segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

ESTE ESTADO TEM DE MUDAR

Ao longo das anos, o Português enganado, vigarizado, abusado, burlado, atraiçoado e roubado por uma oligarquia política que se faz passar por democrática, ficou totalmente despojado e solitário, num país transformado na cloaca da Europa. Tal como um leão ferido e abandonado pelo seu bando, sem juba, traído pela corja em quem confiou. Um Leão Pelado. Este estado tem que mudar!

A OUTRA FACE DO 25 DE ABRIL

De: Sto António de Comba Dão

Data: 16-04-2010 19:26:43

Para: Undisclosed-Recipient:,

Assunto: A OUTRA FACE DO 25 DE ABRIL

A OUTRA FACE DO 25 DE ABRIL

Em 1941, Franklim Delano Roosevelt endereçou uma carta ao Kremlin (carta que o Le Figaro publicou em 7/2/51) onde, a dado passo, afirmava: «... quanto à África, será preciso dar à Espanha e a Portugal compensações pela renúncia dos seus territórios ultramarinos, para um melhor equilíbrio mundial.
Os Estados Unidos instalar‑se‑ão aí por direito de conquista e reclamarão inevitavelmente alguns pontos vitais para a zona de tutela americana. Será mais do que justo. Queira transmitir a Estaline, meu caro senhor Zabrusky, que, para o bem geral e para o aniquilamento de Reich, lhe cederemos as colónia africanas se ele refrear a sua propaganda na América e cessar a interferência nos meios liberais.»
Porquê Portugal e as suas províncias ultramarinas? Terá sido apenas mais um Yalta?
Para a compreensão destas questões, transcrevemos uma passagem muito interessante de
Washington Observer de 15/1/75: «A verdadeira razão da rápida mudança da situação na África Austral reside no plano Rockfeller, Rotschild e Oppenheimer, que prevê a criação de um super‑governo económico na parte sul de continente africano. Este plano implica a integração em um todo económico de Angola, Zaire, Zâmbia, Zimbawe, Sudoeste Africano, Moçambique e República da África do Sul. Este plano vai permitir que a Gulf Oil Corporation (propriedade dos Rockfeller) explore em exclusivo o petróleo de Cabinda, com igual .proveito da URSS, de Cuba e de Angola. Foi esta associação, aparentemente sui generis, que, em 1973, tomou a decisão de mudar o curso dos acontecimentos em Portugal e suas colónias «para um melhor equilíbrio mundial».
Em princípios de 1973, realizou‑se em Paris uma conferência convocada pelo PCP, na qual todos ou prementes da esquerda portuguesa se comprometeram a levar a cabo uma sublevação em Portugal, o mais tardar até 1975. Estavam presentes a PCP, a Acção Socialista Portuguesa e cerca de uma dezena de militares, católicos progressistas e representantes da Maçonaria. Esteve igualmente presente uma delegação de PCUS, com instruções e poderes para assumir compromissos financeiras.
«Nesta conferência ficou acordado o reforço das infiltrações marxistas nas forças armadas portuguesas e elaborado um plano para a intensificação do terrorismo nas províncias ultramarinas. O sucesso da revolução implicaria a instalação na metrópole de um regime democrático a caminho do socialismos e poria termo à guerra colonial.» — Faits et Idées, de Agosto de 1976.
«A independência da Guiné, de Angola e de Moçambique seria concedida aos movimentos terroristas de obediência comunista, sem condições políticas ou económicas nem indemnizações. Ou colonos deveriam ser repatriados a expensas de Portugal.» —
Liquidação do Ultramar, Jornal Português de Economia e Finanças, 1980.
O n.º 2 de Agosto de 1976 de Newsletter de Boston, numa reportagem de John C. Wahnon, refere a celebração em Paris de um acorde entre «... os secretários‑gerais do PCP e de PS, juntamente com membros de outro partidos, para estudar a possibilidade de canalizarem o descontentamento então evidente em certos sectores das forças armadas portuguesas, no sentido de estruturar um movimente capaz de derrubar o governo português. O PS tomou o comando da subversão enquanto que o PCP financiou ao operação. Moscovo, a fonte desses fundos, só impôs uma condição: a independência imediata de todas ao colónias portuguesas e a transferência imediata das respectivas soberanias, sem eleições para os movimentos pré‑russos.»
