terça-feira, 20 de julho de 2010

LEI 2105 DE 1960

A Lei 2105 de 1960

(de António de Oliveira SALAZAR)

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.

Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e de A. Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros.

Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes.

E que dizia, em resumo, a Lei 2105?

Dizia simplesmente que quem quer que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública não podia ganhar mais do que um Ministro.

Claro que muitos empresários logo procuraram espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a Lei 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido pois a redacção do diploma permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros".

A publicação desta lei altamente moralizadora, que ocorreu no período do Estado Novo de Salazar, fará muito brevemente 50 anos.

Em 13 de Setembro de 1974, catorze anos depois da lei "fascista", e seguindo sempre as explicações do livro de Pedro Castro, o Governo de Vasco Gonçalves, militar recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105/60 e, pelo Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o Dec.-lei 446/74, pura e simplesmente reduziram os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do vencimento de um Ministro para uma vez e meia o vencimento de um Secretário de Estado. O Decreto- Lei 446/74 justificava a alteração nos referidos vencimentos pelo facto da redacção pouco precisa da Lei 2105/60 permitir "interpretações abusivas", o que possibilitava "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma".

[WINDOWS-1252?] Ao lermos hoje esta legislação, parece que se mudámos, não de país mas de planeta, pois tudo isto se passou no tempo do "fascismo" (Lei 2105/60) e do "comunismo" (Dec.-Lei 446/74). Agora, está tudo muito melhor, sobretudo para esses “reis da fartazana” que são os gestores estatais dos nossos dias: é que, mudando-se os tempos mudaram-se as vontades e, onde o sector do Estado pesava 17% do PIB, no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos.

Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420.000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365.000 mensais.

Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa.

Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100.000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200.000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250.000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu.

Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo.

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.

Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446/74 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar:

Basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105/60, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar.

Comparemos as três situações e tiremos as devidas conclusões !

AFINAL, QUEM SÃO OS FASCISTAS?







segunda-feira, 19 de julho de 2010

Domingo, Julho 18, 2010

Ministro aconselha: guarde comida na despensa e numa mochila de emergência

Campanha «Previna-se e Viva» arrancou esta terça-feira

O ministro da Agricultura apresentou esta terça-feira a campanha «Previna-se e Viva», que passa por recomendar à população que guarde alimentos na despensa e numa mochila de emergência para responderem a situações de crise.

Num supermercado de Lisboa, António Serrando admitiu que já anteriormente, em 2005, tentou fazer avançar este dossier, que é uma «resposta obrigatória» dos Estados-membros da Nato. As perspectivas de segurança das populações em situações inesperadas e de Defesa Nacional obrigam a uma «resposta concertada e coordenada».

«Estamos a fazer o contrário do que se faz: depois de portas arrombadas, trancas nas portas», resumiu ainda António Serrano, sublinhando que a segurança não é apenas responsabilidade do Estado, mas também de «cada cidadão e de cada família».

Ao Ministério da Agricultura cabe, por exemplo, usar estruturas disponíveis para armazenar cereais ou água. A cada português é apresentada a «despensa que não se dispensa» e a «mochila de emergência», através de um folheto disponibilizado nos supermercados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

A iniciativa foi coordenada na Comissão de Planeamento de Emergência de Agricultura, com um dos seus responsáveis, Pedro Castro Rego, a explicar que se trata de um «convite» para as pessoas guardarem reservas para uma ou duas semanas para sobreviverem de forma «sustentada, equilibrada» em situações inesperadas.

É ainda recomendada uma mochila para emergências, que deverá conter alimentos base e utensílios como guardanapos, fósforos, panelas pequenas, canivete multiusos e lanterna.

Outras informações podem ser encontradas neste site, como ementas para situações de emergência quando não há disponibilidade de água ou para cozinhar.

