigmático para tanta gente (cuja imagem ainda deve estar presente nalgumas sedes do PCP, o partido comunista mais stalinista Europeu....:) - apagar das fotos quem não lhe interessava ou mandava liquidar, actualizando a máxima "100 mortes são uma tragédia, 100.000 são uma mera estatística", enquadrada numa Solução Final muito similar à de Hitler (outro monstro, bem rodeado, igualmente, por outros psicopatas como o Anjo da Morte...), mas com variantes nos m.o., o que vai dar no mesmo, segundo o que Hannah Arendt definiu como "a banalidade do mal", que não tem cor, mas tem um cheiro nauseabundo.

Ora, não sendo eu uma salazarista (nem por sombras, detesto tudo o que seja censura, seja esta azul, vermelha ou cor-de-rosa (esta última a que estivemos sujeitos no regime autocrático de Sócrates, cujas provas, mesmo que não dêem em nada (o que só comprovará, mais uma vez, não vivermos numa democracia, mas numa oligarquia reticular...:), as usual, se revelam, na sua pujança, como irrefutáveis. Mas dizia eu, sendo eu uma defensora acérrima da LIBERDADE, não como libertinagem (conceitos tantas vezes confundidos num país que perdeu tantos comboios de emancipação individual, com base em competências críticas activas e pró-activas, que assentam no Respeito pelo Outro e na noção de que "a liberdade de cada um acaba onde a do outro começa"), mas como BASE de qualquer sociedade evoluída, sou completamente anti qualquer regime opressivo, autoritário e ditatorial seja de que ideologia ou cor for (lá está a transversalidade da noção universal de Ética, com base em Princípios e não em interesses convenientes) .

E, por mero acaso, não considero, em termos definidos pela Ciência Política, o regime salazarista como ditatorial, mas como autoritário, pois se estabelecermos comparações entre este e o de Franco, que mandava fuzilar gente, empilhando-a como sacos de batatas, assim como Hitler, Staline, Pinochet, Fidel Castro, Kim Yung Sung, todos os regimes que estabelecidos nos satélites da ex-URSS (incluindo a ex-RDA) fizeram e fazem, a diferença é abismal. Será como comparar uma formiga a um elefante. Claro que havia censura (que até era bastante burrinha, diga-se de passagem, comparativamente à socrática e à da STASI e do KGB- ui!!!), arbitrariedades autoritárias e desumanas e os PIDES que punham "a mão na massa" eram uns brutos infames. Sei-o- sou Filha de quem enfrentou a PIDE rinoceronticamente, contrariamente a muitos filhinhos do papá e da mamã, sempre sistémicos seja qual for o regime, que se gabam em conferências, para que os lavados ao cérebro por micro-narrativas ridículas, de tão mignones, os sacralizem, de se terem escondido dessa polícia política numa pensão da Duque de Loulé, como se de grandes heróis se tratassem! Estivessem na mira do KGB ou da STASI e nem que se escondessem nos esgotos das catacumbas do Convento de Mafra se safariam, mas enfim, a "procissão laica", como diria António José Saraiva, tem de ter um grupo de laicos auto-sacralizados! Chega a ser ridículo e só revela a autocentração de quem nunca, jamais em tempo algum teria a Coragem de Descentração Sublime de Veros Heróis como o Senhor Cônsul Aristides de Sousa Mendes e da Infanta D. Adelaide de Bragança!

Mas voltando à carga da marca Salazar, ora qual o problema de a registar e de se proceder a uma "inscrição" histórica, enquanto força de atrito ao Síndroma da Memória Curta Colectiva, como defende o Professor José Gil, no seu Portugal Hoje: O Medo de Existir (2005) e até o Professor Eduardo Lourenço no seu Labirinto da Saudade?, ao mesmo tempo que se eleve um Museu ao Estado Novo, regime que fez parte da nossa História? Não há também um Museu da República? E então? Não foi na I República que se puseram em prática autênticos assassínios em massa, para além desta se ter instalado por dois assassinatos (até, pelos vistos, alvo de regozijo...), pelas costas, de Sua Majestade o Rei D. Carlos e do seu legítimo herdeiro, o Príncipe D. Luís Filipe? Ah e não há um Museu da República e não se gastaram milhões no seu centenário, em vez de se os canalizar para o real desenvolvimento do país, na antevéspera (???!!!!:) da actual hecatombe, como por exemplo na reconstrução de lindos monumentos lisboetas devolutos que não só catalisariam uma actividade crucial, a nossa bomba de oxigénio- o turismo-, como dariam conforto aos mais frágeis- por exemplo, os idosos- que vivem, tantas vezes, em condições desumanas, assim como em infraestruturas de energia renovável (eólica, solare das ondas ) e na revitalização sustentável da agricultura, assim como na ajuda aos mais necessitados?

