sexta-feira, 10 de junho de 2011


SECÇÃO: Opinião

De Onde Viemos, Quem Somos e Para Onde Vamos
A Ponte de Salazar

A Companhia Portuguesa de Caminhos-de-Ferro, CP, foi uma empresa, do tamanho de Portugal.
Depois do 25 de Abril, todo o bicho careta virou olho vivo, começaram a maltratá-la dividindo-a em fracções, cognominando-as com nomes diversos ao sabor dos cangalheiros, e já nãom parece a mesma.
Aparentemente, se por um lado foi um modo de dividir para reinar, por outro, terá sido uma maneira de arranjar empregos bem remunerados e sem muito trabalho para uns tantos, quantas vezes, substituindo os bons pelos maus.
Um sistema, que não é inédito em Portugal, como forma de fazer esquecer a memória daqueles que no passado atribuíam às criações os nomes dos seus criadores, ou à memória de quem anteriormente o tenha merecido.
A primeira patada, e o maior absurdo, foi mudar o nome à ponte de Salazar, para “Ponte 25 de Abril”, sem se saber com que direito, e sem o aval do povo português.
A ponte foi inaugurada em 1966. O 25 de Abri, foi em 1974; que relação existiu entre uma coisa e a outra? Que motivo para lhe dar o nome de uma efeméride que viria a acontecer cerca de oito anos depois?
Só em Portugal!
Trabalhei na empresa durante 41 anos. Confesso que não fui um funcionário brilhante, nem posso dizer que não cometi erros, mas, dentro do possível, procurei sempre pôr ao serviço da empresa e de Portugal todo o meu saber e a humildade de bem servir, desafiando muitas vezes situações transcendentes à condição humana. A CP pagava-me para a servir, e não para dela me servir!
Para além do mais, a grandeza da empresa era grandeza dos ferroviários; parecia-nos que todo o mundo girava à volta dos Caminhos-de - Ferro, cá dentro e lá fora. Os Caminhos-de-Ferro, foram um sonho vivo, que se tornou realidade no mundo inteiro.
Foi uma vida de sacrifícios: meses de trinta dias sem descanso, dias e dias fora de casa e da família, trabalhos ora de dia ora de noite, refeições fora de horas, sonos tantas vezes passados em locais sem o mínimo de conforto, verdadeiras geladeiras no inverno e ardentes fornos no verão, sempre acompanhados da reca, - uma cama usada por muitos, feita com quatro ripas de madeira, umas cordas e um colchão de palha, - que, embora desconfortável para quem naquela época andava de lado em lado, era prática e funcional.
Claro que nem de perto nem de longe fui um herói, mas apenas um dos muitos que viveram e trabalharam nas mesmas condições, tiveram a mesma dedicação e como eu sofreram os mesmos revezes, quando a sorte nos era madrasta. Era uma vida dura e ao mesmo tempo aliciante: A vida sem sacrifícios, é o retrato da monotonia e não tem sabor.
Nem sempre a minha dedicação foi reconhecida. Porém, bastava-me o reconhecimento de mim próprio pelo dever cumprido, sem direito a qualquer outro benefício, que não fosse a garantia de um emprego, um salário no fim de cada mês e a garantia de uma pensão de reforma para os últimos anos de vida.
Embora me não tenham dado aquilo que por lei me era devido, passei à situação de reforma com a convicção de que os meus tormentos tinham acabado, e a esperança de uma vida estável e um descanso merecido começava.
Porém, agora, quando os anos já pesam e o corpo começa a sentir as mossas dos estilhaços, já não temos a certeza de nada, restando-nos a nostalgia dum passado glorioso que o charlatanismo ignóbil assaltou e destruiu. Só na região de Trás-os-montes e Alto Douro, 363 quilómetros de linhas foram encerrados. Após a sarrabulhada do 25 de Abri de 74, (de que o seu principal artífice já se arrependeu, ao dizer que se na ocasião soubesse o que sabe hoje não o teria feito), todo o sarrafaçal acorreu para tomar parte no banquete, pelo direito a um pedaço da carcaça dum leão agonizante.
Como nos Caminhos-de-Ferro, o mesmo acontece um pouco por todo o lado e em tudo onde a pobreza política põe as mãos. Actualmente, os assaltantes inventam o que não é preciso, não fazem o que nos faz falta, menosprezam o que se fez no passado, dizem o que não sentem, e esmurram-se para esconderem do povo que lhes serve de pódio, a incompetência que têm demonstrado, ao longo dos últimos 37 anos.
Como não têm capacidade para criar fontes de rendimento, vingam-se nos impostos, nem que apertem o pescoço a quem já não ganha para levar a vida com dignidade

