terça-feira, 19 de junho de 2012

"Grito de Alma"

CARTA ABERTA AO POVO PORTUGUÊS

AOS PATRIOTAS

AOS QUE SERVIRAM NAS FA

AOS QUE FIZERAM "GUERRAS NOSSAS" E AS DOS OUTROS

AOS CHEFES MILITARES

À GENTE DA MINHA TERRA

Manuel Rodrigues dos Santos, Coronel de Artª. na reforma.

Esta carta pretende ser um "grito de alma", embora não saiba se "ela" existe e, muito menos se tem a capacidade de gritar. Quero dizer com isto que não é, não pretende ser, uma carta de substância política. E assim mesmo, aqueles que se sentirem atingidos por ela dirão que tudo na vida é político. Será. Mas a minha intenção, a que deixo aqui bem expressa, é que não seja. Sou coronel do exército, na situação de reforma. Cumpri oito anos em África, ao serviço de quem nos mandava marchar depressa e em força (lembram-se?) e depois do mesmo abencerragem ter dito a camaradas mais velhos, que mourejavam no chamado Estado da Índia, e face à invasão indiana, que lutassem "até à última gota de sangue" (também se lembram disso?). Onde estavam, então, os agentes da função pública? Eu digo: na Metrópole, com as suas famílias, no aconchego dos seus lares. E estavam onde deviam estar, porque cada macaco no seu galho – os militares nos teatros de guerra; os civis na paz dos seus lares.A sociedade sempre foi assim estruturada: cada um com o seu estatuto, cada um com as suas devoções e vocações.

Falo de DIREITOS e DEVERES.

O militar é diferente (não estou a dizer que seja melhor ou que seja pior) do civil. O funcionário dos correios é pago e integrado numa estrutura sócio-laboral que lhe exige o dever de estampilhar cartas, entre outras coisas. É uma função nobre, mas não põe com isso a vida em risco na defesa dos seus concidadãos. Ele espera que alguém o faça. Seria bonito se amanhã o MD desse a seguinte ordem: os funcionários das finanças vão embarcar para o Kosovo numa task - force da NATO. Era o fim da picada! E porquê, se são funcionários públicos como insistem que os militares o são? Porque o DEVER de defender a Nação, directa ou indirectamente, compete cumprir aos militares, não a eles. Nesse aspecto são cidadãos muito diferentes. Nenhum ministro, nenhum cirurgião, professor ou jurista jura dar a vida pela Pátria, no acto em que assume as suas funções. E está certo pois há quem o faça por eles – são os militares. Somos todos bons cidadãos, todos de uma grande nobreza, patriotas insignes, mas somos DIFERENTES. Compreendendo isto, é fácil dar-se mais um passo para se compreender que no domínio dos DIREITOS, a igualdade já não se põe. Para que se assumam os mais altos propósitos na defesa da soberania nacional,

sejam internos ou externos, há que aguardar que a Nação reconheça, de um modo especial, a natureza única e inconfundível desses propósitos. DEVERES e DIREITOS não se opõem – complementam-se ou são sucedâneos uns dos outros: são dois pratos de uma mesma balança: se os deveres são menores, os direitos serão menores; se os deveres são maiores, os direitos serão maiores. Isto não são contas aritméticas nem de merceeiro; são contas da ética, dos compromissos do Estado, do bom senso e fruto da razão.Os militares e os civis têm de ser vistos assim, porque se assim não for, tudo cairá por terra, porque o "chão" da lógica desabará.

Seria uma sociedade desorganizada, sem rei nem roque, ao dispor de oportunismos circunstanciais. Enquanto os militares foram "piões" dos colonizadores e da política colonial que ceifou e devastou milhares de portugueses e africanos; enquanto estiveram ao serviço de uma casta política que deles se serviu como instrumentos pendulares dos seus fantásticos desígnios de dominação e poder, foram tidos e tratados como um grupo social de servidores do Estado com um estatuto próprio, no qual os DEVERES e os DIREITOS eram avaliados com pesos e medidas diferentes de todo o restante aparelho do Estado. Esse tempo acabou com a implantação da Democracia. Mas a memória dos sacrifícios, dos mortos, feridos e estropiados, das famílias sofridas e destroçadas, tudo isso permanece vivo, sangrando, na alma dos portugueses de bem. Razão porque o estatuto militar deveria permanecer incólume, digno e merecedor de um respeito que só a demência dos que não sabem o que andam a fazer neste mundo, pretende desfigurar. Onde quer que hajam Forças Armadas, não vejo onde elas possam estar, nos tempos que correm, mais esquecidas e quase acintosamente marginalizadas ,do que as Forças Armadas portuguesas.E porquê? Porque não há dinheiro e para o pouco que há, existem outras prioridades. Assim, Forças Armadas para quê? Acabe-se com elas que são um estorvo para o erário nacional - diz-se à boca cheia nos meios de comunicação social. A esses tipos, punha-lhes uma farda em cima e mandava-os "gozar umas férias" nas secas montanhas do Afeganistão.