Ai!, deve ter sido algum vírus maçónico- republicano, pois tinha acrescentado mais conteúdos, mas fiquei out, mas como sou resiliente, lá vai :) dizia eu :) e o Marquês de Pombal, um déspota que torturou arbitrariamente a Família dos Távoras, partindo-os aos bocadinhos, também não tem uma estátua mesmo no centro de Lisboa e várias referências à sua persona e até seguidores, aqui, em Oeiras que também fazem parte de uma Confraria do Vinho de Carcavelos???!!! Então???!!! O vinho Salazar (by the way, recomendo ao sempre tão intelectual Daniel Oliveira a marca Che Guevara para t.shirts que já as há e tb a marca Fidel Castro para charutos cubanos- os tais que tanto Isaltino Morais como a esquerda caviar gourmet tanto adoram!!!:) ...serão mais dois produtos brandizados que estimularão o palato dos públicos-alvo...

Até porque, na área arquitectónica, o Estado Novo não necessita de mais monumentos para se comprovar a sua eficácia, então vejamos alguns: a própria sede do Museu da República, o INE, o IST, tantas Escolas e Liceus por esse Portugal fora, hospitais, as várias estâncias de férias do INATEL, teatros, mercados et alii, tantos deles, hoje, devolutos, embora sempre rijos, como toda a gente da Beira Alta! ...

Logo, deixem-se de mesquinhices e de quererem analisar sem isenção alguma, até pelo estado a que este não Estado chegou, a História de Portugal, e aproveitem e registem a marca Buíça (pode ser para blusões heavy metal ou quiçá para revólveres especialmente dedicados a psicopatas...:), o brand República (quiçá de alguma produção de bananas na Madeira- não, melhor que na Madeira (que digam o que disserem produz muito mais do que cá, até no turismo...:) será na R. Castilho, ali à frente de um condomínio de luxo ou mesmo à frente do Colégio Moderno...:), La Lyz (para algum cemitério de VIPs...:) et caetera e participem é no desenvolvimento do país, com base numa reformulação de mentalidades que obstaculizem sempre o mesmo sistema que se mantém seja em que regime estivermos, pois as mentalidades estão cristalizadas...

Ah, esqueci-me :) os meus parabéns, Senhor Presidente da Junta de Santa Comba Dão, pela Coragem, face a forças de atrito que de democratas só têm o rótulo e que são, como bem disse, os autênticos e legítimos herdeiros das dinâmicas pidescas! Por falar nisso, se houver contenda, pode contar comigo, mas só posso ficar pelo norte 5 dias, pois estou dada como arguida por um jornalista abrilista gourmet que me andou a difamar, de forma infame e cobarde, e que lhe deu para inverter situações! Só aqui se vê a diferença de têmperas e a definição de quem é quem! Aqui é que está o cerne da questão já perscrutado por Camões :) o d´"o mundo às avessas", ao que eu acrescentaria o paradigma de passar por herói o traidor e como herói o traidor ser tratado

Homossexualidade

Violência termina casamento gay (COM VÍDEO)

Foi um dos casamentos gay mais badalados. Vai acabar em divórcio. Conheça toda a história no CM.

Por:João Saramago

sábado, 31 de março de 2012

Ex-presidente executivo da Jerónimo Martins recebeu 1,17 M€ em salários em 2011


O ex-presidente executivo da Jerónimo Martins, Luís Palha da Silva, auferiu 1,17 milhões de euros durante o ano passado, divulgou hoje a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce.

No relatório e contas do grupo, divulgado hoje na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Jerónimo Martins adianta que Luís Palha da Silva, antigo presidente executivo do grupo durante dois mandatos e ex-administrador financeiro, auferiu «o total de 1.177.745,84 euros (472 mil euros relativos a remuneração fixa e 705 mil euros relativos a remuneração variável)», no ano passado.

A parte variável é relativa às funções exercidas enquanto presidente da comissão executiva, até abril de 2010, às exercidas no âmbito do encargo especial atribuído pelo conselho de administração, até 31 de dezembro de 2011, e ao desempenho do administrador ao longo do período em que desempenhou funções executivas, adianta o grupo.

Diário Digital / Lusa

Ir à vinha


O governo, pela mão do ministro Gaspar, foi a Luanda oferecer uma boa fatia da Galp aos angolanos. Para se ser rigoroso, o que se deve dizer é que o Estado português se propõe entregar ao clan Eduardo dos Santos mais um naco de poder. Os angolanos nada têm a ver com isto e seria um desastroso engano confundir a chusma de bandidos engravatados que se pavoneia nas poltronas institucionais de Luanda com as populações que se amontoam nos bairros insalubres, bebem água contaminada, adoecem e morrem à beira de esgotos a céu aberto.

Os capitais que a clique Santos diz trazer para Portugal são o fruto do confisco da riqueza de um país e da opressão de um povo, vêm manchados de miséria e de vergonha e contaminam na nossa terra o que ainda nos resta de honorabilidade e de decência.

Em Lisboa, nas administrações dos grandes bancos e de certas grandes sociedades, tapa-se o nariz e afivelam-se sorrisos ao apresentarem o resultado como vitórias empresariais de que nos deveriamos orgulhar. E dessa forma dão cobertura e são cúmplices dos crimes passados, presentes e futuros daquela clique. De parceiros passamos a sócios.