O Instituto Ricardo Jorge, no âmbito do seu Departamento de Nutrição e Saúde, colaborou no sentido de garantir ementas «equilibradas do ponto de vista nutricional», afirmou Pedro Castro Rego à Lusa.

Outra das entidades associadas é o Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência, que tem por função a tomada de medidas de prevenção e de pós acontecimento, que possibilitarão o restabelecimento da «ordem normal da vida», definiu o seu vice-presidente, general Mascarenhas.

Fonte: TVI24

AI....MOCIDADE

sexta-feira, 16 de julho de 2010

GANGUES ATERRORIZAM TRANSPORTES PUBLICOS

Diário de Notícias: Grupos aterrorizam pessoas nos autocarros para Algés

«Grupos aterrorizam pessoas nos autocarros para Algés

Jovens geram desacatos desde que saem de casa, no concelho da Amadora, espalhando o pânico nas carreiras rodoviárias, nos comboios e nas praias da Linha de Cascais.
Viajar nos autocarros da Carris e da Vimeca que servem o terminal rodoviário de Algés está a tornar- -se "cada vez mais perigoso, desde que começou o Verão", denunciam vários passageiros. Queixam-se de grupos de jovens que utilizam aquelas carreiras para chegar até Algés, onde depois apanham os comboios da Linha de Cascais para as praias da costa do Estoril. Relatam que esses grupos "entram e levam tudo à frente, não pagam bilhete, empurram as pessoas, insultam-nas e até as ameaçam". Há utentes que falam mesmo em roubos a passageiros.
"E não há nada a fazer", lamentam os passageiros e os próprios motoristas, referindo que a carreira 750 da Carris (Estação do Oriente/Algés) "é uma das mais problemáticas, porque passa por zonas complicadas como Alto da Damaia, Buraca, Bairro do Zambujal e Bairro da Boavista". Da empresa Vimeca, algumas das carreiras mais frequentadas por grupos indesejáveis têm os números 10, 12 e 162, servindo Monte Abraão, Bairro do Zambujal e Damaia.
Para perceber como funcionam as deslocações destes grupos para as praias da Linha de Cascais, a reportagem do DN apanhou o autocarro 750 no terminal da Gare do Oriente, em Lisboa, que levou quase uma hora e meia até Algés.
Deu para notar que alguns desses grupos, oriundos da Damaia e da Buraca, no concelho da Amadora, são os mesmos que têm gerado desacatos nos comboios e nas praias da Linha de Cascais. Em Algés, onde mudam do autocarro para o comboio - ou vice- -versa, ao final da tarde -, aproveitam para se ir abastecer ao supermercado Minipreço, mesmo defronte da estação da CP, furtando vários artigos.
A primeira parte da viagem decorreu de forma pacífica e normal até à zona de Benfica, onde o autocarro passou a ser "invadido" por grupos de jovens nas paragens seguintes, junto à estação de comboios de Benfica, no Alto da Damaia e Buraca.
Entram e avançam, sem comprar nem validar qualquer título de transporte. Outros entram pelas portas de trás, destinadas à saída de passageiros, empurrando-os e impedindo-os de sair. Desta forma, também evitam qualquer controlo de título de viagem.
O sossego acabou. O barulho é ensurdecedor, porque estes grupos não sabem falar a não ser aos gritos. Berram palavras num dialecto que só eles percebem, entremeadas com muitos palavrões.
Para aumentar ainda mais o barulho, alguns levam aparelhos de som e telemóveis a tocar música durante toda a viagem, que já parece um inferno interminável.
Os outros passageiros vão tentando afastar-se deles, mas é quase impossível fazê-lo, porque esses grupos encheram completamente o autocarro. Expressões mais incomodadas notam-se nas caras de utentes femininas, que parecem aterrorizadas por estarem entaladas e apertadas entre elementos daqueles grupos.
O calor e o cheiro intenso a transpiração vão-se tornando cada vez mais insuportáveis. O autocarro até tem ar condicionado, mas as pessoas teimam em abrir todas as janelas, fazendo sair o ar fresco e deixando entrar o bafo quente do exterior.
No final da viagem, já em Algés, os grupos de jovens saem do autocarro e dividem-se. Uns vão para o Minipreço e outros para a estação do comboio. Os outros passageiros e o próprio motorista respiram de alívio por terem chegado ao seu destino sem problemas de maior.
Mas nem sempre é assim. Utentes habituais desta carreira contam ao DN que "isto está muito mau e cada vez pior. Parece que eles são donos disto tudo. Empurram as pessoas, insultam e ameaçam. Às vezes armam brigas uns com os outros e vão de encontro aos outros passageiros".
As mesmas testemunhas referem já terem alertado os motoristas dos autocarros sobre estas situações de insegurança, mas "eles dizem que nada podem fazer, a não ser continuar a conduzir e a esperar que nada de grave aconteça até ao final da viagem".
O DN perguntou a um motorista porque não exigia bilhetes a esses grupos. "O problema é que eu sou só um e eles são muitos. O que é que eu posso fazer?", questionou.»