Por José Guerra 17-04-11

PORTUGAL.....SEMPRE


DIA DE PORTUGAL

Bairro 6 maio

PRESIDENCIA DA REPUBLICA

45 000€, por dia. É obra.


Ó meus Amigos,
o ‘Zé’ Mário Branco cantava, faz uns anitos já, assim – “Qual é a tua ó meu?...” E já agora… qual é a ‘vossa’?... Então fiquem-se lá com a ‘dele’… (a do senhor Silva…! [Jardim dixit ])

Fiquem bem… se for caso disso…




45 mil euros por dia para a Presidência da República.


As contas do Palácio de Belém


O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano

(163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), ou seja, 1,5 euros a cada português.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus
12 assessores e 24 consultores,
bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.

Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva


entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa,


gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros)


sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros)


e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que ‘custa’ 46,6 milhões de euros anuais.



E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva,

a desfaçatez de nos vir dizer que –

“os sacrifícios são para ser ‘distribuídos’ por todos os portugueses”…


… ‘Atão’ tá bem ó meu! ...


(…? E não se pode ‘privatizar’ a Presidência da República ?...)





















O NOSSO JULGAMENTO E O PODER DE LIMPAR PORTUGAL!

Assumindo eu a posição de promover a responsabilização dos políticos eleitos, pelos resultados negativos da governação e pelas condutas contrárias ao dever de servir o Bem comum, proponho que se usem os actuais instrumentos eleitorais, disponibilizados pelo regime partidocrático dos directórios elitistas!

Portugal, desde 1974, foi criando uma dívida pública a um ritmo constante, sobretudo acelerada com o uso dos fundos europeus, que serviu essencialmente para estabelecer uma nova burguesia política, controlada pelos aparelhos partidários governativos e instalada no Estado e instituições semi-públicas, entretanto criadas para alojar os chamados "boys" do regime, de modo a agilizar-se a canalização dos impostos para os grupos construtores das obras públicas!

Os directórios governativos alternantes criaram um autêntico sistema de lavagem do dinheiro público, extorquido ao povo eleitor, para alimentar uma classe corrupta de gananciosos, escandalosamente pagos, deixando-nos endividar irreversivelmente, por terem transmitido a ideia que estávamos a viver num oásis financeiro!

Nada fizeram para impedir o endividamento dos privados, a um nível superior ao do endividamento público, porque estavam entretidos na corrupção político-económica, exercitada pelo roubo e furto, para acumularem riqueza em grupos e pessoas escolhidas!

Resultado, temos uma dívida externa de mais de 500 000 000 000 de Euros, uma dívida pública de mais de 150 000 000 000 de Euros, as reservas de ouro do BdPortugal baixaram de 860 toneladas para 350 toneladas e só conseguimos produzir uma riqueza bruta anual de cerca de 160 000 000 000 de Euros (as estatísticas nacionais dão-nos um PIB = 164 000 000 000 de euros, mas as estatísticas internacionais dão-nos o valor de cerca de 247 000 000 000 de euros e representa o valor do rendimento nacional - salários e lucros)!

Quando já não podíamos fazer obra com os recursos financeiros do Estado, desenvolveram a estratégia das parcerias público-privadas, iniciada no mandato de Cavaco e Silva e que o actual governo usou em larga escala; resultado, os privados financiavam a construção e recebiam uma comparticipação pública anual na exploração da obra, calculada com base em utilizações muito acima das reais. Ou seja, um grupo económico constrói uma estrada ou um hospital e passa a receber do Estado por uma utilização que nunca acontecerá, mas garante um lucro dilatado! Os tais arranjos entre "boys" políticos e grupos económicos privilegiados, onde têm lugar os governantes que lhes deram a ganhar as parcerias!

