domingo, 23 de fevereiro de 2014
|
Posted:
22 Feb 2014 06:39 PM PST
| ||
|
Posted:
22 Feb 2014 06:09 PM PST
Um dos partidos ucranianos (Swoboda), que teve reuniões na embaixada alemã em Kiev com Steinmeier, tem um líder que quer eliminar da Ucrânia os judeus e é descrito pelo Centro Simon Wiesenthal como um dos maiores antissemitas do mundo.
Quando há um consenso entre partidos políticos britânicos, a imprensa e a
BBC, pode ter certeza de que todos eles estão apoiando a maquinação de um
desastre. Tal é o caso com relação à Ucrânia. Havia consenso semelhante sobre a
Iugoslávia onde, como consequência, milhares morreram, um milhão ou mais
sofreram limpeza étnica, a OTAN declarou uma guerra ilegal, a Alemanha deu um
jeito de revogar um acordo de duas guerras e perigosos grupos fascistas se
levantaram do túmulo de 1945. Agora os principais políticos da União Europeia e
dos Estados Unidos estimularam ações políticas sectaristas, racistas e divisivas
na Ucrânia, usando os métodos que haviam dado à desastrosa Irmandade Muçulmana o
poder no Egito.
Por uma década ou mais, antes que o Vaticano e a Alemanha tivessem ilegalmente reconhecido a Croácia em 1991 (no que foram condenados entre outros por David Owen, ex-ministro das relações exteriores da Inglaterra), os serviços alemães de inteligência minaram o Estado da Iugoslávia, promoveram e armaram fascistas croatas e bósnios e manipularam os meios de comunicação para noticiarem “massacres” questionáveis, mas jamais noticiar os reais massacres que os bósnios e os croatas estavam cometendo contra os sérvios. Por décadas a Fundação Konrad Adenauer, da Alemanha, tem estado ativa na Ucrânia, fornecendo verbas e apoio político para os “manifestantes” arrumadores de confusão e assassinos de policiais nas ruas de Kiev. Muitos dos revolucionários ucranianos, que estão tentando derrubar um governo eleito com coquetéis molotov e violência nas ruas, têm conexões descaradamente fascistas com os nazistas ucranianos da 2ª Guerra Mundial que ajudaram de modo entusiasmado o holocausto judeu. Depois da guerra, com a ajuda do Vaticano muitos deles fugiram, é claro, para a América do Sul. Na época, até mesmo o embaixador americano em Berlim se queixou de que o Vaticano estava ajudando a fuga de fascistas assassinos. Então o que estamos vendo na Ucrânia é um replay instantâneo da guerra ilegal contra a Iugoslávia, o apoio da Europa alemã para movimentos descaradamente fascistas na Bósnia e Croácia lembrando os fantoches de tempo de guerra da Alemanha nazista — muitas vezes usando os nomes de tempo de guerra das divisões Waffen SS. O apoio da União Europeia a tais movimentos se reflete com precisão nos partidos nacionalistas e fascistas que estão entre os líderes da violência nas ruas em Kiev. Como na Iugoslávia onde a principal motivação da UE e dos EUA era tirar vantagem das diferenças religiosas (croatas católicos romanos versus sérvios ortodoxos, europeus ocidentais contra eslavos, sérvios e croatas cristãos contra muçulmanos da Bósnia e Kosovo), a mesma coisa está acontecendo na Ucrânia. O Vaticano e a Fundação Konrad Adenauer do partido alemão CDU (católico romano) têm desempenhado um papel importante durante muitos anos na preparação do caminho para os atuais tumultos. ![]() Nazistas ucranianos Envolvido também está o governo dos EUA, sob Barack Obama, do partido que diz amar a paz, não ser imperialista e se chamar Democrata. F. William Engdahl do grupo Pesquisa Global revela que as impressões digitais do governo americano estão em todas as partes da revolução “espontânea” em Kiev: “Os EUA estão fortemente pressionando a Ucrânia a se integrar à UE da mesma forma como o governo americano estava por trás da fracassada “Revolução Laranja” de 2004 para separar a Ucrânia da Rússia numa tentativa de isolar e enfraquecer a Rússia. Agora os ucranianos encontraram evidências de envolvimento direto de CANVAS, uma organização de treinamento em Belgrado financiada pelos EUA.