O general Pedro Pezarat Correia afirmou, no dia 8 de Fevereiro deste ano, num programa da SIC, com a verve clarividente e o desassombro que todos lhe reconhecemos, o seguinte: "Se as FA não estão cá a fazer nada, acabe-se com elas – mas assumam essa decisão de uma vez por todas". Se é preciso reestruturá-las, reorganizá-las, reobjectivá-las, que se reestruturem, que se reorganizem, que se reobjectivem, mas que se assuma esse propósito definitivamente. O que se anda a fazer com elas, desfazendo-as aos pedaços, ao sabor da vontade dos ministérios e dos ministros que vão passando, é, no mínimo, de uma tremenda injustiça.

Abocanharam-lhes o "estatuto" e disseram: agora são todos iguais. Se os juízes não são promovidos (e deveriam), que os militares também o não sejam; se se congela a carreira dos professores, que os capitães envelheçam em capitães; se a assistência médico-medicamentosa está num caos, que também seja caótica para os militares. E mesmo que haja vontade de fazer alguma coisa pelos militares, tal não é possível porque o orçamento o não permite. O MD, ontem na TV, repetiu essa ladainha umas vinte vezes. Ninguém nos diz o que se faz ao dinheiro que vai saindo dos nossos bolsos, dizem-nos apenas que não há e pronto – nós, povo, cidadãos comuns, que já fomos militares ou que iremos sê-lo, ouvimos, engolimos e calamos. Tal como eles querem. Afinal, digam-nos, não são estes os democratas que nós pusemos no poder? Eles e os pais deles e os avós deles? Pois então, o que se poderia esperar? Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Eles tomaram conta de tudo – das finanças, da economia, da fome, da miséria, dos militares, da própria democracia. Não há voto que os tire de lá. Instalaram-se e pronto. Passam a vida em viagens estéreis, em almoços e jantaradas, deslocam-se em brutas limusines, com brutos motoristas, gastando o que ainda há para gastar. É um encanto vê-los no enlevo encantador das suas poses e das suas mensagens, próprias de quem não tem dúvidas sobre nada, falando ao povo, que somos nós – não eles, seguramente – dos sacrifícios e dos penosos cortes subsidiários, da vida mísera que vai escorregando pela ladeira dos "IVAS", para que eles paguem as dívidas, que alguém fez sem que alguma vez o soubéssemos. Eles querem a "austeridade" dos outros, a "doença" dos outros, a "fome" dos outros, em nome da coesão nacional. E gerem bem tudo isso porque a eles nada lhes falta, do bem-bom da vida repimpada. E os militares onde ficam, onde estão? Numa voz solitária de alguém que nada teme, numa carta desassombrada - da qual o MD, qual criança medrosa e assustada, diz que não, que não é para ele, que é para os outros ministros, e di-lo como quem a manda para o lixo - militares do Quadro Permanente que já deram tudo o que tinham para dar ao país, disseram ao senhor MD o que pensam da situação. Mas esses militares, coronéis e de outros postos, não são representativos das FA – diz ele, o MD. São restos imprestáveis, lixo. Meus caros, com esta gente, pode ser que venha para aí mais um submarino, mais uns carritos blindados de terceira geração para brincarmos aos soldados. Pode ser. Mas arrancar as FA das cinzas em que caíram, seremos loucos se crermos nisso. Vamos esperar para ver.

Manuel Rodrigues dos Santos, Coronel de Artª. na reforma

MORTE CIVIL. Chocante entrevista com o Dr. Alish Ghis Lanctôt

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ENTREVISTA MADAME Ghis (Ghislaine Lanctôt) morte civil.

