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Para a ADSE ser sustentável cada funcionário tem de
ganhar mais de 7 mil euros
"Declarações de António Ferreira, ecoaram pela paisagem mediática.
Desassombrado, falou de uma instituição - a ADSE - imune
à crise, que não é extinta, apesar
das recomendações da
troika, porque quem manda é a "endogamia e os
interesses privados".
"Para o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada,
Teófilo Leite, não há dúvidas: atualmente, um utente da ADSE paga menos por
uma consulta num hospital privado do que num público.
Este, bem como outros subsistemas públicos, como os das Forças Armadas, GNR e PSP, proporciona aos seus beneficiários um esquema de comparticipações nos cuidados de saúde privados que o presidente do conselho de administração do Hospital de São João do Porto, António Ferreira, equipara a um seguro de saúde "topo de gama" e o leva a dizer que se trata de uma forma de o Estado financiar os privados. Teófilo Leite estima que as transferências anuais da ADSE para a hospitais privados andarão à volta dos 200 milhões de euros, cerca de um sexto do volume de negócios do setor. "Os hospitais públicos estão sujeitos a medidas de poupança forçada, que nem as ligaduras e compressas deixam de fora, sendo-lhes imposta uma redução de 200 milhões de euros. Por outro, estão a ver o próprio Estado, através da ADSE (e de outros subsistemas), a PROTEGER OS privados." 1#A despesa oficial da ADSE é de 560 milhões,
dos quais 221,5 milhões vêm do Estado, o que representa um deficit de 337,8
milhões de euros.Isso significa que, que para este subsistema de saúde ser sustentável, cada funcionário público teria de ter um salário bruto mensal de 7.262 euros durante 14 meses, revela o presidente do conselho de administração do Hospital de São João, António Ferreira, com base no relatório de actividades da ADSE de 2011.
2#O Partido Socialista quer acabar com a ADSE,
subsistema que considera injusto. "Beneficia um milhão e trezentos mil
portugueses, e faz com que o acesso à saúde não seja igual para todos", afirma o
secretário nacional do PS na edição de hoje do"Jornal de Notícias".FONTE
3#PS, Carlos Zorrinho, negou hoje que o
partido defenda o fim da ADSE, como afirmou o coordenador socialista para a
Saúde, Álvaro Beleza, em entrevista ao Jornal de Notícias. FONTE
4#O presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) defendeu que a ADSE deixe de ser financiada pelo Orçamento do Estado e passe a funcionar como um seguro apenas sustentado pelos funcionários públicos. Jorge Simões manifestou-se contra a redução do custo com a ADSE imposta pela "troika", argumentando que pode prejudicar ainda mais o equilíbrio orçamental daquele subsistema de saúde. (Sendo preferível que deixe de ser financiada pelo estado) “Há o risco de os beneficiários com maiores rendimentos e maiores descontos, os mais afectados pela redução da cobertura, exercerem o direito de ‘opting-out’ [saindo do sistema]”, avisou o responsável. Segundo o memorando assinado entre o Governo e a "troika" para a ajuda externa a Portugal, os custos com os subsistemas de saúde dos funcionários públicos, dos militares e da polícia serão reduzidos em 30% no próximo ano e devem atingir a autonomia financeira em 2016. “Discordo que haja vantagem em que o Orçamento do Estado financie a ADSE. Julgo que deve ser auto sustentável e não depender do orçamento geral”, especificou o presidente da ERS. Para o responsável, ou a ADSE acaba se essa for a vontade dos seus beneficiários ou se transforma numa espécie de seguro social apenas sustentado pelos funcionários públicos. FONTE 5#A ADSE, o subsistema de saúde da função pública, devia acabar de imediato, defende o presidente do conselho de administração do Hospital de S. João, no Porto. De acordo com o Professor António Ferreira, a extinção da ADSE permitiria poupar mil milhões de euros por ano em despesas na Saúde. “Pelas minhas contas, posso estar errado, qualquer coisa como mil milhões de euros é o que corresponde à despesa da ADSE, directa e indirecta.
**Não estou a falar só da despesa directa da
ADSE, estou a falar também de tudo a que as outras instituições públicas pagam
aos beneficiários da ADSE e que a ADSE não paga. O meu conselho seria o da extinção imediata
da ADSE.”