CANVAS está por trás dos protestos cuidadosamente orquestrados em Kiev.
Obtivemos uma cópia do panfleto que foi distribuído aos manifestantes da
oposição em Kiev. É uma tradução exata do panfleto usado pelos organizadores de
CANVAS, com financiamento americano, nos protestos da Praça Tahrir no Cairo em
2011 que derrubaram Hosni Mubarak e abriram as portas para a Irmandade
Muçulmana, com o apoio dos EUA.”
E todos sabemos que a Irmandade Muçulmana estava popular (a mesma popularidade dos nazistas na década de 1940) no Egito. A contrarrevolução egípcia expulsou os revolucionários que Obama havia escolhido — talvez os menos que gratos ucranianos venham a fazer o mesmo. Eles fizeram isso uma vez antes quando votaram decisivamente contra a “Revolução Laranja, inspirada pelo governo dos EUA. Exatamente quando em meados de fevereiro, depois de muitas concessões do governo ucraniano para a oposição, inclusive a libertação de agitadores da prisão e anistia de processos legais, Vitali Klitchko, um ex-boxeador escolhido pela Alemanha para liderar a oposição ucraniana, levantou o tom de sua retórica, sugerindo potencial violência. Ele recebeu a adesão do tão chamado “Grupo dos Primeiros Cem em Kiev da Organização dos Nacionalistas Ucranianos,” que convocou os apoiadores para trazerem armas para a praça. O nome desse grupo é uma referência histórica à “Organização dos Nacionalistas Ucranianos,” que colaborou com a Wehrmacht, as forças armadas da Alemanha nazista, ajudando a invadir a União Soviética e participando dos assassinatos massa que os nazistas cometiam contra os judeus ucranianos. Hoje há referências frequentes nos discursos dos líderes nacionalistas de oposição sobre a “máfia judaica de Moscou” e um dos partidos (Swoboda), que tinha reuniões na embaixada alemã em Kiev com Frank Walter Steinmeier, ministro das relações exteriores da Alemanha que é o novo Ribbentrop, tem um líder que quer livrar a Ucrânia dos judeus e foi descrito pelo Centro Simon Wiesenthal como um dos maiores antissemitas do mundo. Senador americano John McCain dando apoio público a Oleh Tiahnybok Steinmeier, que recentemente disse que os eurocéticos e as nações que buscam um governo democrático e autônomo são “um perigo para a paz na Europa” com muito prazer se reuniu com Oleh Tiahnybok, o líder de um partido nacionalista e fascista extremista, com quem o “homem da Alemanha,” Klitschko, tem colaborado com gosto. Assim, Steinmeier vê como “ameaças à paz” os europeus ocidentais que querem uma soberania democrática, mas alegremente dá as mãos a descarados fascistas e nacionalistas da Ucrânia. Tiahnybok tem deixado claro seu desejo de eliminar os judeus e outras minorias da Ucrânia, mas ao que tudo indica isso é aceitável para a Alemanha. Como na promoção do nacionalismo escocês e galês, líderes da UE tiram vantagem da maioria dos movimentos nacionalistas para construir seu Império Europeu. Tendo tirado vantagem deles na Ucrânia para esmagar uma democracia nacional autônoma, eles facilmente os limparão na nova soberania supranacional da “Europa” à medida que essa Europa segue o velho jogo alemão do “Drang nach Osten” (expansionismo para o leste). Embora almejando o mesmo imperialismo supranacional da direita alemã, a Fundação Friedrich Ebert do Partido da Social Democracia Alemã está despertando para a natureza horrenda dos aliados da Alemanha e está derramando algumas lágrimas de crocodilo — chamando os amigos de Steinmeier, o Partido Swoboda, de “antissemitas, xenófobos e racistas.” Acho que é um pouco tarde! De acordo com o site de German Foreign Policy, Swoboda tem laços íntimos com o Partido Neo-Nazista Alemão, o NPD. Na cidade ucraniana de Ternopil, Swoboda tem 35% dos votos e seu prefeito deu uma entrevista ao jornal do NPD em que declarou que a “expansão europeia não deve parar na fronteira entre Ucrânia e Polônia.” Tudo isso lembra as “reivindicações territoriais” dos nazistas na década de 1930. Tudo isso lembra a BBC na década de 1930 promovendo conciliação com os nazistas. Tudo isso lembra o Partido dos Trabalhadores da Inglaterra na década de 1930 votando contra o rearmamento da Inglaterra em face da agressão nazista. Tudo isso lembra os admiradores de Hitler na década de 1930, tais como o esquerdista Lloyd George e o presidente da BBC, Lord Reith! Traduzido por Julio Severo do artigo do Free Nations (Nações Livres): UKRAINE: GERMAN EUROPE PUSHES EAST Fonte: www.juliosevero.com | ||