O acordo final respeitante «condições impostas pela União Soviética foi amainado por cinco comunistas e quatro socialistas e constava de duas cláusulas:
1.ª - Entrega de dinheiro. A URSS contribuiria inicialmente com 2 milhões de dólares para financiar a organização do golpe de Estado que derrubaria o governo português.
2.ª - Compromisso. O PCP e o PS comprometiam‑se a dar a independência, imediata às colónias, representadas na reunião respectivamente pelo PAIGC, MPLA e Frelimo.
Em Setembro desse mesmo ano, o PCP e o PS subscreveram um comunicado em que afirmavam ser objectivo das forças democráticas portuguesas pôr termo à guerra colonial, propondo imediatamente negociações com vista à independência dos povos de Angola, Guiné e Moçambique.
Entretanto em Julho tinha‑se formado o Movimento dos Capitães que logo nesse Outono abandonou as suas reivindicações iniciais para lhe dar um cariz nitidamente político. Este segunda programa foi redigido por Melo Antunes e revisto e aprovado por uma comissão composta por Vasco Gonçalves, Franco Charais, Costa Brás e Vítor Alves.
Em 15 de Abril de 1974, D. António Ferreira, Geres encontrou‑se em Roma com o cardeal Villot e regressa a Lisboa com a garantia de que a solução spinolista é bem vista por Sua Santidade o Papa Paulo VI (o judeu oculto Montini).
Nesse mesmo dia, em Madrid, Spínola recebe de Arias Navarro, chefe do governo espanhol, a promessa de neutralidade.
No que respeita à NATO, Thorsten Anderssen, director da Lisnave, é o intermediário nas negociações com Joseph Luns.
Nos dias 19, 20 e 21, reuniram‑se no hotel Mont d`Arbois numerosos membros da Trilateral e de Club de Bildberger para reflectir sobre a revolução que se preparava para Portugal. O hotel pertence ao barão de Rotschild e situa‑se em Mégeve, França. Num anexo de mesmo hotel reuniram‑se na mesma altura e com a mesma agenda representantes da RFA, EUA, NATO, Itália e revoltosos portugueses. Reunião idêntica decorreu no castelo de Gyminich, perto de Bona, e reuniu os ministros dos Negócios Estrangeiros da CEE.
No dia 22, um grupo de 15 «turistas» portugueses chegaram a Badajoz e foram conduzidos em viaturas oficiais espanholas ao aeroporto internacional de Barajas, Madrid. Cada um deles era portador de uma carta lacrada de Spínola, e nos aeroportos de Paris, Bruxelas, Roma, Haia, Berna, Londres, Cidade do Cabo, Luanda, Lourenço Marques, Bissau, Brasília, Dacar e Nova Iorque, são recebidos por «representantes de diversas sociedades internacionais». As cartas destinam‑se aos Ministros dos Negócios Estrangeiros ou no caso das colónias aos representantes do governo de Lisboa, mas com ordem de apenas seres entregues no dia 25 de Abril.
No dia 23, Spínola tem à sua disposição um sistema permanente de comunicação com todos os seus mensageiros, por intermédio de uma embaixada europeia e com o apoio de um iate especial, de seu nome Apolo, posto à sua disposição e fundeado no Tejo.
Nesse mesmo dia, unidades da NATO entram em Lisboa, a pretexto de manobras integradas nas operações Dawn Patrol 74.
Quanto à situação político‑militar nas colónias pós‑25 de Abril, Kissinger e Gromyko assinam um acordo secreto estabelecendo a neutralidade dos Estados Unidos face à presença cubana e de material cubano em Angola, a troco da neutralidade soviética em Portugal. Tal acordo permite à Gulf Oil prosseguir a exploração petrolífera em Cabinda, com benefício para a URSS, Cuba, MPLA e para a própria Gulf Oil.