6#O fim da ADSE pode
comprometer as metas
orçamentais da troika. É um paradoxo, porque o
Memorando de Entendimento impõe a extinção progressiva de todos os subsistemas
de saúde até 2016, para conter a despesa, mas os factos são o que
são. O subsistema de saúde da função pública, argumenta, “não é Serviço Nacional de Saúde” e presta um serviço “extraordinariamente superior” ao que as pessoas pagam. Nesta entrevista à Renascença, António Ferreira sustenta que para manter o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é essencial avançar com a reforma hospitalar e “encerrar hospitais, fechar urgências, concentrar maternidades”. O administrador do Hospital de S. João considera, por outro lado, que o Estado não pode continuar a gastar cerca de 100 milhões de euros por ano a formar especialistas em Medicina que depois vão para o privado, sem que o privado pague nada por isso. FONTE Portugal gasta demasiado na saúde, em termos relativos, e para equilibrarmos o Orçamento do Estado necessitamos de cortes que nos alinhem com os nossos parceiros europeus. Estes cortes, porém, são difíceis de implementar porque se em termos relativos nos excedemos, em termos absolutos gastamos menos que a média dos países da OCDE. Ora é neste contexto que o fim dos subsistemas de saúde, em particular da ADSE, vai no sentido oposto ao que se pretende. Um erro crasso, porque cada beneficiário custa menos ao erário público que um utente do SNS cerca de 311,00€ menos (números de 2009).
**(Nota do blog: Se
reparar, no ponto 5, em cima, existe a referencia a mais que um tipo de despesa
da ADSE, desconheço se os dados descritos aqui no ponto 6 contem essas despesas,
ou apenas as directas. Infelizmente é sempre difícil apurar números correctos,
uns incluem umas coisas outros incluem outras, engenharia para enganar o
povinho?)
Se contabilizarmos as contribuições dos funcionários públicos para a ADSE - 1,5% da massa salarial -, cada beneficiário acaba por custar ao Estado apenas 627,00€/ano, enquanto um utente do SNS custa 938,00€/ano*. Uma diferença, repito, de 311,00€. Atendendo a que a ADSE tem 1 353 272 beneficiários, cerca de 12% da população, a extinção deste subsistema irá necessariamente aumentar a procura no SNS, num período de contenção orçamental e de possível diminuição da oferta. Um aumento da procura com um impacto potencial superior a 400 milhões de euros, o suficiente para comprometer qualquer objectivo de poupança. Faria muito mais sentido, como propõe o Dr. Mendes Ribeiro no seu livro - "Saúde, a Liberdade de Escolher" -, fazer exactamente o oposto. Acabar com a estrutura do SNS e alargar a ADSE, ou um seguro do tipo da ADSE, a toda a população.
Essa opção sim, permitiria poupar
centenas de milhões de euros. A liberdade de cada um escolher o seu médico e a
instituição onde pretende ser assistido é um valor em si mesmo. Incentiva a
confiança nos serviços de saúde, facilita o aparecimento de instituições de
excelência e acaba por ter um impacto positivo nos custos porque minimiza a
chamada "medicina defensiva". A concorrência melhora a relação custo/benefício,
criando valor para os "clientes" e incentivando a qualidade. É por haver
liberdade de escolha e concorrência nos subsistemas de saúde que não há listas
de espera, um problema dramático que o SNS não consegue resolver.
7#SNS deve 2,72 mil milhões a fornecedores. A rigidez do SNS tem um impacto negativo na economia que nunca foi devidamente quantificado. Horas de espera numa urgência prejudicam a economia, listas de espera prejudicam a produtividade laboral, falta de assistência atempada acarreta baixas injustificáveis. Muitos doentes não têm assistência médica porque não se conseguem deslocar aos centros de saúde no horário laboral, com medo de perder um emprego precário. Uma economia frágil suporta este lastro. A que se deve esta imposição míope da troika? Apenas podemos especular. É possível que numa visão tecnocrática a centralização de todo o sistema de saúde numa única estrutura dê mais garantias aos credores de que todas as metas serão atingidas, a bem ou a mal. O resultado final, porém, vai traduzir-se em sofrimento e custos humanos que temos a obrigação de minimizar. Talvez seja oportuno repensar este assunto e propor alternativas, sem continuarmos a cavar o buraco em que já estamos metidos. Cirurgião cardiotorácico, promotor do Projecto Fair Cost Health Care, apresentado à Comissão Europeia *Dados do Ministério da Saúde e da ADSE.
8#Fraude milionária na saúde militar.Depois
de declarada ilegal em 2008, ainda se deram ao luxo de manter a situação. CM
revela auditoria explosiva à assistência na doença.
