domingo, 7 de fevereiro de 2010

MEDINA CARREIRA

MEDINA CARREIRA QUER DONA DE CASA NAS FINANÇAS

De: CIDADÂOdeCARDIGOS
Data: 02/07/10 00:14:13
Para: Undisclosed-Recipient:,
Assunto: SERMÃO DE DOMINGO




SERMÃO DE DOMINGO

"N O P A R A Í Z O da T R A N S G R E S S Ã O"
(Transcrição de um artigo da veneranda Luft Lya, publicado na Revista VEJA brasileira)
De: JVerdasca


ESPERO QUE NA HORA DE FECHAR A PORTA HAJA UM HOMEM HONRADO, PARA QUE SE APAGUE A LUZ DE VERDADE, NÃO COM GRANDES PALAVRAS E RELES MENTIRAS"

Nobres leitoras(es),
"data vênia", hoje passo-vos um escrito de actualidade pungente, onde a ilustre autora se debruça sobre a realidade de nossos dias com sadia objectividade, com superior bom-senso, com elevado sentido de MORAL, abordando com irretocável LÓGICA os mais sérios e graves problemas que a nossa sociedade tem e terá que enfrentar.

"VIVEMOS FEITO BANDOS DE RATOS AFLITOS, RECORRENDO À DROGA, À BEBIDA, AO DELÍRIO, À ALIENAÇÃO E À INDIFERENÇA, PARA AGUENTAR UMA REALIDADE CADA DIA MAIS CONFUSA"

"A GENTE SE ACOSTUMA A CRITICAR OS JÓVENS POR ELES SEREM POUCO EDUCADOS, OS HOMENS POR SEREM ARROGANTES, AS MULHERES POR SEREM CHATAS, OS GOVERNOS POR SEREM OMISSOS OU INCOMPETENTES - QUANDO NÃO MAL INTENCIONADOS - . POLÍTICOS SENDO ACUSADOS DE CORRUPÇÃO É TÃO TRIVIAL QUE AS EXCEPÇÕES SE VÃO TORNANDO ÍCONES, RALAS ESPERANÇAS. ONDE ESTÃO OS HOMENS HONRADOS, OS CIDADÃOS ILUSTRES E RESPEITADOS, QUE BUSCAM O BEM DA PÁTRIA E DO POVO, INDEPENDENTEMENTE DE CARGOS, PODER E VANTAGENS ???????????

"Transgredir no mau sentido é natural entre nós. Ladrões e assassinos - mesmo estupradores - recebem penas ridículas ou aguardam o julgamento em liberdade; se condenados, conseguem indultos absurdos, ou saem em ocasiões como o Natal, e boa parte deles - naturalmente - não volta. Crianças continuarão a ser estupradas, inocentes mortos, velhinhos roubados, mulheres trancadas em suas casas, porque a JUSTIÇA é cega, porque as leis são insensatas, e, quando prestam, raramente se cumprem. Nesta nossa terra, muitos cidadãos (?) destacados, líderes, são conhecidos como canalhas e desonestos, mas - ainda que réus confessos ou comprovados - INEVITAVELMENTE SE SAFAM !!!!!!!!. Continual recebendo polpudos dinheiros. Depois de algum tempo na sombra, feitos eminências pardas, voltam a ocupar importantes cargos, de onde nos comandam. Assassinos ao volante nem são presos, Se presos, são soltos para o famoso "aguardar julgamento em liberdade".

".........................Governantes - os (poucos) bons e esforçados, viram objecto de ódio de adversários, cujo interesse não é o bem da comunidade, estado ou país, MAS O INSULTO, O DESRESPEITO, A VIOLÊNCIA MORAL DO PIOR NÍVEL. aLIÁS - NESSES CASOS - O NÍVEL NÃO IMPORTA, O QUE IMPORTA É DESTRUIR !!!!!

"EIS O PARAÍZO DOS TRANSGRESSORES: a lei é a da selva; a HONRADEZ foi para o BREJO; a DECÊNCIA TEM QUE SER PROCURADA COMO FEZ HÁ MILÉNIOS UM FILÓSOFO GREGO: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro, DECLAROU - P R O C U R O U M H O M E M HO N E S T O !!!!!!!!!!! O QUE DEVEMOS DIZER NÓS ???

"TEMOS POUCA LIDERANÇA P O S I T I V A, RARÍSSIMO ABRIGO E NORTE, REFERÊNCIAS PÍFIAS, POBRE CONFORTO E ESTÍMULO ZERO, QUASE NENHUMA ORIENTAÇÃO. A juventude é quem mais sofre, pois não sabe em que direção olhar, em que empreitadas empregar a sua força, a sua ESPERANÇA, EM QUEM ACREDITAR NESTE TUMULTO DE IDEIAS DESENCONTRADAS.

"VIVEMOS FEITOS BANDOS DE RATOS AFLITOS, RECORRENDO À DROGA, À BEBIDA, AO DELÍRIO, À ALIENAÇÃO E À INDEFERENÇA, PARA AGUENTAR U7MA REALIDADE CADA DIA MAIS CONFUSA: DE UM LADO, OS SENSATOS RECOMENDANDO PRUDÊNCIA E CAUTELA; DE OUTRO, OS I R R E S P O N S Á V E I S GARANTINDO QUE NÃO HÁ NADA DE MAIS COM A G I G A N T E S C A CRISE ACTUAL, QUE N Ã O TEM R A Í Z E S F I N A N C E I R A S M A S M O R A I S !!! : a ganância, a mentira, a R O U B A L H E I R A, a omissão e a F A L T A DE V E R G O N H A

"E A TUDO ISTO - ABAFANDO A NOSSA INDIGNAÇÃO - PRESTAMOS A H O M E N A G E M DO N O S S O D E S I N T E R E S S E E FAZEMOS A C O N T I N Ê N C I A DA NOSSA RESIGNAÇÃO.