Dr. Ghislaine Lanctôt é o autor de "A Máfia Médica"

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A Máfia Médica (1994) é o livro que o custo Dr. Ghislaine Lanctôt, agora Ghis, a sua expulsão da escola de medicina no Canadá e da retirada de sua licença para praticar medicina. Este é provavelmente o mais completo relatório publicado, o papel abrangente, explícita e clara no mundo o complexo formado pelo sistema de saúde ea indústria farmacêutica. Depois de 18 anos e, depois de várias ameaças e estar na cadeia, ainda está ativa e editorial contra o negócio da medicina, o sistema estabelecido e para o que chamou de morte civil: quando deixamos de reconhecer autoridades externas para submeter a única autoridade que existe: um escritório mismo.Ahora público ou que vivem sem qualificações, sem propriedade, sem pagar impostos, sem cartões, sem documentação, sem cartões ... Free.

Tive a honra de entrevistá-la em Quebec (Canadá), onde por agora não pode ir para dispensar documentos pessoais, tais como passaportes. Com esta conversa que rever as questões de história e atual como a ausência da dívida dos países, de como a eleição (democrática ¿?) São grandes farsas em que alguns pastores de ovelhas escolher que levarão a matadouro que a AIDS não existe como doença ou câncer não é mais um mistério, mas uma doença que pode ser curada muito bem, mas cujos tratamentos são proibidos.

Eu também quero agradecer especialmente a todos que ajudaram a fazer este vídeo uma realidade. Mais e mais pessoas dispostas a colaborar e colocar seus dois centavos, e aqui agradeço a todos vocês. Para Anna e Toni que me acompanhou para o Canadá, Mario deixou-me uma segunda câmara, a equipe de tradução inteiro: Judith, Berta, Francesca, Monica, Carme, Amelie, a Noé, que tem legendas, por Joan Solé sua "sintonia" musical e fãs com sua técnica e moral Lucia, Kiku, M.Carmen, Isidro, Victor, Robert ... eu também aprecio todos os e-mails de apoio e graças que recebo, por isso vale a pena manter à frente . Realmente, obrigado a todos!

Alicia Ninou (Alish)

Fonte: Hora da Verdade

Reemissão de Freeman

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A eficácia da medicina natural. O depoimento de profissionais de saúde qualificados e experientes e pacientes que superou sua doença
Rumo a auto-suficiência alimentar e saúde, para uma vida saudável
Medicina Integrativa: para coletar e sistematizar o melhor da eficiência "oficial" e "alternativa" para a ética e ciência
Médico Mafia

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Artigo preferido para a nossa saúde. Rumo a um sistema público de saúde e auto-gestão cooperativa em REBELAOS.
REBELAOS! Publicado pela auto-

Ferramentas e recursos para promover o desenvolvimento da auto-gestão a nível local, através da rede de interação e auto-organização a partir de baixo.
Baixe gratuitamente PDF

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Fonte: https://liberacionahora.wordpress.com/

José Saramago - Qual Era a Moral Deste Homem?

Pelos vistos o Saramago nunca teve problemas em distribuir abraços a ditadores e louvar a sua "santa" obra...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Diário da República
Segurança Social recebe verba de 8 milhões de euros para atendimento telefónico

A Segurança Social terá cerca de oito milhões de euros até 2014 para contratar serviços de operação para o centro de atendimento telefónico e para a linha de emergência permanente.

Verbas vão ser usadas para atendimento ao público por telefone Verbas vão ser usadas para atendimento ao público por telefone

Chefe de Mafia goza com portugueses !!! 22/10/10

Jose Martins

O "MAFIOSO", ITALIANO, PERANTE O JUIZ...DE GRITOS!


Que autêntico palhaço, é nestes que me dá mesmo vontade de arrear verdascada, parece mentira a merda ambulante que os juízes têm de aturar nos tribunais, sustentados com o dinheiro do povo... - Texto de João nobre

Guerra na Guiné Imagens que foram ocultadas aos Portugueses

JOÃO NOBRE: "...É UMA VERGONHA E UMA TRAIÇÃO INFAME..."


Ver estas imagens deixam-me francamente triste, como português saber que o meu país teve em tempos um dos maiores Impérios do Mundo e hoje está a reduzido a um circo ridículo, é lastimável... mais pena ainda sinto dos ex-combatentes que andaram a arrastar neste inferno durante anos, perderam tanto para no fim acabarem derrotados e esfaquedos pelas costas por um país e um povo que nunca soube, nem sabe reconhecer os seus sacrificíos, é uma vergonha e uma traição infame... - Texto de João Nobre
http://www.youtube.com/watch?v=FOpqcUBzBXc&feature=related

“SE NECESSÁRIO O EXÉRCITO ATIRARÁ SOBRE OS COLONOS BRANCOS”


Entrevista a Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros

O Ministro dos Negócios Estrangeiros português Mário Soares sobre a descolonização em África

Prisão para os políticos vigaristas, já!



Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 1 de junho de 2012
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A política portuguesa está há demasiado tempo entregue à podridão humana engravatada.

Descaramento. Falta de vergonha. Fomos governados nos últimos anos de forma incompetente com os resultados à vista. Tudo com a estranha complacência de quem deveria pôr um travão, com o fechar de olhos de quem supervisiona, com a ajuda de quem sabe contornar as leis (são eles que as "fabricam") e com o aval dos centenários poderosos de sempre. Banca e não só.
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Está na altura de limpar este país do lixo que se apoderou de quase tudo o que mexe com a vida, com o dia a dia, o futuro e a carteira dos cidadãos. Recomeçar de novo. O polvo é grande mas também se apanha. Doa a quem doer. Demagogia? Deixem-me ser demagogo só mais alguns parágrafos.
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1 - Parcerias "ruinosas para os cofres do ESTADO" - diz o relatório do Tribunal de Contas sobre as engenharias público-privadas que o Sr. José Sócrates, o Sr. Paulo Campos, o Sr. Lino e o Sr. Mendonça engendraram. "Agravamento da despesa", "mais riscos", "oportunidade de negócios", "omissões", "benefícios sombra" e "falta de transparência". Epítetos usados pelo TC para descrever o rombo que foi feito e que vamos pagar nos próximos 40 anos! (2 mil milhões de euros/ano já em 2013). "Contratos que não foram apresentados ao tribunal e que custaram mais 700 milhões aos cofres públicos". "Compensações milionárias pagas a empresas privadas". Tudo isto com os nossos impostos.
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2 - Quem não quis aprovar a criminalização do enriquecimento ilícito na Assembleia da República? Quem votou contra? Por que razão? Qual foi o receio?
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3 - Quem são os responsáveis (investigue-se, acuse-se e prenda-se se provados os crimes) pelo conluio mais do que evidente e perigoso entre política, banca, empresas de construção, grandes escritórios de advogados e consultoras? Quem ganhou/ganha com estas negociatas? Nomes? Tudo preso, seja quem for. Abane-se este regime podre.
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4 - De que nos serve o Presidente da República? Aníbal Cavaco Silva vive em permanência, e não só quando se encontra em Singapura, "a 15 mil quilómetros dos portugueses". Pior, vive de olhos vendados em relação a tudo que se passa neste país. A começar nas maluqueiras do amigo e vizinho Oliveira e Costa no BPN e a acabar nas pelintrices do defunto governo socialista. Existir um Cavaco Silva ou não nem chega a ser uma questão, é uma inutilidade democrática. O senhor é co-responsável nesta situação, assinou as parcerias e fechou os olhos a esta gigantesca loucura.
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Está na altura de investigar os meandros do lamaçal, puxar as linhas todas, deitar abaixo o que tem de cair e ajudar a erguer o que sobrar. Façam-no agora, porque um dia, em desespero, alguém o fará por vós. E da pior maneira.
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RECEBIDO POR E-MAIL


Ultimos Heróis de Portugal

Assuntos temporários
Uma geração traída

Pedro Lomba

O meu pai nasceu no dia 18 de Outubro de 1941. Acaba de fazer 70 anos, mais dez do que Cícero tinha quando escreveu De Senectute. Quando penso na geração dele e na idade dele, ocorre-me que não houve nada no século XX português que eles não tivessem visto. A geração do meu pai passou por tudo na rotina frenética destes 70 anos. Foi uma geração imensamente disponível, batalhadora, dividida, na ditadura e na democracia, na guerra e na paz, e hoje talvez continue a ser isso tudo, só que com mais amargura e desencanto.

Quando o meu pai nasceu em 1941, a Europa tinha mergulhado numa guerra planetária a que um Salazar de manhosa filigrana nos poupou. Por isso, e pela idade, talvez não se tenha dado conta lá na província minhota que, quatro anos depois, a contenda diabólica tinha acabado. Mas lembra-se certamente que na mesma província as famílias aprendiam cedo o racionamento. A Europa estava em guerra, o Minho também estava em guerra. Famílias grandes, gigantescas em comparação com um país onde em cada ano já são mais os mortos do que os nascidos, não tinham como educar os filhos senão à custa de sorte e improvisação.