|
Posted:
22 Feb 2014 05:36 PM PST
A aquisição já está acontecendo pela ONU, OTAN, União Africana e as tropas da União Europeiaque lutam guerras secretas no Oriente Médio, na África e além. Existem milhares de exercícios já concluídos. A verdadeira revelação está agora de que os EUA e China estão exercitando juntos!?. Não se surpreenda se você ver navios russos ou chineses em portos dos Estados Unidos depois de outro ataque terrorista nos EUA. Esteja ciente de quando você perde todos os seus direitos, que vai acontecer durante a noite. | ||
|
Posted:
22 Feb 2014 04:59 PM PST
Estão programadas diversas manifestações da população venezuelana, em
protesto contra o regime opressor do presidente Nicolás Maduro.
Os partidários de Maduro também anunciam que irão às ruas para defender o
governo. Em meio aos protestos, postagens no Twitter e via e-mails denunciam a
presença de uma equipe de elite cubana, os “Avispas Negras”, que desembarcaram
na Venezuela para intervir em manifestações com ações táticas contra os
opositores do governo Maduro.
De acordo com informações que circulam na internet, os irmãos Castro, de
Cuba, enviaram sua tropa de elite para a Venezuela para impedir a derrocada do
regime chavista, e para impedir que o país rico em petróleo e em assistência aos
cubanos, fique fora de controle. Segundo reportagens de sites como El Nuevo
Herald, E&N, La Prensa e outros, o envio dos “Avispas Negras” reflete o
nervosismo de Havana pelo desenrolar dos acontecimentos na Venezuela. “A roupa
oficial dos Avispas Negras é o traje de camuflagem, uma boina vermelha e um
casaco preto com picada de vespa pronto para atacar, em uma pulseira. Para os
membros profissionais, há o indicativo de ‘Professional no punho.
A tropa de elite cubana está baseada no El Mariel , província de Havana e
agora campo de treinamento chamado El Cacho, na província de Pinar del Río, com
formação rigorosa”, diz o site E&N.
Fonte: http://www.alvarodias.com.br/ |
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Desigualdades aumentam em Portugal:
Pensão média da Segurança Social é apenas de 389
euros/mês e remuneração média dos executivos
é de 798.822
euros/ano
por Eugénio Rosa
[*]
|
Em Portugal verifica-se uma profunda desigualdade na distribuição dos rendimentos e da riqueza , que se agravou nos últimos anos com a política seguida por este governo. Dados oficiais comprovam isso. De acordo com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em Janeiro de 2009, portanto, este ano, a pensão média dos reformados da Segurança Social era apenas de 386,56 euros, sendo a pensão média recebida pelas mulheres bastante inferior a este montante, pois era somente de 294,44 euros, o que correspondia a 59,9% da pensão média recebida pelos homens no mesmo mês (Janeiro de 2009), que era de 491,59 euros. Portanto, a grave discriminação a que estão sujeitas as mulheres em Portugal também se verifica na situação da reforma. Se a análise for feita por distrito as desigualdades no valor das pensões são também muito grandes. Assim, a nível de pensões médias, em Janeiro de 2009, o valor variava entre 505,67€ no distrito de Lisboa e 273,13€ no distrito de Bragança, passando por 287,48€ no distrito de 287,48€ no distrito de Vila Real, cerca de 297€ nos distrito de Viseu e Viana do Castelo, de 306,75€ no distrito de Castelo Branco, de 312,28 no distrito de Beja, sendo de 