Sobre a situação militar nas províncias ultramarinas antes da Revolução dos Cravos, remetemos tal esclarecimento para o general Silvino Silvério Marques, que no seu livro África ‑ Vitó­ria Traída, afirma apenas o seguinte:«Em Angola, a guerra estava a caminho de ser, prática e definitivamente, ganha económica, sócio‑politica e militarmente. A subversão ti­nha igualmente os dias contados em Moçambique. Na Guiné, a situação modificar‑se‑ia. Iss­o seria a sucesso da política ultramarina portuguesa.»

A revolução do 25 de Abril não foi uma revolta de povo contra a ditadura nem contra uma guerra colonial perdida. Foi sim mais uma vitória da fria estratégia dos mundialis­tas, que teve o seu epílogo numa madrugada de Abril mas que começara muito antes, com a primavera da marcelice e a consequente assalto ao poder da incontável caterva de pu­lhas, bandidos e com alguns inocentes úteis à mistura.

Franco Vale

sábado, 17 de abril de 2010

SANGUE NOVO PARA A EDP

Sexta-feira, Abril 16, 2010
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS .

SILVA LOPES, 77 ANOS,
NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou.

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de varias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVAVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha politica do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do centrão.

Entretanto o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num pais com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para niveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nivel da subsistência.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário ocongelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional (Ver imagem abaixo), por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar, (desde que não congelem o dele, claro).

Quanto a FERNANDO GOMES, mais um comissário político do PS, recebeu em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o " comissário PS " for para a reforma. Claro que isto não vai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-politicos que perante a crise " assobia para o ar ", sempre com os bolsos cheios com os milhões de euros que vão recebendo anualmente.

Estes senhores não têm vergonha na cara?
Reenvia aos teus contactos, divulguemos mais esta afronta...

EM vez de estar a gozar as reformas em casa, estas não lhe chegam?!

Ainda está a roubar emprego aos jovens deste pais, que saem das universidades e não têm onde trabalhar, porque estes socialistas até rapam o tacho;RAPAM o que resta deste povo.
Andam a roubar-nos
Victor Graça

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Etiquetas: cleptocracia, corrupção, Negócios, Socialismo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

SOCRATES PARA LOUÇÃ MANSO É A TUA TIA

Á MARTELADA

SOCRATES SABIA NEGOCIO FIGO

PORTUGAL NA BANCARROTA

Ex-economista chefe FMI (act.3)

"Portugal corre risco de falência económica"

Pedro Latoeiro
15/04/10 16:25

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"Os políticos portugueses nada podem fazer senão esperar que a situação vá piorando", escreve Simon Johnson.

Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, considera que Portugal, tal como a Grécia, "corre risco de falência económica" e é hoje um país mais arriscado que a Argentina de 2001.

Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, considera que Portugal, tal como a Grécia, "corre risco de falência económica" e é hoje um país mais arriscado que a Argentina falida de 2001.

"O próximo no radar é Portugal. Este país só não está no centro das atenções porque a Grécia caiu numa espiral descendente. Mas estão ambos perto de falência económica e parecem hoje bem mais arriscados do que a Argentina quando entrou em incumprimento, em 2001", lê-se num artigo assinado em conjunto por Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, e Peter Boone, do ‘Center for Economic Performance' do London School of Economics.

Para estes dois especialistas "nem os líderes da Grécia nem os de Portugal estão preparados para impor as políticas necessárias" e, no caso português, "não se está sequer a discutir cortes sérios".

Certos de que as políticas projectadas são insuficientes, Simon Johnson e Peter Boone antecipam que "Portugal e Grécia vão ter níveis de desemprego elevadíssimos nos próximos anos" e afirmam que "Portugal está esperançado que poderá sair desta situação pelo crescimento, mas isso só poderia acontecer com um extraordinário boom económico".

"Tenhamos dó dos políticos portugueses mais ponderados quando dizem que a probidade orçamental exige apertar o cinto mais cedo (...) Os políticos portugueses nada podem fazer senão esperar que a situação vá piorando para depois pedirem ajuda externa", declaram.

Porque falhou Portugal

Tal como a Grécia, Portugal entrou numa espiral de dívida insustentável, defendem os autores.

"Portugal gastou demasiado durante os últimos anos, com a dívida pública a atingir os 78% do PIB em 2009 (comparando com 114% na Grécia e os 62% da Argentina, quando entrou em incumprimento). Esta dívida tem sido financiada sobretudo por investimento estrangeiro e, tal como a Grécia, em vez de pagar os juros desses títulos, Portugal optou por, ano após ano, refinanciar a sua dívida", sustentam.

"Em 2012, o rácio dívida pública/PIB português deverá atingir 108% se o país atingir as suas metas de corte do défice. Chegar-se-á no entanto a um ponto em que os mercados financeiros vão simplesmente recusar-se a financiar este esquema Ponzi", concluem.

Depois de descreverem a situação portuguesa, Johnson e Boone acusam as agências de ‘rating' de terem medo de "tocar em Portugal".

"Hoje, e apesar dos perigos evidentes e dos elevados níveis de dívida, as três grandes agências de ‘rating' estão certamente assustadas em dar o passo de declarar a dívida grega como ‘junk'. Têm também um receio parecido em tocar em Portugal", lê-se no texto.


Comentários

jorge, | 15/04/10 16:34
E quando cai?