PRAIA DO TAMARIZ VIOLENCIA

PRAIA DO TAMARIZ VIOLENCIA

TAMARIZ CRIMINALIDADE

D.AFONSO HENRIQUES

quinta-feira, 15 de julho de 2010

DIVIDA PÚBLICA 2 MILHOES POR HORA

Contas: Governo e oposição discutem no Parlamento situação do País

Dívida pública cresce dois milhões por hora

A dívida pública de Portugal cresceu 7,5 mil milhões nos primeiros cinco meses de 2010, disparando para os 140,2 mil milhões de euros. O mesmo é dizer que desde as 12 badaladas que marcaram a entrada neste novo ano que a dívida do Estado cresce a um ritmo de dois milhões de euros por hora. Isto numa altura em que o País viu os juros para emitir dívida quase duplicar em poucos meses.

Por:Pedro H. Gonçalves

É com este cenário que José Sócrates chega hoje ao Parlamento para debater o Estado da Nação. Se olharmos para a evolução da dívida pública desde a chegada de Sócrates ao Governo, em 2005, a subida é de 38,5 mil milhões de euros, o que daria para comprar um carro por minuto durante cinco anos. O Executivo admite que entre 2010 e 2011 a dívida pública ainda aumente, no relatório de Orientação da Política Orçamental entregue no Parlamento.

Ontem o Estado vendeu 877 milhões de euros em obrigações do Tesouro com maturidade em 2012 com um juro médio de 3,159 por cento. Há apenas dois meses, numa emissão semelhante, os juros eram quase metade desse valor, fixando-se nos 1,715 por cento. Os preços elevados do País se financiar lá fora acarretam consequências para as famílias. O crédito fica mais caro para os poucos que conseguirem aceder à Banca. Isto porque com o corte de rating da Moody’s a oito bancos nacionais (ver caixa), confirma-se a frase veiculada pelos banqueiros de que 'o tempo do crédito fácil acabou'. Sócrates terá ainda de responder às críticas da Oposição que apontam para o aumento da carga fiscal, níveis recorde de desemprego e défice. E se o debate sobre o Estado da Nação de hoje discutir o futuro do País, as perspectivas não são mais animadoras. O economista António Sampaio de Mello, que foi consultor do presidente norte-americano Barack Obama, admite que Portugal pode falir, dado que é uma 'empresa que não gera receitas. Como não gera receitas, não tem capacidade de endividamento nem tem capacidade para distribuir e criar riqueza'.

O primeiro-ministro, José Sócrates, fez ontem um discurso contra esta corrente criticando o 'negativismo': 'não vejo nenhuma razão para não confiar no nosso País', prometendo que 'o Governo estará ao lado das empresas'

SALÁRIOS QUE NÃO VÃO AUMENTAR

Salários que não vão aumentar...