334,93€ e de 352,59€ , respectivamente, nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, atingindo 459,18€ no distrito de Setúbal, etc. Enquanto se verifica esta situação com os reformados, de acordo com um estudo realizado pela CMVM em 2008, a remuneração média anual recebida por cada membro executivo dos Conselhos de Administração das empresas cotadas na bolsa portuguesa (45 empresas) era, já em 2007, de 798.822 euros, variando entre 1.058.898 euros no sector não financeiro e 588.750 euros no sector financeiro. Para além destas remunerações, os membros dos conselhos de administração ainda tinham direito a importante benefícios, nomeadamente a nível de pensões de reforma. Segundo o mesmo estudo realizado pela CMVM em 2008, atingiam, em média por Conselho de Administração executivo, 65.499.189,5 euros. Vamos analisar um caso concreto das desigualdades de rendimentos em Portugal para que o leitor possa tirar as suas próprias conclusões. No dia 5 de Março de 2009, quase todos os grandes órgãos de comunicação social portugueses deram grande destaque a uma proposta defendida pelo dr. Silva Lopes para enfrentar a crise actual, que consistiria no congelamento dos salários da generalidade dos trabalhadores portugueses. O dr. Silva Lopes foi presidente do Conselho de Administração do Montepio só até a Abril de 2008, portanto durante apenas quatro meses de 2008. No entanto, no Relatório e Contas de 2008 do Montepio aparece a seguinte informação: "MONTEPIO - Remuneração do Órgão de Administração No exercício de 2008, a totalidade de remunerações atribuída aos membros do órgão de administração é a seguinte CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente (até a Abril) José da Silva Lopes..................... 410.249,21 euros" De acordo com Boletim Estatístico de Janeiro de 2009, do Ministério do Trabalhão e da Solidariedade Social, a remuneração base média mensal dos trabalhadores portugueses era, em 2008, de apenas de 891,40 euros. A disparidade é enorme e chocante. Para além disso, o dr. Silva Lopes, exerceu as funções de presidente do Montepio durante apenas quatro anos, e por esse período de actividade, vai receber do Montepio uma pensão de reforma de cerca de 4.000 euros por mês, a juntar às duas que deve ter, uma da CGD e outra do Banco de Portugal, onde exerceu também funções e, como é do conhecimento público, estas duas entidades pagam pensões "douradas" aos seus ex-administradores. E como tudo isto já não fosse suficiente, o dr. Silva Lopes, depois de ter apresentado a sua demissão de presidente do Montepio, alegando que já tinha 74 anos e precisava de descansar, aceitou o cargo de administrador da EDP Renováveis (são essas as suas funções actuais), onde aufere um vencimento que certamente não será inferior ao que recebia no Montepio. É esta personalidade, com este comportamento, que defende o congelamento das remunerações da maioria dos trabalhadores portugueses, que só poderia ter como consequência um maior agravamento das desigualdades. E isto porque é uma medida socialmente injusta (agravaria a situação daqueles que já vivem com grandes dificuldades, e beneficiaria os grandes accionistas das empresas que ficariam com mais lucros para receber) para além de ser tecnicamente errada (reduziria ainda mais a procura interna provocando mais falências e mais desemprego). Mas que o leitor tire as suas próprias conclusões. |
Em Portugal verifica-se uma profunda desigualdade na distribuição
dos rendimentos e da riqueza, que se agravou nos últimos anos com a
política seguida por este governo, que está a ter
consequências dramáticas num período de crise como é
o actual. Neste estudo vamos analisar, Utilizando dados oficiais, a
situação actual dos reformados da Segurança Social e de
uma minoria privilegiada constituída pelos membros dos conselhos de
administração das grandes empresas, muitos deles accionistas
dessas mesmas empresas.