, | 15/04/10 16:39
Deve ser por isso que é "ex-economista chefe"

Tó Zé, | 15/04/10 16:44
Conclusão: Portugal está na mesma situação que todo o mundo.

Anvi, | 15/04/10 17:04
Todos os iluminados só não conseguiram prever o que estava a acontecer dentro da sua casa. No entanto, temos de reconhecer que há um esforço enorme em lhes dar razão. E para que tal aconteça, venham daí aeroportos, TGV, auto-estradas, etc,. Quem vai pagar? Logo se verá.

CEO, | 15/04/10 17:04
Uma analise muito forte e muito negativa que provavelmente se vai verificar num futuro próximo. Só acho estranho como ninguém discute estas questões, que comprometem o nosso futuro, de uma forma seria. Parece que existe um interesse em manter a população na ignorância.

Fernanda, Leiria | 15/04/10 17:05
Ó Sr Simon o Sr está equivocado, nós fomos o ultimo país a entrar na crise e ( segundo o nosso ministro não sei de QUÊ ) também fomos os primeiros a sair da crise. Por isso qual é a crise????

Carlos, Lisboa | 15/04/10 17:11
Então Sr. Ministro das Finanças? Continua a achar que não são necessárias medidas de redução da despesa pública? Siga o exemplo irlandês e reduza os salários dos políticos, reduza o nº de deputados, reduza o nº de ministérios, assessores, direcções gerais, fundações e as que mais existem!

Patriota, Lisboa | 15/04/10 17:12
Quem é este Senhor? O que sabe ele realmente da nossa economia? Pq é que não fala de Espanha, que no meu entender está bem mais perto do abismo do que Portugal? É verdade que o nosso PEC é comedido, pouco ambicioso e mal direccionado em termos de medidas a adoptar face ao estado das finanças actuais. No entanto Portugal está claramente longe da falência… Dar ouvidos a este Senhor é simplesmente vermos a nossa bolsa mais um dia em contra-ciclo face às restantes praças da Europa.

LORD, porto | 15/04/10 17:13
INDEPENDENTEMENTE DAS FAMILIAS POLITICAS, PORTUGAL TEM DE TER POLITICAS PRÓ-ACTIVAS EM VEZ DAS REATIVAS DE QUE ANDAMOS A TER DESDE A DÉCADA DE 90. NÃO FIZEMOS AS REFORMAS QUANDO DEVERIAMOS E AGORA ESTAMOS A SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS. SE O PR NÃO TEVE A CAPACIDADE DE AS FAZER NO SEU TEMPO, QUE HAJA AGORA A CORAGEM POLITICA DE PUXAR DOS GALÕES E DE UMA VEZ POR TODAS COLOCAR-MOS ESTE PAÍS NO RUMO CERTO!

Alberto Cardoso, Porto | 15/04/10 17:14
Quem paga a este artista para vir agitar as águas? É lamentável ainda darem ouvidos a esta cambada. Que por sinal foram a causa ou contribuiram para a grave crise mundial que ainda se vive. É preciso uma grande lata!

Américo, V.N. Famalicão | 15/04/10 17:15
Se os Gestores de Empresas podem ser culpados das falências das mesmas e até pagarem dívidas das mesmas, o qe acontece a ESSES HOMENS QUE (des) GOVERNAM ESTE PAÍS E O LEVAM Á FALÊNCIA. JULGO ENTÃO QUE DEVERIAM SERE IMEDIATAMENTE PRESOS A TRABALHOS FORÇADOS DURANTE O PERÍODO QUE FOSSE NECESSÁRIO PARA A RECUPERAÇÃO ECONOMICA DO NOSSO PAÍS

Luis, Lisboa | 15/04/10 17:15
Pois é os gatunos autorizados são muitos.

É complicado...




Nuno Maia, | 15/04/10 17:16
Juro que assim que acabar o curso vou tentar trabalhar no estrangeiro. Vou-me embora deste país enquanto há tempo.

Philip, | 15/04/10 17:17
É bem possível. Mas se tivermos em conta aquilo que o FMI fez na década de 90, nomeadamente na América Central e do Sul, os modelos económicos alternativos que são propostos pelo FMI são uma anedota

quarta-feira, 14 de abril de 2010

RECORDANDO

SANEAMENTOS PÓS 25.4

De: Sto António de Comba Dão
Data: 04/14/10 13:35:16
Para: Undisclosed-Recipient:,
Assunto: 24 de Abril.




Um País cada vez mais pobre!!!

o 25 de Abril foi, para todos nós, o começo de um naufragar colectivo.