A comunicação social, instrumentalizada por esses grupos económicos, convence os eleitores de que devem abster-se, para que os actuais partidos da governação só se confrontem com os votos dos eleitores que favoreceram com uma obra, um subsídio, ou um emprego; ou seja, está garantido o nível de votos religiosos e os que não se sentem favorecidos abstêm-se, para não influenciar os resultados das eleições!

Portanto, a posição esclarecida e o dever de informar os justos e sérios, conduz-me a aconselhar os eleitores insatisfeitos, que partilham do ideal de mudança para a democracia, a votarem massivamente nestas próximas eleições legislativas, para fazermos justiça popular contra a imoralidade, a corrupção e a desonestidade da elite dirigente. Pedimos o especial favor de serem mais espertos do que os imbecis que dirigem o País!

Votem e muito nas alternativas ao poder actual do triunvirato governativo de Portugal, que nos conduziram ao pior desastre governativo nacional, desde sempre! Mesmo que tenham de votar em ideologias contrárias ao vosso ideal, votem útil e inteligente, para higienizarmos o regime por um mandato e obrigarmos à regeneração ideológica dos partidos em que se acreditou; porque estão sempre a tempo de substituírem os que não se portarem correctamente com o povo que os sustenta!

Democracia é o poder do povo, das bases que elegem, contratam e pagam as cúpulas académicas, que só têm de respeitar os seus patrões e os verdadeiros accionistas de Portugal, que são os contribuintes e dão sentido à existência de um Estado servidor do povo. Logo, os funcionários públicos, onde se incluem políticos, só podem existir, enquanto respeitarem os interesses lícitos e comuns dos contribuintes privados!

Se não actuarem agora vão contribuir para o desastre final de Portugal, quando tivermos de pagar o terceiro financiamento de resgate internacional! Votem, pela purga do Estado, ou calem-se para sempre e sejam julgados pelos vossos filhos e netos, como cúmplices do estado do País que vão deixar-lhes e como obreiros da miséria a que os estão a condenar!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O GRANDE MISTÉRIO DO TGV - ERA A JOGADA FINAL


As verdades vêm sempre ao de cima

Numa negociata obscura com a srª Merkle, Sócrates preservaria a sua imagem à custa de uma obra megalómana que o país hoje não precisa, e que seria adjudicada a uma empresa alemã (Siemens). Sócrates, desesperado, condena a oposição...porque esta lhe estragou a jogada ! Por isso se justifica o rancor com que Sócrates gritava: “nós não precisamos de nenhuma ajuda externa” – “eu não governarei com o FMI”
Um contributo para a compreensão de algumas acções.