Tenham pena deles coitados, e continuem a trabalhar sem protestar… Lembre-se sempre, a telenovela das 8h e o campeonato de futebol são bem mais importantes!!!
... Ora cá vão uns salariozitos de remediados:
-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euro
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 euros,
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euro
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euro
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euro
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euro
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euro
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euro (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euro
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euro
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euro
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euro
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euro
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euro
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euro
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola)
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euro
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euro
-Fernando Pinto: A TAP, 420.000 Euro
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euro
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim! E pedem contenção!!
Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, Mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
TUDO NOSSO DINHEIRO QUE ALIMENTA ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde a aumentos PARA SEMPRE Amigos

Isto dá qualquer coisa como 3.481.630.00€.
Nem há palavras para fazer comentários. Ultrapassa todos os limites do racional!...







--

http://parasitasdedeus.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

NÃO DISCUTIMOS A PÁTRIA, NÃO DISCUTIMOS A ORDEM PUBLICA

CENSURA INJUSTIÇA MENTIRA HIPOCRISIA

De: ALÔ PORTUGAL
Data: 07/14/10 14:06:12
Para: Undisclosed-Recipient:,

Assunto: Censura, injustiça, mentira e hipocrisia




Censura, injustiça, mentira e hipocrisia
O Sistema que, desgraçadamente, domina Portugal – ou seja, o conjunto dos detentores do Poder, como os governantes, comunicação social, comentadores… - configura o mais ignóbil totalitarismo: o totalitarismo democrático!

Este, manipulador, sufocante e mentiroso, sob uma capa de guardião da liberdade e igualdade de direitos e oportunidades, não passa de um Sistema blindado, hipócrita e terrivelmente perigoso. Perigoso, porque ilude muita gente; porque detendo uma poderosa máquina de propaganda, formata as mentes de muitos. Apenas os mais atentos e prevenidos detectam esse perigo, vendo que o Rei vai nu… sem pinga de vergonha! E desses, apenas uns poucos têm a suficiente coragem e determinação para combatê-lo.

Os Senhores do Poder partilham-no a partir de diversos poleiros, repartindo benesses e privilégios, promovendo-se entre si e desprezando ou reprimindo quem se lhes opõe.

Ao menos tivessem um mínimo de decoro ou alguma réstia de dignidade, para não estarem sempre a encher aquelas bocas maldosas dos termos “liberdade”, “igualdade de oportunidade” e por aí fora, quando todas essas suas palavras tresandam à mais reles mentira.

Censura, injustiça, mentira e hipocrisia, são apenas algumas das facetas do ódio que o Sistema nutre pelos Nacionalistas, que são enfim, os únicos que lhes fazem frente.

Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (I)

Como se pode falar em igualdade de oportunidades quando, por exemplo, entre três candidatos anunciados à Presidência da República (além de um suposto quarto candidato e actual Presidente) apenas três têm tempo de antena – diário! - e outro é literalmente ignorado? O que é ignorado, claro está, sou eu. Porquê? Porque não partilho o Sistema a que eles pertencem.

Mas por favor: não digam que há igualdade, liberdade e outras balelas semelhantes. Tenham ao menos essa decência! Nesta “corrida”, três deles vão em potentes carros e eu a pé… Não venham por isso com a treta das "oportunidades e vantagens da democracia". Tenham vergonha, ao menos!

Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (II)

Na sequência dos casos de criminalidade de há uma semana na Praia do Tamariz, o PNR organizou uma acção de rua, corajosa, marcando presença nessa bonita praia, outrora de referência e hoje covil de marginais.

Como sempre, tal iniciativa foi anunciada à Comunicação Social e, como sempre, apenas alguns escassos órgãos desta, marcaram presença. O serviço público, esse, já é habitual dizer que aparece e depois fazer o contrário, sofrendo, pelos vistos, da mesma doença da mentira que afecta os governantes. E também como sempre, a deturpação e a mais abjecta falta de isenção pautam as peças jornalísticas que depois reproduzem.