Portugal está a tornar-se um país decrépito, pobre, falhado, cada vez mais, mais analfabetizado, mais desvalorizado, um país do 4º. mundo!

A situação que se observa, e a que os novos governantes nos conduziram, deram este resultado: um país de mentira, fortemente endividado, sem agricultura, sem indústria, sem as grandes bases de apoio, que eram o suporte de toda uma sociedade, que era a de 24 de Abril.
A revolução que deu origem ao nosso naufrágio colectivo, não teve por fim o bem-estar do povo, teve, sim, por fim, o fim de uma guerra, que os novos governantes e militares não tinham capacidade nem inteligência para resolver, sem dar como resultado a uma tragédia, em tudo semelhante ao Holocausto!
Partiam, antigamente, barcos e barcos de tropas, para defenderem o que Salazar dizia ser "uma província, do Minho a Timor", mas que outros decidiram abandonar, com a vergonha de nem nada terem feito para repatriarem os corpos de uns bons milhares de combatentes, que ficaram abandonados, por terras de além-mar, e em sítios de fazer chorar o coração, muitos nem sequer se sabe muito bem onde repousam!
Ao Continente, chegaram, por isso, alguns milhões de Portugueses, que nós não soubemos aceitar muito bem, não soubemos respeitar, porque, na nossa ignorância, até determinada altura, não víamos que, eles próprios, também eram vítimas da mesma revolução, que,diziam, nos traria a liberdade e o bem-estar!
Nada disto corresponde à VERDADE, e, um dia, quando a HISTÓRIA for escrita, apartidàriamente, saberemos (ou talvez não), o nome dos traidores que nos conduziram a este belo cenário!
Muito se disse e fez... a que ponto chegámos? Chegámos ao ponto de sermos um país onde fechou a maior parte das indústrias que tínhamos, onde fechou a maior parte do comércio a que estávamos habituados (para dar origem à abertura das grandes superfícies, onde as pessoas compram tudo o que vêem e não vêem) ...enfim, ainda nos resta a AUTOEUROPA, mas duvido que por muito mais tempo!
A que ponto chegámos? Chegámos ao ponto em que mais de 1/5 dos jovens, em idade de trabalhar, está no desemprego (metade confessa já ter cometido um qualquer tipo de crime), onde as escolas estão completamente abandalhadas, o ensino é, cada vez mais, um ZERO, onde uma avaliação externa vai ditar o fim, a curto prazo, de 800 cursos superiores, entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos, para além de um deplorável grau de qualidade de ensino superior (onde é que pára o Gago?) que faz sorrir, de comiseração e tristeza, as instituições de ensino do resto da Europa!!!
A que ponto chegámos? Chegámos ao ponto de termos batido todos os recordes: défice, dívida pública, desemprego, má saude, péssimo ensino, descapitalização, (porque não nos dão os números certos... muitas vezes, fala-se em números que, apesar de absurdos, estão, completamente, fora do contexto, e, quando se arredondam, é sempre para cima, completamente arrepiantes)!
A que ponto chegámos? Ao ponto de já termos vendido os anéis, os dedos, insistirmos nas obras megalómanas, que não são precisas, neste momento, e que vão constituir um encargo brutal, do qual nunca mais nos veremos livres... estabelecermos parcerias, desta vez com Angola, para negócios entre as grandes empresas(o último caso conhecido é o de Isabel dos Santos,que vai deter 20% da GALP (foi por esta razão, e, certamente, por outras, que Savimbi teve de ser eliminado (falo neste aspecto, com algum à-vontade, porque não conheço nem um nem outro,mas o que me parece é que...para um singrar,o outro tinha de desaparecer)!
Estamos, talvez, um pouco longe,històricamente,para avaliarmos,em toda a sua dimensão,a mentira que foi o 25 de Abril... estamos num país que cede, muito fàcilmente, a interesses, para seu próprio interesse, não para bem do povo, um país favorável às cobiças capitalistas, em África, com a ideia de se instalar, aqui, o miserabilismo de uma qualquer república soviética!!!

Não há,efectivamente,o que comemorar... o 25 de Abril foi, para todos nós, o começo de um naufragar colectivo, porque, para quem o fez, foi uma coisa bem sucedida, mas à custa de milhões de vítimas, de uma instabilidade enorme, de uma pobreza crescente, e, sobretudo, de uma traição sem limites... no entanto, a HISTÓRIA se encarregará de julgar os traidores que se esconderam atrás de um cravo... no cano de uma espingarda!!!


Maria Celeste Amado-Miratejo