A SITUAÇÃO DA MAIORIA DOS REFORMADOS É GRAVE EM PORTUGAL
Este governo fez dois tipos de "reformas" na Segurança Social, que considera "estruturais", que temos analisados em estudos anteriores, que estão a ter consequências graves, a nível de deterioração das condições de vida dos reformados, não só para aqueles que se reformaram desde 2006 e que se vão reformar no futuro, mas também para os que já se encontram na situação da reforma. E essas duas "reformas" do governo de Sócrates que estão a agravar a situação dos pensionistas são as seguintes: (1) Alteração da formula de cálculo da pensão a que juntou o chamado "factor de sustentabilidade", que está a determinar uma redução gradual das pensões de todos os trabalhadores que se reformaram depois de 2006 e que se reformarem no futuro, redução que estimamos atinja em 2050 cerca de 50%; (2) Uma formula de actualização das pensões que está a determinar que os reformados com as pensões mais baixas (até cerca de 620€) não tenham qualquer melhoria no seu poder de compra, e os restantes reformados estejam a sofrer, em todos os anos, uma redução no seu poder de compra.
O quadro seguinte, construído com base em dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social relativos a pensionistas e montantes de pensões processadas em Janeiro de 2009, mostra que a situação da esmagadora maioria dos reformados da Segurança Social é actualmente dramática.
A SITUAÇÃO DA MAIORIA DOS REFORMADOS É GRAVE EM PORTUGAL
Este governo fez dois tipos de "reformas" na Segurança Social, que considera "estruturais", que temos analisados em estudos anteriores, que estão a ter consequências graves, a nível de deterioração das condições de vida dos reformados, não só para aqueles que se reformaram desde 2006 e que se vão reformar no futuro, mas também para os que já se encontram na situação da reforma. E essas duas "reformas" do governo de Sócrates que estão a agravar a situação dos pensionistas são as seguintes: (1) Alteração da formula de cálculo da pensão a que juntou o chamado "factor de sustentabilidade", que está a determinar uma redução gradual das pensões de todos os trabalhadores que se reformaram depois de 2006 e que se reformarem no futuro, redução que estimamos atinja em 2050 cerca de 50%; (2) Uma formula de actualização das pensões que está a determinar que os reformados com as pensões mais baixas (até cerca de 620€) não tenham qualquer melhoria no seu poder de compra, e os restantes reformados estejam a sofrer, em todos os anos, uma redução no seu poder de compra.
O quadro seguinte, construído com base em dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social relativos a pensionistas e montantes de pensões processadas em Janeiro de 2009, mostra que a situação da esmagadora maioria dos reformados da Segurança Social é actualmente dramática.
Como mostram os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e da
Solidariedade Social, em Janeiro de 2009, tomando como base 1.829.209
reformados do Regime Geral (1.596.135), do Regime Regulamentar Rural (198.466),
do Regime de Pensão Social (27.199) e do Regime Rural transitório
(7.409), conclui-se que a pensão média da Segurança Social
paga, em Janeiro de 2009, em Portugal foi apenas de 386,56 euros, sendo a
pensão média recebida pelas mulheres bastante inferior a este
montante, pois foi somente de 294,44 euros, o que corresponde a 59,9% da
pensão média recebida pelos homens no mesmo mês (Janeiro de
2009), que era de 491,59 euros. Portanto, a grave discriminação a
que estão sujeitas as mulheres empregadas em Portugal, também se
verifica na reforma. E são estas as pensões que vão
vigorar durante todo o ano de 2009.
Se a análise for feita por distrito as desigualdades no valor das pensões são muito grandes. Assim, a nível de pensões médias, o valor varia entre 505,67€ no distrito de Lisboa e 273,13€ no distrito de Bragança, passando por 287,48€ no distrito de Vila Real, cerca de 297€ nos distrito de Viseu e Viana do Castelo, de 306,75€ no distrito de Castelo Branco, de 312,28€ no distrito de Beja, sendo de 334,93€ e de 352,59€ , respectivamente, nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, atingindo 459,18€ no distrito de Setúbal, etc.. A disparidade de valores de valores recebidos pelos reformados é grande, tendo todo elas de comum o serem muito baixas.
A REMUNERAÇÃO MEDIA RECEBIDA POR UM MEMBRO EXECUTIVO DO CONSELHO DA ADMINISTRAÇÃO DAS EMPRESAS COTADAS NA BOLSA ERA, JÁ EM 2007, DE 798.822 € ANO
A CMVM (Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários), portanto um organismo oficial, publicou em 2008 um estudo sobre as remunerações dos membros dos Conselhos da Administração das empresas cotadas na bolsa. Esses dados são referentes a 2007 mas, como é evidente, esses valores não diminuíram depois daquela data, pelo contrário é de prever que tenham até aumentado na generalidade das empresas. O quadro que se apresenta seguidamente foi retirado dessa publicação oficial que se encontra disponível no "site" da CMVM.