Mas mais grave do que essa conivência de corruptos, é a ilusão de que esse caminho tem futuro. Quanto mais o Estado português se deitar na cama com o gangue dos generais, seus descendentes e comparsas, mais desprotegidos ficarão os portugueses que por lá tentam uma nova vida e mais comprometidas ficam as nossas relações futuras com os países de expressão portuguesa à medida que estes se forem democratizando.

Como diz a nossa gente, tão ladrão é quem vai à vinha como quem fica de fora.

Candeeiros a petróleo


Enquanto os Pimentinhas vão mamando, a EDP lucra milhões, e os melancias falam de perus bêbados, e alguns não fazem a menor ideia do que propõem, há alguns poucos jornalistas que nos dão uma visão real do que se passa neste País. Num País em que se morre muito mais de frio, o Jornal i fez mais uma reportagem importantíssima. Ao contrário dos outros jornais, quase todos eles orientados à visão alarmista, o Jornal i tem dado provas ultimamente de que nos relata a realidade, em vez da ficção...

Na terça-feira, o jornalista Sérgio Soares entrevistou Carlos Silva, que trabalha na casa Higino & Fragoso, fundada em 1937 no centro de Oeiras. Nesta Economia Verde, o que está aparentemente a dar são os candeeiros a petróleo! A seguir transcrevo apenas parte do artigo, que recomendo leiam na íntegra, para perceber onde nos trouxe esta Economia Verde:

Quando lhe perguntamos se o seu estabelecimento vende muitos candeeiros a petróleo, Carlos Silva explica o inesperado sucesso de vendas de forma lapidar: “Encomendo aos 150 candeeiros de cada vez e desaparece tudo.”

“Algumas pessoas têm vergonha quando vêem comprar candeeiros a petróleo para iluminação e dizem que é para decoração, mas na semana seguinte cá estão de novo a comprar mais um litro de petróleo”, diz, acrescentando que um candeeiro completo custa 40 euros.

Mas vendem-se assim tão bem?, insistimos: “Se se vendem bem? Ó amigo, o que vier desaparece logo!”

Carlos Silva garante que há pessoas em situação ainda pior e que nem candeeiros a petróleo usam em casa. “Tenho uma cliente que já só usa velas para iluminação. Só gasta um pouco de gás para cozinhar. Para comer, nem de noite usa electricidade. No fundo, até é romântico”, graceja, arrependendo-se de imediato da piada.

EcoTretas


A verdade está escrita na rua - XXII




E O NOSSO 1º DE DEZEMBRO E O 5 DE OUTUBRO....SÃO PARA ESQUECER??

31 de Março de 2012, 13:38


Acordo sindical

Salários nas empresas públicas alemãs vão subir 6,3 por cento em dois anos

Depois da terceira onda de greves e de mais de 23 mil novas pessoas sindicalizadas, houve acordo entre trabalhadores e empregadores Depois da terceira onda de greves e de mais de 23 mil novas pessoas sindicalizadas, houve acordo entre trabalhadores e empregadores Imagem: EPA/PETER STEFFEN

Mais de dois milhões de trabalhadores do setor público saíram beneficiados esta madrugada depois do acordo entre empregadores e sindicatos, em Potsdam, que prevê um aumento salarial gradual de 6,3 por cento nos próximos dois anos.

Tanto o líder sindical Frank Bsirske, como o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, que conduziram as negociações, saudaram o acordo.

A maratona negocial de 40 horas traduz-se em melhorias também para os estagiários, que passam a usufruir de um vencimento base mais alargado, mais benefícios fiscais e direito a férias.

O acordo prevê um aumento salarial de 3,5 por cento já este ano, com efeitos retroativos a partir de 1 de março. Os vencimentos voltam a aumentar 1,4 por cento em janeiro de 2013 e em agosto de 2013.

Mais férias

A partir de 2013, os trabalhadores passam também a ter direito a 29 dias de férias. A partir dos 55 anos, passam a gozar mais um dia, ou seja, 30 dias de férias anuais.

Os funcionários dos aeroportos vão usufruir de aumentos salarias na ordem dos 200 a 600 euros.

A acordo entre sindicatos e empregadores acontece após três ondas consecutivas de greves, que afetaram os setores públicos da administração, educação e transportes.

Do lado sindical também houve concessões. Frank Bsirske, responsável máximo da Ver.di, referiu que o sindicato renunciou ao pagamento do “complemento social”, para os trabalhadores com salários mais baixos. Segundo o líder sindical, o principal objetivo das greves e negociações foi chegar a um acordo que reduzisse as diferenças salariais entre o setor público e o setor privado. Só no mês de março, a Ver.di alcançou mais 23 mil novos membros
Política

Noronha do Nascimento acusado de salvar Sócrates


O debate sobre 'Direito Penal do Inimigo' estava morno quando o moderador lhe pôs fim com a proposta de tema ao próximo Congresso de Investigação Criminal: 'Direito Penal dos Amigos', passando a citar a lei pela qual Noronha Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, se permitiu ordenar a destruição de escutas a José Sócrates no processo 'Face Oculta'.