sábado, 12 de março de 2011
O protesto “Geração à Rasca” é noticiado no Financial Times com uma entrevista a uma jovem portuguesa e tomando como inspiração, pelo menos parcialmente, as revoltas populares no Norte de África.
“Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais”, escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa.
“O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho”, diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico.
O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Árica.
A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto.
O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público.
“As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos”, diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto.
A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
@Lusa
Reportagem: "Senhor Presidente dissolva o Parlamento"
Manifestantes preenchem a Praça da Batalha por completo. É difícil conseguir mexer-se.
17h28 - O núcleo duro de manifestantes mantém-se ao fundo da Avenida a ouvir testemunhos de precariedade ao microfone. A multidão vai diminuindo, resistem no ar algumas bandeiras, incluindo uma... da Líbia. Daqui a algumas semanas os Aliados voltam a encher para festejar o campeonato de futebol e o São João.
17h20 - Nos aliados a ilusão é grande em transformar este dia numa data histórica para o país. Um grupo de jovens avança por entre a multidão com cartazes onde se lê: "Depois do 25 de Abril de 1974, o 12 de Março de
17h16 - Um manifestante do Porto sobe a uma árvore para pendurar um cartão gigante em forma de placar desportivo. O resultado è uma goleada. "PEC - 4 vs. Povo - 0"
17h11 - À medida que a concentração final nos Aliados se aproxima do fim, a Avenida assemelha-se cada vez mais a um estádio de futebol. Já se cantou até o hino nacional e houve pulos conjuntos ao som da frase: "E quem não salta é do Governo".
17h07 - Uma agência bancária do Banco Espírito Santo, situada na Avenida dos Aliados, foi vandalizada pelos manifestantes. Em cima do letreiro de cor verde está escrito "ladrões" em letras grandes e azuis.
17h04- Ironicamente em frente a uma agencia bancária do BES, um dos organizadores do protesto no Porto fala sobre os problemas com a atribuição das bolsas universitárias: "Endividamo-nos porque não nos pagam as bolsas e no final do curso não temos emprego".
16h58 – Não é só a classe política a "roubar" os portugueses, na voz dos manifestantes que chamam agora "gatunos" aos políticos. Os carteiristas do Porto, também à rasca, não faltaram à chamada. O sistema de som instalado a meio da Avenida dos aliados, anuncia que a carteira da Ana Cunha Sousa Santos já foi recuperada pela polícia.
16h54 - A manifestação das várias gerações à rasca, teve origem nas redes sociais e concretiza-se também no plano tecnológico. Miúdos e graúdos captam fotografias e vídeos. Mais logo estarão disponíveis no twitter, facebook e youtube. Entre os cartazes são muitos os telemóveis e câmaras fotográficas acima das milhares de cabeças que se concentram agora na Avenida dos Aliados, bem no centro do Porto.
16h48 - Se uns precários se manifestam nas ruas do Porto, outros mostram o seu espírito empreendedor. Juan, natural da Galiza e vestido de Palhaço, está no meio dos manifestantes a vender flores feitas com balões. É a economia paralela a funcionar, aquela que o Governo quer controlar de forma mais apertada, segundo o programa de estabilidade e crescimento ontem anunciado.
16h35 - No local do início do protesto portuense restam apenas alguns grupos de idosos, que ainda ontem ficaram a saber que poderão esperar mais um ano de pensões mínimas congeladas. Um deles segura numa mão a bengala e na outra uma folha onde se lê telegraficamente: "Justiça, velhice enrascada". A seu lado, duas pensionistas "enrascadas" também pela crise do euro discutem o valor da reforma em contos de reis.
16h30 - Uma hora e meia depois do início da concentração, a Praça da Batalha, no porto, está prestes a reabrir ao trânsito. A multidão segue rumo aos aliados. Dois motociclistas encerram o cortejo com monstruosas mascaras de Carnaval na cara. Na mão uma folha branca tem escritos a cores varias: "o momento mete medo ao susto".
16h23 - Duas bonecas insufláveis simbolizando prostitutas provocam primeiro o riso e depois assobios contra a equipa governativa. A mensagem é dura: "senhor primeiro-ministro, por trás?! Chega os clientes!"
16h19 - "Ninguém daqui votou na Merkel", lembra um cartaz amarelo à entrada da rua de Santa Catarina, um dia depois do Governo ter apresentado o quarto pacote de austeridade no espaço de um ano. Medidas já elogiadas...pela chanceler alemã.
16h16 - O desfile na cidade invicta não tem fronteiras para a reivindicação. Empunhando um megafone, um grupo reclama...a regionalização. A moção de estratégia que Sócrates levará ao Congresso prevê a retirada da revisão administrativa do país da agenda política dos próximos tempos.
16h13 - Um jovem pai traz a filha ao ombro com um cartaz irónico na mão: "Futura precária".