Se a análise for feita por distrito as desigualdades no valor das pensões são muito grandes. Assim, a nível de pensões médias, o valor varia entre 505,67€ no distrito de Lisboa e 273,13€ no distrito de Bragança, passando por 287,48€ no distrito de Vila Real, cerca de 297€ nos distrito de Viseu e Viana do Castelo, de 306,75€ no distrito de Castelo Branco, de 312,28€ no distrito de Beja, sendo de 334,93€ e de 352,59€ , respectivamente, nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, atingindo 459,18€ no distrito de Setúbal, etc.. A disparidade de valores de valores recebidos pelos reformados é grande, tendo todo elas de comum o serem muito baixas.
A REMUNERAÇÃO MEDIA RECEBIDA POR UM MEMBRO EXECUTIVO DO CONSELHO DA ADMINISTRAÇÃO DAS EMPRESAS COTADAS NA BOLSA ERA, JÁ EM 2007, DE 798.822 € ANO
A CMVM (Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários), portanto um organismo oficial, publicou em 2008 um estudo sobre as remunerações dos membros dos Conselhos da Administração das empresas cotadas na bolsa. Esses dados são referentes a 2007 mas, como é evidente, esses valores não diminuíram depois daquela data, pelo contrário é de prever que tenham até aumentado na generalidade das empresas. O quadro que se apresenta seguidamente foi retirado dessa publicação oficial que se encontra disponível no "site" da CMVM.
Assim, de acordo com o estudo realizado pela CMVM, a remuneração
média anual recebida por cada membro executivo dos Conselhos de
Administração das empresas cotadas na bolsa portuguesa (45
empresas) era, já em 2007, de 798.822 euros, variando entre 1.058.898
euros no sector não financeiro e 588.750 euros no sector financeiro.
Para além destas remunerações, os membros dos conselhos de
administração ainda tinham direito a importantes
benefícios, nomeadamente a nível de pensões de reforma.
Segundo o mesmo estudo realizado pela CMVM em 2007, atingiam, em média
por Conselho de Administração executivo, 65.499.189,5 euros.
É evidente, que as declarações tanto do Presidente da República como do 1º ministro Sócrates contra estas remunerações e benefícios escandalosos, como não são acompanhadas de quaisquer medidas concretas, não têm quaisquer efeitos práticos, só servindo para alimentar os media com os "votos piedosos dos nossos governantes" e para obter a simpatia do eleitorado.
SILVA LOPES DEFENDE PARA OS OUTROS A CONTENÇÃO NOS RENDIMENTOS QUE NÃO APLICA A SI NEM AOS GRANDES ACCIONISTAS, OU MAIS UM EXEMPLO CONCRETO DA DESIGUALDADE DE RENDIMENTOS EM PORTUGAL
O dr. Silva Lopes defendeu como medida para enfrentar a actual crise o congelamento das remunerações, incluindo as da maioria dos trabalhadores portugueses. Os principais órgãos de comunicação social divulgaram, em 5 do mês Março de 2009, a seguinte noticia que copiamos directamente da versão "on-line" de um deles.
"O ex-ministro das Finanças Silva Lopes defendeu esta quarta-feira o congelamento dos salários e a redução dos salários e pensões mais elevados. Porque o tempo, sublinhou, exige medidas menos ortodoxas" (JN, 05/03/2009).
É evidente que o congelamento dos salários, e não dos lucros distribuídos aos grandes accionistas (recorde-se que, por ex., a EDP, para quem trabalha actualmente o dr. Silva Lopes, vai distribuir aos seus accionistas em 2009 dividendos superiores aos que distribuiu em 2008, o que beneficiará fundamentalmente os grandes accionistas), agravaria ainda mais a desigualdade que já se verifica na repartição do rendimento em Portugal, reduzindo também a procura o que determinaria mais falências e mais desemprego. Mas para além disso, comparemos esta medida defendida pelo dr. Silva Lopes para os trabalhadores portugueses, mesmo para aqueles que não têm remunerações elevadas, que são a maioria, o que determinaria uma redução do seu baixo poder de compra, com os seguintes factos.