Falam elas num fracasso de manifestação - embora o destaque de primeira página contradiga tal ideia... - quando na realidade foi um sucesso de acção de protesto e distribuição de propaganda (como sempre o anunciámos). Será que as mais de 30 pessoas que estiveram na nossa acção não superam em número, muitas das acções nas Feiras, levadas a cabo por partidos com assento parlamentar?

Falam em provocação, quando na verdade se tratou de um protesto simbólico – como sempre se disse – marcando presença junto das pessoas, vítimas da falta de segurança.

Será que não podem referir o nosso civismo e disciplina? E os urros constantes de vários “jovens” incomodados com a nossa presença? E o apoio corajoso expressamente demonstrado por várias pessoas bem como o apoio mais tímido da parte de outras? Tenham ética profissional e isenção, seus medíocres!

Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (III)

Na preparação da acção do PNR na praia do Tamariz, avisámos atempadamente as autoridades autárquicas - como estipula a lei - da nossa intenção, seus propósitos e pormenores da sua execução.

Não deixa de ser curioso que num mail dirigido ao PNR, em termos muito educados e cordiais, o Autarca de Cascais nos tenha pedido que nos cingíssemos aos Jardins do Casino (por pouco não era numa sala lá dentro…), sob o argumento do elevado risco que a nossa presença no Tamariz representaria. Ora se estava conhecedor do teor da nossa acção (obviamente civilizada e pacífica) e se já tinha publicamente manifestado preocupação com a criminalidade que assola a Linha de Cascais, então estava implicitamente a reconhecer que o crime e a delinquência são quem mais ordena e quem manda nas ruas, transportes e praias. E nós que nos confinássemos a um gueto para não incomodar, com a nossa presença, os “jovens” e atrapalhar os seus propósitos de delinquência, ou então para não agitar as consciências, levando a que a “paz” podre e cobarde do politicamente correcto sofresse sobressaltos, como convém…

Por outro lado, em declarações à comunicação social, referiu-se à nossa acção como sendo uma “provocação gratuita”. É por causa destas mentalidades e atitudes dos políticos que a criminalidade campeia livremente e toma conta da nossa Terra! Tenha coragem e determinação, Senhor Presidente da Câmara, que é para isso que lhe pagam!

Censura, injustiça, mentira e hipocrisia (IV)

Há escassas horas atrás, e ainda acerca da nossa acção no Tamariz, um certo comentador que saltita de estação para estação de TV e é tido como de referência para a grande massa politicamente correcta, fez jus ao lugar que lhe cabe como manipulador de opinião de serviço…

Então, afirma tal senhor que meia dúzia de gatos-pingados que nada representam, foram lá provocar, ostentando um cartaz com os dizeres “Portugal aos Portugueses”? Senão vejamos: ou o Senhor precisa de usar óculos, ou mente sem peias. O nosso cartaz ostentava uma frase com a qual todos (?) concordamos: “Basta de criminalidade” e concluía com outra: “Exigimos segurança na nossa Terra”.

Ora, quem é que isto provoca? Só se for os criminosos por prática da delinquência, ou os politicamente correctos, também eles criminosos, por serem os primeiros responsáveis por este estado de coisas.

E já agora?... Será que “meia dúzia de gatos-pingados” não tem o legítimo direito à indignação e ao protesto? Ou qual é o número mínimo de gatos que o Senhor Professor determina para que tal aconteça? Ou terão que ser camelos ou macacos em vez de gatos? Então onde está a sua coerência e amor à liberdade?