O GRANDE MISTÉRIO DO TGV – A jogada de Sócrates

Porque será que Sócrates mantinha esta insistência obsessiva no TGV? Quando toda a gente, desde o analfabeto ao catedrático, reconhecia a impossibilidade financeira de o construir, e depois de se provar tecnicamente que seria uma rede deficitária, porque continuava Sócrates a insistir?
Será que Sócrates era um visionário, e todos nós uns pobres ignorantes?
Ou será que havia outras razões, talvez impositivas e condicionadoras, que só Sócrates sabia, e que não pode confessar a ninguém?
A megalomania das grandes obras tem sido uma obsessão quase permanente de quem passa pelo Poder.
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É assim desde a Antiguidade, e é gene que ainda empesta o cromossoma do político actual. A vontade de deixar para a posteridade, algo de perene que perpetue o seu construtor, é uma vaidade com que os poderosos sempre tentaram iludir a morte - a inevitabilidade terrível do desaparecimento.
Como os seus antecessores, é por isso natural que Sócrates quisesse deixar obra visível que o recordasse.
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Daí não me espantar que tenha avançado, de uma assentada, com um conjunto de grandes investimentos, como o TGV, a 3ª travessia do Tejo e um Aeroporto construído em terrenos de M. Jamais. Mas desde os dias fulgurantes do estado de graça de Sócrates, até aos dias pedintes de hoje, vai muito tempo, e muita coisa aconteceu desde então.
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Vamos aos factos.
Em Março de 2005, Sócrates é empossado pela primeira vez como Primeiro-Ministro, gozando de uma maioria absoluta na Assembleia. O TGV já então fazia parte do programa de Governo, que previa o seu início nessa legislatura, se bem que entre Porto e Lisboa, ligação que muito mais tarde foi alterada para Poceirão / Caia.
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Esta obra era há muito uma bandeira de Sócrates, de tal modo que dela fez propaganda anos antes, levando-a depois até ao referido programa de Governo. Sobre a matéria, vejamos o que dizia então o Presidente da Multinacional Alemã Siemens, Sr. Heinrich von Pierer. Considerava o TGV em Portugal como um "projecto fantástico", afirmando "querer ser nosso parceiro nesse projecto". Estas declarações foram produzidas em Munique, para um grupo de jornalistas portugueses (Novembro de 2003).
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Entretanto, a coisa ficou por ali.
Contudo, iam-se agravando as condições económicas do país. Sócrates não consegue reduzir uma grama na adiposidade do Estado, e vê as despesas aumentarem. As suas deslocações, juntamente com Teixeira dos Santos, a Bruxelas, são quase semanais. O facto é que, segundo ele, traz sempre boas notícias e, permanentemente interrogado sobre o TGV, mantém-se irredutível: é para ir para a frente.
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Lembro que, estranhamente, e por motivos ainda muito mal explicados, o Dr.Campos e Cunha (primeiro ministro das Finanças a ser escolhido por Sócrates), afasta-se logo após ter proferido declarações onde reconhecia a indisponibilidade financeira da execução de uma obra como o TGV e o Aeroporto. Contudo, a velha história das garantias de que grande parte do financiamento vinha da UE, mantiveram Sócrates com argumentos para prosseguir. Campos e Cunha é que não ficou mais. Ele sabia porquê.
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Entretanto, e contra tudo e contra todos, a construção do TGV é adjudicado em Dezembro de 2009, ao consórcio Elos (que engloba a Brisa, Soares das Costa, ACS espanhola, Grupo Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagrope, Babock e Brow Lda, BCP e CGD). Com as condições de agravamento da nossa economia, e com os sucessivos falhanços na baixa do défice, em 2010 a UE começa a mostrar-nos sérios "cartões amarelos" e, preocupada com o destino que as coisas levam, e, de certo modo, traumatizada com os casos de Irlanda e da Grécia, e com o "espantalho" de que os problemas se alastrem a Espanha e a Itália (onde a dívida pública já tinha ultrapassado em muito os 100% do PIB - actualmente está nos 120%), obriga Portugal a tomar sérias medidas, que haviam de se traduzir no PEC1.
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Este PEC1 data de Março de 2010.
Demonstrada a insuficiência dele, em Maio do mesmo ano, avança-se com o PEC2, e quatro meses mais tarde, com o PEC3. Sócrates continua a deslocar-se a Bruxelas assiduamente. As visitas e reuniões da praxe, mas as reuniões com Ângela Merkle são obrigatórias. Estranha-se que entre ambos exista como que uma cumplicidade, ou algo que leva o nosso Primeiro-ministro a conversar, preferencialmente, com ela.
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E há algo que continua um mistério: apesar das sérias restrições que os PECs impõem, dos aumentos de impostos, da redução dos benefícios sociais, do aumento do IVA, IRS, e até da suspensão da 3ª travessia do Tejo e do Aeroporto de Lisboa, o TGV continua intocável! É que, mesmo adjudicado, a obra poderia ser suspensa (como foi a 3ª travessia do Tejo depois de ser adjudicada). Mas não! Mantinha-se o TGV. Assim, o PEC1 tem o aval da UE, 2 meses depois de adjudicarmos o TGV, e os dois PECs seguintes, também obtêm a aprovação europeia.
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A seguir à aprovação do PEC3 (Setembro de 2010), logo em Novembro do mesmo ano, a Multinacional Siemens volta à carga. A Multinacional afirma que possui 10 mil milhões de Euros para financiamento de TGVs, através da sua Siemens Project Adventures (que por sua vez está ligada à Siemens Financy Services), e que iria propor ao governo português um esquema de financiamento do TGV.