No Relatório e Contas de 2008 do Montepio que vai ser analisado na Assembleia-geral de 26 de Março de 2009, trás a seguinte informação que nos limitamos a copiar para não sermos acusados de a deturpar.
MONTEPIO
Remuneração do Órgão de Administração
No exercício de 2008, a totalidade de remunerações atribuída aos membros do órgão de administração é a seguinte
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÂO
Presidente (Até a Abril)
José da Silva Lopes.............................. 410.249,21 euros
E como se sabe, o Montepio não é um banco com accionistas iguais aos dos outros bancos. A entidade proprietária do Montepio é uma associação mutualista com mais de 450.000 associados, e a redução dos resultados do Montepio, determinado por despesas exageradas, como são as resultantes dos pagamentos feitos ao dr. Silva Lopes, vai determinar menores benefícios para os associados da Associação Mutualista (em 2009, a remuneração do capital investido pela Associação Mutualista no Montepio será apenas 1,7%).
Para além disso, o dr. Silva Lopes, exerceu as funções de presidente do Montepio durante apenas quatro anos, e por esse período de actividade, vai receber do Montepio uma pensão mensal de cerca de 4.000 euros mês, a juntar às duas que deve ter, uma da CGD e outra do Banco de Portugal, onde exerceu também funções e, como é do conhecimento público, estas duas entidades pagam pensões "douradas" aos seus ex- administradores.
E como tudo isto já não fosse suficiente, o dr. Silva Lopes, depois de ter apresentado a sua demissão de presidente do Montepio, alegando que já tinha 74 anos e precisava de descansar, aceitou o cargo de administrador da EDP Renováveis (são essas as suas funções actuais), onde aufere um vencimento que não é certamente inferior ao que recebia no Montepio. Mas aguardemos a publicação do Relatório e Contas da EDP Renováveis para podermos ficar a conhecer o seu valor concreto. E isto se a EDP não decidir ocultar os valores auferidos por cada um dos seus administradores.
Em resumo, é esta personalidade, com este comportamento, que defende o congelamento dos salários da esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses, mas não dos lucros distribuídos aos grandes accionistas, uma medida socialmente injusta (porque agravaria a situação da maioria dos trabalhadores portugueses que já vivem em grandes dificuldades, beneficiando os accionistas das empresas que ficariam assim com mais lucros para receber) e tecnicamente errada (porque provocaria uma maior redução da procura, o que determinaria a falência de muitas empresas e mais desemprego). No entanto, a sua proposta teve um grande "eco" em todos os grandes órgãos de comunicação social portuguesa e já foi aproveitada por grandes empresas para anunciar o congelamento, em 2009, das remunerações dos trabalhadores ou, pelo menos, para uma parte deles. Enquanto foi presidente do Montepio durante quatro anos, o dr. Silva Lopes congelou uma parcela das remunerações dos trabalhadores do Montepio, não a actualizando nem de acordo com a inflação, o que provocou uma baixa contínua no poder de compra destes trabalhadores. E tal medida continua a fazer carreira no Montepio. Que cada leitor tire as suas próprias conclusões
É evidente, que as declarações tanto do Presidente da República como do 1º ministro Sócrates contra estas remunerações e benefícios escandalosos, como não são acompanhadas de quaisquer medidas concretas, não têm quaisquer efeitos práticos, só servindo para alimentar os media com os "votos piedosos dos nossos governantes" e para obter a simpatia do eleitorado.
SILVA LOPES DEFENDE PARA OS OUTROS A CONTENÇÃO NOS RENDIMENTOS QUE NÃO APLICA A SI NEM AOS GRANDES ACCIONISTAS, OU MAIS UM EXEMPLO CONCRETO DA DESIGUALDADE DE RENDIMENTOS EM PORTUGAL
O dr. Silva Lopes defendeu como medida para enfrentar a actual crise o congelamento das remunerações, incluindo as da maioria dos trabalhadores portugueses. Os principais órgãos de comunicação social divulgaram, em 5 do mês Março de 2009, a seguinte noticia que copiamos directamente da versão "on-line" de um deles.