O meu pai, na medida do possível, teve sorte. No Portugal dos anos 40 e 50 era preciso ter padrinhos mais abonados para estudar. Inteligente, bom aluno, foi o primeiro da sua família a pôr os pés na faculdade, porque o Estado Novo, embora expusesse a maioria ao analfabetismo, nunca fechou as portas do ensino aos mais capazes. Mas esse não era ainda o tempo das licenciaturas ao domingo, do fim do serviço militar e dos direitos humanos. Quando em 1961 Salazar exclamou Para Angola rapidamente e em força, o meu pai tinha 20 anos e foi.

A geração do meu pai foi a geração da guerra de África. Pessoas como o meu pai, provincianos, rurais, nada sabiam da política, não pensavam no Portugal multicontinental do regime. Mas estiveram disponíveis quando foram chamados para as comissões africanas,

porque acreditavam em velharias como o dever e a sobrevivência. Fiéis ao passado, podem ter aprovado a Europa por estarem convencidos de que viveríamos melhor, mas nunca se tornaram europeístas parolos e deslumbrados.

Como quase toda a gente, a geração do meu pai fez a transição do campo para a cidade, a primeira geração a ocupar os subúrbios das cidades onde as casas eram comportáveis para quem ganhava a vida no Estado e que, entretanto, se encheram de comboios populosos e de adolescentes cuja única cultura é a que aprendem na televisão do big brother. A geração do meu pai resiste aos telemóveis e olha para a Internet com desconfiança. A geração do meu pai nunca comprou casa porque nunca teve dinheiro para isso, mas pode gabar-se de não ter contraído dívidas mastodônticas para os seus filhos e netos.

A geração do meu pai foi a geração que conheceu a fundo o provérbio chinês: não serás homem enquanto não conheceres a pobreza, o amor e a guerra. Uma geração que ainda encarou os filhos como filhos, não como “amigos”, mantendo uma distância emocional que não conseguiu vencer. Uma geração que nunca foi a mais qualificada de sempre, que não fez carreiras em partidos políticos, que não teve “mundo”, mas nunca perdeu o sentido das proporções. Uma geração sequestrada pelos grandes debates ideológicos do século. Esta foi a geração sem a qual não teria existido a democracia, uns porque lutaram por ela, outros porque não foram a bússola de ordem e conservadorismo sem os quais nenhuma democracia prospera.

Pessoas como o meu pai tiveram “convicções”. Tiveram acima de tudo bom senso. Tiveram acima de tudo vergonha. Conservadores nos costumes e crentes de que o Estado deve ajudar os mais desfavorecidos, foram eles os “pais” do serviço nacional de saúde. Hoje, contemplam com estranheza um mundo de patos-bravos e oportunistas sanguessugas. Mereciam mais das instituições que serviram. Mereciam melhor que um país de Armandos Varas e Dias Loureiros. Mereciam melhor do que um país falido.
(Com agradecimento ao António de Araújo pela inspiração) Jurista

Pedro Lomba

COISINHAS BOAS DE PORTUGAL

Torres Vedras: brasileira que emprestava dinheiro encontrada morta e amarrada à cama

Autor: João Miguel Ribeiro
Segunda-feira, 18 Junho 2012 10:35

Dinheiro e joias podem estar na origem dum crime violento ocorrido em Torres Vedras: uma cidadã com dupla nacionalidade foi encontrada morta e amarrada à cama. Segundo a Imprensa brasileira, a vítima viveria de empréstimos e investia os juros recebidos em joias que guardava em casa.

Na última quinta-feira (14), Mirian da Costa Nunes, natural do Brasil e que também tinha nacionalidade portuguesa, foi encontrada morta em casa, com as mãos e os pés amarrados à própria cama. O crime só agora foi divulgado porque a família se tem queixado, à Imprensa brasileira, que as autoridades portuguesas não estarão a informar sobre o sucedido.

Na base do crime estaria a ‘profissão’ da vítima, de 53 anos. Mirian Nunes vivia há seis anos em Portugal e, depois de ter trabalhado como empregada doméstica, estaria a emprestar dinheiro a particulares, investindo os juros recebidos em joias, com estas a serem guardadas na própria residência, em Torres Vedras.