16h12 - No Porto reclama-se a quedo do Governo. O apelo de Cavaco Silva na tomada de posse é lembrado no protesto do Porto para pedir acção política em Belém. "Senhor Presidente, em nome dos pobres, dos jovens, dos idosos e da nação, dissolva o Parlamento!", lê-se num cartaz.
16h09 - Uma enorme massa humana começa a descer rumo à rua de Santa Catarina. Há crianças, adolescentes, jovens na casa dos trinta, quarentões e reformados. As boinas que escondem a calvície misturam-se com as rastas dos jovens. No horizonte há cartazes com reivindicações várias. Contra o desemprego, os baixos salários, a precariedade, o valor das bolsas de estudo e...o capitalismo.
16h02 - No Porto cheira a cravo e a jasmim: milhares de pessoas convocados pelo Facebook preenchem por completo a Praça da Batalha gritando slogans de Abril: “O povo unido jamais será vencido.”
15h54 - Na Praça da Batalha, no Porto, a manifestação também já arrancou. Ninguém se mexe, tal é o número de pessoas presente.
"Geração à rasca" leva 300 mil manifestantes à Avenida da Liberdade
NAÇÃO Á RASCA
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Geração à rasca" leva 300 mil manifestantes à Avenida da Liberdade
12 Março 2011 | 16:58
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
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Organização fala em 300 mil manifestantes em Lisboa, polícia aponta para 200 mil. Ainda será cedo para fazer balanços, mas quem está na rua diz não se lembrar de tanta gente junta na Avenida da Liberdade em muitos anos. "Sócrates aceita a demissão" ou "Senhor Presidente dissolva o Parlamento" são das ideias que mais geram consenso.
A Avedida da Liberdade esteve cheia de uma ponta à outra durante várias horas, como não é vulgar noutras manifestações. Aliás, ainda falta vários milhares de manifestantes chegarem aos Restauradores.
O número avançado pela polícia é equivalente ao número de professores que se manifestaram o ano passado, também na Avenida da Liberdade. Quem está no terreno diz que a "Geração à rasca" está a ter uma adesão muito superior.
No Porto, o encontro que juntou os manifestantes na Praça da Batalha, fez com que se tornasse, por momentos, e em algumas zonas, quase impossível movimentar-se, tal era o número de manifestantes.
Relatos apontam para 500 manifestantes em Coimbra e 150
"Senhor
Reportagem: "Se eles não trabalharem não tenho quem pague a minha reforma"
Reportagem: "O meu país mandou-me embora, mas não vou sem protestar"
Geração à rasca já começou a manifestar-se. Começam a ouvir-se os primeiros protestos.
Financial Times noticia "Geração à Rasca" num país que enfrenta a segunda recessão em três anos
Reportagem: "E um contrato, pá?"
Sócrates não apresentou previamente medidas a Cavaco Silva por se tratar de "assunto de governação"
Trichet: Credibilidade do Governo português sai reforçada
Passos Coelho: "Governo não contará com o nosso apoio"
Economistas defendem que Portugal tem de pedir 80 mil milhões de euros ao fundo de resgate
Governo espera apoio inequívoco dos líderes do euro
Sócrates e seu grupo de arruaceiros,bandidos e sem vergonha: - RUA!!!
Quadro Político da Assembleia da República : - RUA!!!
"Boys" que se acumularam a sorver a República e a Democracia durante as últimas 3 decadas: - RUA !!!
Regras da comunidade Reportar abusivo
Responder
Agradecimento
moncarapacho (seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 17:18
Neste momento Sócrates e sus muchachos estão agradecidos à geração rasca, pela sua manifestação. Com a cobertura mediática, digna de visita papal, está a passar despercebida a tragédia resultante do PAC 2012. Congelar pensões de 300 euros por 3 anos é enviar para os caixotes do lixo dos supermercados (à procura de comida) mais uns milhares de velhotes (alguns começaram a trabalhar aos 11 anos). Para completar o ramalhete,só vai ao médico quer tiver dinheiro, medicamentos idem, arroz, massa,pão e frango de 6% para 23%, uma verdadeira operação de limpeza.
Tudo isto passou a segundo plano pela manifestação dos deolindos. Sócrates agradece.
O PROBLEMA NÃO É DO SUJEITO... O PROBLEMA É DOS PORTUGUESES QUE VOTARAM NUM SAPATLIHAS...!!!
O problema do sujeito
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Sócrates, que tantas vezes classifica as posições contrárias como "politiquice", acaba por reduzir o exercício da política a armadilhas, truques, manipulações, guinadas, alçapões no meio de compromissos, etc. Quase nada na sua prática é consistente. Está sempre suspensa, com uma ausência atroz de escrúpulos, a negação daquilo mesmo que ele assevera.