"O ex-ministro das Finanças Silva Lopes defendeu esta quarta-feira o congelamento dos salários e a redução dos salários e pensões mais elevados. Porque o tempo, sublinhou, exige medidas menos ortodoxas" (JN, 05/03/2009).
É evidente que o congelamento dos salários, e não dos lucros distribuídos aos grandes accionistas (recorde-se que, por ex., a EDP, para quem trabalha actualmente o dr. Silva Lopes, vai distribuir aos seus accionistas em 2009 dividendos superiores aos que distribuiu em 2008, o que beneficiará fundamentalmente os grandes accionistas), agravaria ainda mais a desigualdade que já se verifica na repartição do rendimento em Portugal, reduzindo também a procura o que determinaria mais falências e mais desemprego. Mas para além disso, comparemos esta medida defendida pelo dr. Silva Lopes para os trabalhadores portugueses, mesmo para aqueles que não têm remunerações elevadas, que são a maioria, o que determinaria uma redução do seu baixo poder de compra, com os seguintes factos.
No Relatório e Contas de 2008 do Montepio que vai ser analisado na Assembleia-geral de 26 de Março de 2009, trás a seguinte informação que nos limitamos a copiar para não sermos acusados de a deturpar.
MONTEPIO
Remuneração do Órgão de Administração
No exercício de 2008, a totalidade de remunerações atribuída aos membros do órgão de administração é a seguinte
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÂO
Presidente (Até a Abril)
José da Silva Lopes.............................. 410.249,21 euros
E como se sabe, o Montepio não é um banco com accionistas iguais aos dos outros bancos. A entidade proprietária do Montepio é uma associação mutualista com mais de 450.000 associados, e a redução dos resultados do Montepio, determinado por despesas exageradas, como são as resultantes dos pagamentos feitos ao dr. Silva Lopes, vai determinar menores benefícios para os associados da Associação Mutualista (em 2009, a remuneração do capital investido pela Associação Mutualista no Montepio será apenas 1,7%).
Para além disso, o dr. Silva Lopes, exerceu as funções de presidente do Montepio durante apenas quatro anos, e por esse período de actividade, vai receber do Montepio uma pensão mensal de cerca de 4.000 euros mês, a juntar às duas que deve ter, uma da CGD e outra do Banco de Portugal, onde exerceu também funções e, como é do conhecimento público, estas duas entidades pagam pensões "douradas" aos seus ex- administradores.
E como tudo isto já não fosse suficiente, o dr. Silva Lopes, depois de ter apresentado a sua demissão de presidente do Montepio, alegando que já tinha 74 anos e precisava de descansar, aceitou o cargo de administrador da EDP Renováveis (são essas as suas funções actuais), onde aufere um vencimento que não é certamente inferior ao que recebia no Montepio. Mas aguardemos a publicação do Relatório e Contas da EDP Renováveis para podermos ficar a conhecer o seu valor concreto. E isto se a EDP não decidir ocultar os valores auferidos por cada um dos seus administradores.
Em resumo, é esta personalidade, com este comportamento, que defende o congelamento dos salários da esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses, mas não dos lucros distribuídos aos grandes accionistas, uma medida socialmente injusta (porque agravaria a situação da maioria dos trabalhadores portugueses que já vivem em grandes dificuldades, beneficiando os accionistas das empresas que ficariam assim com mais lucros para receber) e tecnicamente errada (porque provocaria uma maior redução da procura, o que determinaria a falência de muitas empresas e mais desemprego). No entanto, a sua proposta teve um grande "eco" em todos os grandes órgãos de comunicação social portuguesa e já foi aproveitada por grandes empresas para anunciar o congelamento, em 2009, das remunerações dos trabalhadores ou, pelo menos, para uma parte deles. Enquanto foi presidente do Montepio durante quatro anos, o dr. Silva Lopes congelou uma parcela das remunerações dos trabalhadores do Montepio, não a actualizando nem de acordo com a inflação, o que provocou uma baixa contínua no poder de compra destes trabalhadores. E tal medida continua a fazer carreira no Montepio. Que cada leitor tire as suas próprias conclusões
12/Março/2009
[*]
Economista,
edr@mail.telepac.pt
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
Subscrever:
Mensagens (Atom)