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Duas perguntas: que relação existe entre a data de adjudicação do TGV (Dezembro de 2009), e a apresentação dos PECs1, 2 e 3 (Março, Maio e Setembro de 1010)? Será que a adjudicação terá servido de garantia para que a Srª Merkle desse o seu aval a esses PECs?
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Porque uma coisa é certa: quem manda na UE é Ângela Merkle. Ela é que manda no dinheiro, ela é a "chanceler do Euro". Durão Barroso, para todos os efeitos, é uma figura ornamental, quando muito um Chefe de Secretaria da UE, que, como todos os outros, tem que render vénias à poderosa Srª Merkle. E outra pergunta: qual a razão porque a Siemens veio, de seguida (Novembro de 2010) anunciar a intenção de financiar a obra?
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Entretanto, como sabemos, e com o PEC4 já avalizado por Merkle, o Governo cai. Mas o TGV não cai, e Sócrates, antes de cair, ainda insiste. E tem razão, porque os 80 mil milhões INTERCALARES, existiram mesmo (Fundo de Resgate Europeu) ! Seria o dinheiro para "aguentar" Sócrates até que as primeiras tranches do PEC4 chegassem.
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Durão Barroso, numa resposta fugidia, disse que desconhecia essa quantia intercalar, e que tal modalidade não estava prevista nos regulamentos da UE. Mas o facto é que Sócrates trouxe de lá a promessa dessa garantia! Disse-o a todos os portugueses! E disse-o porque Merkle lho havia prometido.
A não ser assim, Sócrates mentiu! Mas Sócrates não mentiu. Porque Merkle arranjaria o dinheiro. Por isso é que ele insiste que não precisavamos de ajuda externa, porque, na verdade a ajuda da UE já estava combinada/negociada, secretamente, com a srª Merkle.
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Só que não teria o rótulo do FMI, que era aquilo que Sócrates queria evitar, para não ficar claro o seu fracasso, perante a opinião pública. Entretanto em Portugal Sócrates actua à socapa, não procurando os acordos prévios para aprovação do Pec, nem dando sequer informação ao Parlamento, Presidente da República e parceiros sociais. Haveria que ser lesto e discreto para fechar o acordo com a “chanceler do EURO”.
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Mas a história não se fica por aqui. O TGV implica a compra de material, muito material, entre os quais os comboios (locomotivas e carruagens), nada menos de 22, numa primeira fase. Mas também a manutenção, a assistência, todo o complicadíssimo sistema hard e softwere indispensável para o controle da rede, o aluguer de material complementar, etc., etc., etc. Um nunca mais acabar de encargos eternos. Para fornecimento do material, dispõem-se, à partida, três empresas capazes de cumprir com o programa de concurso: Alstom (francesa), a Bombardier (Canadiana) e a Siemens (Alemã).
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A quem adjudicar?
A Alstom francesa está metida em sérios problemas judiciais na Suiça, França e Brasil, sob a acusação de ter subornado políticos para que lhe adjudicassem material. A canadiana Bombardier, se bem se lembram os portugueses, fechou as fábricas na Amadora em 2004, deixando centenas de trabalhadores no desemprego. A Siemens alemã, tem a vantagem de possuir as máquinas mais competitivas do mercado, assentes na plataforma Velaro, que podem atingir os 350 Km/hora, sendo o comboio mais rápido do mundo.
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Esta escolha da empresa fornecedora (como o contrato de financiamento) estava nas mãos de Sócrates. Perante este cenário, a quem acham que se deveria fazer a adjudicação?
A uma empresa com problemas judiciais, a outra que saiu de Portugal com tão triste fama, ou à alemã Siemens, que possui uma boa máquina ferroviária e que faz parte da mesma empresa que negociaria um financiamento com o Governo português para a execução do TGV?
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Era evidente a quem adjudicar. E Sócrates tinha o poder para o fazer. Será que o TGV era a garantia dada por Sócrates à Srª Merkle? Para que esta avalizasse os empréstimos resultantes de sucessivos PECs, sem que Sócrates sofresse a humilhação interna de ter que pedir a intervenção do FMI (com que prometera a pés juntos, nunca governar? E com isso hipotecar em definitivo a sua carreira política?)
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São as dúvidas que ficam, mas que um dia serão esclarecidas.
Apenas narrei factos, evidências, estabeleci uma cronologia, e tentei desvendar o complicado algoritmo da relação entre a política e os interesses financeiros. E depois, sobre eles, como cidadão que se preza de avisado e que não perdeu a qualidade de inferir, coloquei as minhas dúvidas.
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Se isto for verdade, Sócrates seria o elo mais fraco deste acordo que lhe garantia os dinheiros com que suportava um Estado devorador e excessivo que foi incapaz de meter na linha. Merkle, o elo mais forte e representante da poderosíssima industria alemã. Se calhar, Sócrates já há muito que desejaria ver-se livre do "empecilho" do TGV – porque, no fundo, Portugal não precisa de nenhum TGV. A confirmar-se esta estratégia, aí viria mais uma obra megalómana que mais não servia que era ajudar interesses de poderosos e fragilizar ainda mais a debilitadas finanças do país.
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A confirmar-se esta negociata, cujo interesse maior dos seus dois protagonistas, era a preservação da sua imagem política, só reconfirma o péssimo governante que foi Sócrates, que sem o mínimo pejo não teria qualquer relutância em procurar a melhoria da sua imagem política à custa do subalternizar do interesse nacional.
Neste mundo, não há almoços grátis.
Por Francisco Gouveia, Eng.º