O consulado brasileiro já disponibilizou assistência psicológica para a família, que suspeita duma das amigas da vítima. O desaparecimento de Mirian terá preocupado várias pessoas, que ligaram para familiares a perguntar por ela: só uma das relações mais próximas da vítima é que não ligou, fomentando essa suspeita.

As autoridades ainda não confirmaram a causa da morte, mas, segundo a Imprensa brasileira, terá sido por asfixia.

Processo: Mãe da criança estava inocente

Paga 4 mil euros por exibir bebé

Júlia Pinheiro foi condenada, pelo tribunal da Relação de Évora, a pagar 4000 euros de indemnização pela exibição em televisão de uma bebé de dois anos, que teria sido abusada pela própria mãe. Em causa está o crime de fotografias ilícitas e o caso remonta a Maio de 2007.

Por:Magali Pinto com H.R.

Na altura, a apresentadora era responsável pela orientação e supervisão do programa ‘Você na TV’, na TVI, onde foram divulgadas as fotografias. Segundo o acórdão "foi exibida, durante, pelo menos, sete segundos uma fotografia da ofendida, a qual permitiu visualizar o seu corpo da cintura para cima, incluindo a face". Os abusos não se confirmaram e a menina acabou por ser exposta na televisão como tal. O convidado do programa era o pai da menina, que acabara de perder a guarda da filha. A mãe da criança processou a então directora de conteúdos da TVI.

"A assistente [progenitora] ficou transtornada do ponto de vista emocional, sentindo vergonha, angústia, tristeza e ansiedade, ficando com medo que lhe fosse retirada a guarda da menor, sentimentos que ainda hoje sente. A assistente ficou com medo de tocar na filha quando lhe dava banho" refere o acórdão.

A condenação ao pagamento de quatro mil euros de indemnização surge depois de a defesa ter recorrido a uma sentença do tribunal de Setúbal que obrigava a apresentadora a pagar 12 500 euros, mas Júlia Pinheiro foi absolvida pela Relação de dois crimes de devassa da vida privada.

Contactada pelo CM, a agora directora de conteúdos da SIC preferiu não fazer quaisquer comentários ao caso, explicando que desconhece a conclusão do processo. O caso foi acompanhado desde sempre pelos advogados da TVI, mas Júlia Pinheiro mudou-se no ano passado para a SIC.

Em Fernão Ferro, Seixal

Rega mulher com petróleo e ateia fogo

Um homem, de 64 anos, regou a mulher, de 46, com petróleo e ateou-lhe fogo, ontem ao final da tarde, no quintal da moradia onde vivem, em Fernão Ferro, no concelho do Seixal.

PROTECÇÕES DOS BIG BOYS AOS YOUNG BOYS DE PORTUGAL



Este blogue já publicou o conteúdo, abaixo, inserido mas não se cansará, de publicar, enquanto não acabar a pouca vergonha desta e outras chulagens que, hipocritamente, a "corja" do Poder, vai usando sua influência para infiltrar boys e girls de sua simpatia no sistema governativo deste pobre país, absolutamente, em fraldas.

Antigamente dizia-se que só iam para a política quem não sabia fazer outra coisa, os fracos, os semi- inválidos.
Hoje os corruptos colocam lá os espertos porque de esperto facilmente se passa também a corrupto.
Somos um país de sobredotados!
Hoje os corruptos colocam lá os espertos porque de esperto facilmente se passa também a corrupto.
Lista de 29 assessores/adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, existindo 14
"especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos.
Fonte: http://www.portugal.gov.pt/
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)

Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Adjunto

ÍTICO ENome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.183,63 ?
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)
Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.633,82 ?
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)
Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade:
26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade:
29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854 ?
Cargo:
Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade
: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854 ?
Cargo:
Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)
Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade
: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.364,50 ?
MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)
Cargo: Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade
: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)
Cargo: Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade
: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade
: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade
: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade
: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade
: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 ?
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade
: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade
: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade
: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)
Cargo: Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,37 ?
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)
Cargo: Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade
: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.198,80 ?
Cargo:
Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade
: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.505,46 ?
SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)
Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Filipa Martins
Idade:
28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 1.950,00 ?
Todos estes ordenados acrescidos de
subsídios de férias e de Natal.
Nada mau para estes rapazes em início de carreira.

COMO É BOM SER POL
M PORTUGAL!...