A Inspeção-Geral de Defesa Nacional (IGDN)
descobriu o pagamento ilegal de quase 13
milhões de euros em despesas de saúde de familiares de militares
inscritos ao arrepio da lei no sistema de saúde das Forças Armadas. Como
"foram identificadas situações passíveis de configurar eventuais
responsabilidades financeiras", segundo uma auditoria da IGDN, a manutenção da
inscrição, após esta ter sido declarada ilegal pela IGDN e a Inspeção-Geral de
Finanças em 2008, gera suspeita de
fraude.
Outros
temas a não perder sobre o SNS e a ADSE
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
E agora, tozé?
17 Janeiro, 2013 – 14:38
Com que cara fica o PS, que tanta fé
depositou no novo messias do socialismo europeu, o sr. Hollande, ao
ouvi-lo elogiar Pedro Passos Coelho e o governo português, dizendo que
os “difíceis esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos” e que tem “confiança no regresso de Portugal aos mercados”?
Então o governo português não está a levar o país para o abismo?
François Hollande não concorda com isso? E o PS concorda com o Messias
ou não concorda com o Messias? É certo que Passos também foi
particularmente amável com o chefe de estado francês ao exigir que a
Alemanha continue a pagar a agricultura gaulesa, mas, caramba, isso não
pode explicar tudo!
ATENÇÃO REFORMADOS
POR FAVOR, LER E DIVULGAR.
Muito gostava de saber o que é que o Governo e a Oposição têm a dizer sobre o que consta abaixo e sobre a real situação financeira da Segurança Social, se é que se atrevem...Convém ler e reler para ficar a saber, pois isto é uma coisa que interessa a todos.....Vale a pena ler, isto a ser verdade (parece que sim) agora sabemos porque não chega para todos....A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIALA Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).O Estado nunca lá pôs 1 centavo.Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu.Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido) em 1997, hoje chamado RSI.E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?Claro que não!...Outra questão se pode colocar ainda.Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.
SEM COMENTÁRIOS...mas com muita revolta....RECEBI E CÁ ESTOU A REENVIAR !!!
Sabem que, na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de redução das despesas que ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da República fazer algo de semelhante.Os Deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar gratuitamente os transportes públicos do Estado (na época comboios e navios); também não vi ainda nada de semelhante na actual conjuntura nem nas anteriores do Século XX.
SEM COMENTÁRIOS.Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.
Governo Português:
3 Governos (continente e ilhas)
333 deputados (continente e ilhas)
308 câmaras
4259 freguesias
1770 vereadores
30.000 carros
40.000(?) fundações e associações
500 assessores em Belém
1284 serviços e institutos públicos
Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados "per capita" equivalentes à Alemanha, teria de reduzir o seu número em mais de 50%O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTÂNEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS. ISTO É ABOMINÁVEL!ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS.
Faz o que te compete: divulga.
Ministro Motoristas de Crato ganham mais que professores
O ministério liderado por Nuno Crato tem
ao seu serviço um total de 13 motoristas, 12 deles com um salário-base
mensal de 1.850 euros, noticia esta segunda-feira o Diário de Notícias.

Dois emigrantes perseguiram Passos Coelho em Paris e foram identificados
Dois manifestantes que integravam um grupo de uma dúzia de portugueses que protestava em frente ao consulado geral de Portugal em Paris foram identificados pela polícia, depois de se terem aproximado do carro do primeiro-ministro e o terem insultado.
Caso do ‘Estripador’: Réu chorou após ouvir a sentença que o ilibou por ausência de prova
| Autor: Miguel Moreira |
| Quinta-feira, 17 Janeiro 2013 10:28 |
| O homem que disse ser o ‘estripador de Lisboa’ foi ontem ilibado pelo tribunal de Aveiro. Assim que ouviu a sentença, José Guedes sentou-se na cadeira e chorou de emoção. |
FMI: alívio das taxas de juros é «bom augúrio»
para Portugal
Fundo Monetário Internacional aprovou mais uma
tranche de ajuda financeira
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Filipe Caetano leu esta notícia |
16º C
DR

COMENTÁRIO MAIS VOTADO
"Mas
então foram feitos pagamentos antes da obras, porquê? Faz lembrar
aqueles que tinham empréstimos garantidos para comprar acções do próprio
banco. Uma corja nos governou com outra corja que gravitava à volta da
teta."
hcs
Hoje, 8h47m
Vasco de Mello: Devolver 24 milhões
O presidente da Brisa disse que a concessionária terá de devolver 24 milhões de euros ao Estado se não houver um novo aeroporto em Lisboa.
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