"MEUS PÊSAMES, SENHORES. ESPERO QUE NA HORA DE FECHAR A PORTA HAJA UM HOMEM HONRADO, PARA QUE SE APAGUE A LUZ DE VERDADE, N Ã O C O M G R A N D E S P A L A V R A S E R E L E S M E N T I R A S ". !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Raras vezes nos deparamos com textos deste nível, semelhantes ao hoje postado no PORTUGALCLUB escrito pelo grande articulista SARAIVA; crônicas objetivos e entrevistas realistas, essas vão ficando mais raras em Portugal, desde que foram ou estão sendo silenciados os e as autoras mais ousadas e independentes, e os média ou mídia mais influentes. POR ESTE ANDAR, QUALQUER DIA TAIS ASSUNTOS S E R Ã O M E S M O AS I N S I G N I F I C Â N C I A S de que nos fala o Crítico Oficial do PORTUGALCLUB.

BOM FIM DE SEMANA. Cordialmente, JVerdasca

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

01 Fevereiro, 2010

Solidariedade com Mário Crespo, porque os sócratinos não perdoam



Artigo do Mário Crespo que foi censurado pelo JN não tendo sido por isso publicado como de costume na edição de hoje.

O Fim da Linha

Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. 

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). 

Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. 

Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.

É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. 

Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. 


Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.

O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.


Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010
Texto de Mário Crespo CENSURADO pelo «JN»

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”).


Fui descrito como “um profissional impreparado”.


Que injustiça.


Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.


Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo.


É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.


É banal um jornalista cair no desagrado do poder.


Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado.


Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar.


Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade.


Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta.


Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência.


Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.


Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado.


Que perigosa palhaçada.


Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.


Publicada por Camilo em 11:25 PM 0 comentários Hiperligações para esta mensagem

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

O peso da mentira

"A mentira tem perna curta. Na terça-feira, pouco antes da meia-noite, a velha asserção popular voltou a provar ser correcta. A proposta de Orçamento do Estado pôs a nu aquilo que já se sabia: que o Governo e o PS, sob a liderança de José Sócrates, andaram a esconder aos portugueses a real situação do País.


A campanha eleitoral de Setembro foi um desfile de fingimento e manipulação. Aquilo que era apontado como um défice que não ultrapassaria os 5 por cento subitamente transformou-se em 9,3. Quase o dobro. Em apenas cinco meses, a verdade acabou por chegar. A crua dimensão do problema aí está, na frieza dos números. Por entre promessas e venda de ilusões, Sócrates acabou, em 2009, por conduzir Portugal ao maior défice da nossa democracia pós-1976.


No campo das receitas, o panorama é, no mínimo, dramático. A colecta do IVA, por exemplo, mantém-se teimosamente próxima das que o Estado arrecadou há dez anos em termos reais. O que se conseguiu cobrar adicionalmente entre 2000 e agora, em grande parte devido às duas subidas da taxa de tributação (de 18 para 20 por cento com Ferreira Leite e de 20 para 22 com Teixeira dos Santos), foi comido pela inflação média do mesmo período. A estagnação na angariação do IVA corresponde a um sinal claro e indesmentível do sério abrandamento da economia, que não fica igualmente imune à enorme dívida pública, que saltou, nestes dez anos, para o dobro.


Todos devem preparar-se para o pior, a começar pelos funcionários públicos. O congelamento dos salários não surpreende, bem como o conjunto de medidas restritivas visando diminuir as despesas do Estado, condenado que está a uma implacável cura de emagrecimento. Como atitude preventiva, será bom os portugueses mentalizarem-se de que precisam de estar mais atentos às palavras que sobre eles são despejadas, sobretudo em períodos eleitorais. Gente há que está no Poder pelo Poder, com projectos de natureza pessoal e que faz questão de ignorar o que significa ser ministro, bem como a principal obrigação subjacente à função: servir.


Esta proposta de Orçamento pôs a descoberto a forma inquinada e manipulatória como a situação económica e financeira do País foi exposta e o leque de falsidades que envolveu a comunicação dos números. A verdade acabou por vir à superfície, não resistindo à transparência que a democracia exige, mesmo numa sociedade como a nossa em que o jornalismo tão fustigado tem sido, através de tentativas de controlo e silenciamento. A passividade perante quem teve a ousadia de pensar que passaria incólume neste caso, tal como o criminoso que julga que os seus actos ficarão impunes apesar das evidências, corresponde a um acto de cumplicidade. É bom, portanto, que o País acorde."


José Eduardo Moniz
posted by Dr. Assur at 08:40 0 c

VOLTA SALAZAR


VOLTA SALAZAR

Parece que os tipos dos carroceis andaram por Lisboa a buzinar com uns dizeres à altura nos camiões. Um exibia um pano onde se podia ler "Salazar volta que estás perdoado". Há para aí uns anitos que está, de certeza.