Sim, claro, a sua tolerância esgota-se nos elogios ao PCP, tão “útil à democracia”. E já é legítima a sua indignação por nem todos prestarem reverência ao Comunista Saramago. Seja sério, Senhor Professor!
Presidente do :(PNR)

SARAMAGO E A AMARGURA

De: ALÔ PORTUGAL

Data: 13-07-2010 20:29:30

Para: Undisclosed-Recipient:,

Assunto: último intelectual marxista

Por não ter mudado criou o cancro no sangue. Falta de alegria. E ressentimento.
Lábios finos. Esconder emoções e sentimentos.
Roi por dentro
.

Saramago, o último intelectual marxista

Zita Seabra

.Morreu José Saramago e com ele morreu o último de muitos que, ao longo do século XX, se comprometeram com o comunismo e encontraram na ideologia marxista o sentido da sua escrita ou da sua arte. O seu nome junta-se ao de Gorki, Aragon, Picasso, Jorge Amado ou Paul Éluard, uma lista enorme de intelectuais que passaram pelas fileiras dos partidos comunistas. Saramago foi, como homem e como escritor, um empenhado militante da ideologia que abraçou e que lhe marcou sempre a vida e a escrita. A ideologia enquanto visão global do homem, da sociedade, da religião que Marx e Engels teorizaram e que Lénine, Mao, Brejnev ou Fidel, entre outros, levaram à prática.

Olhando para a vida e a escrita de José Saramago, o que mais impressiona é o facto de ele ter vivido e visto o comunismo ruir na URSS e nos países do bloco de Leste, como a RDA, a Hungria, a Checoslováquia, a Roménia, a Albânia, entre muitos outros, e ter silenciado esse facto. Confrontar-se com o sofrimento daqueles povos, já não nos relatos de Sakharov ou de Soljenítsin, mas nas imagens dos directos das televisões e passar ao lado da alegria com que abraçaram a liberdade.

Nem o confronto directo com o balanço dramático das vítimas dos que selibertaram do comunismo o fez alguma vez ter escrito ou dito qualquer palavra. O silêncio de quem usa a escrita é mais visível. Os seus gestos foram de quem passava ao lado: logo a seguir à queda do muro de Berlim, candidatou-se nas listas do Partido Comunista à autarquia de Lisboa. Que balanço faria dos anos de comunismo e do sofrimento das pessoas que viveram na pele um dos dois grandes horrores do século XX. Saramago não passou, que se leia em nenhum dos seus textos, por qualquer crise. Não lhe doeu, não se interrogou, não sofreu com o terrível juízo que a história fez, sem remissão nem perdão, do totalitarismo comunista.

.De Saramago, mesmo quando o comunismo foi julgado pela História, não se conhece nenhum sobressalto, nenhuma angústia. Muitas vezes me interroguei se seria uma total e completa insensibilidade moral?

É certo que, ao longo do século XX, muitos dos intelectuais marxistas viveram mergulhados na ideologia totalitária e nunca olharam à sua volta. Não foram todos, claro. Uns sobressaltaram-se logo em 1917, outros com o Pacto Germano-Soviético, na invasão da Checoslováquia, ou da Hungria, ou na chacina do Camboja, ou na loucura da Revolução Cultural Chinesa.

José Saramago não. Viveu e morreu mergulhado num mundo que ruiu à sua volta e cujo dramático balanço foi feito com muita dor. Sem uma palavra, sem uma linha, sem uma lágrima por quantos (milhões) de pessoas, de famílias, de gente, de operários, camponeses ou intelectuais que, ao longo do século XX, morreram e sofreram em nome do comunismo por todo o lado onde o marxismo passou da revolução ao Poder.

Nem um gesto teve quando lhe pediram apoio os dissidentes cubanos presos por Fidel. Nem mesmo quando Susan Sontag o confrontou com esse facto. Uma única dúvida subsiste, porém, quando se observa que visitou Cuba diversas vezes, mas nunca foi à Rússia libertada, apesar de ter sido convidado a lançar os seus livros e a debatê-los numa universidade de Moscovo - aí o confronto com a história seria certamente impossível de ignorar e de silenciar. Um confronto que, reconheço, é muito difícil de viver.