QUE FALTA FEZ A PORTUGAL E A EUROPA


FUNDAÇÃO MARIO SOARES

867 mil euros em subsídios para a Fundação Mário Soares

O Estado deu nos últimos três anos uma verba superior a 867 mil euros à Fundação Mário Soares

O CM apurou, através de uma pesquisa no Diário da República, que a instituição ligada ao ex-Presidente da República recebeu, entre Fevereiro de 2002 e Julho de 2005, 867 055,94 euros dos ministérios da Defesa, da Cultura, da Administração Interna, através do Governo Civil do Distrito de Leiria, das Actividades Económicas e do Trabalho, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, e da Presidência do Conselho de Ministros.###

Só em 2002, altura do Governo de Durão Barroso, o Ministério da Cultura, através do Fundo de Fomento Cultural, atribuiu à Fundação Mário Soares 498 797,90 euros, um montante superior aos apoios recebidos do Estado em 2004, que totalizou 348 258,04 euros. No ano passado, a verba mais alta foi dada pela Presidência do Conselho de Ministros, em 6 de Julho. O então ministro da Presidência, Morais Sarmento, atribuiu à Fundação 198 247,41 euros, um apoio que seria acrescido de 61 168,42, em Setembro, e de 79 522,03 em Novembro. Estes subsídios, apesar de terem sido atribuídos em 2004, só foram publicados em Diário da República em Março deste ano. Em 2005, o único subsídio dado até agora pelo Governo à Fundação diz respeito aos 20 mil euros atribuídos pelo Ministério da Defesa para um projecto de investigação sobre Missões de Paz. Ontem, Mário Soares considerou “natural” o apoio do Estado à instituição. E, apesar de ter remetido as explicações para a Fundação, esta ainda ontem não conseguiu disponibilizá-las.

(via A Mão Invisível) O Estado deu nos últimos três anos uma verba superior a 867 mil euros à Fundação Mário Soares

O CM apurou, através de uma pesquisa no Diário da República, que a instituição ligada ao ex-Presidente da República recebeu, entre Fevereiro de 2002 e Julho de 2005, 867 055,94 euros dos ministérios da Defesa, da Cultura, da Administração Interna, através do Governo Civil do Distrito de Leiria, das Actividades Económicas e do Trabalho, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, e da Presidência do Conselho de Ministros.

Só em 2002, altura do Governo de Durão Barroso, o Ministério da Cultura, através do Fundo de Fomento Cultural, atribuiu à Fundação Mário Soares 498 797,90 euros, um montante superior aos apoios recebidos do Estado em 2004, que totalizou 348 258,04 euros. No ano passado, a verba mais alta foi dada pela Presidência do Conselho de Ministros, em 6 de Julho. O então ministro da Presidência, Morais Sarmento, atribuiu à Fundação 198 247,41 euros, um apoio que seria acrescido de 61 168,42, em Setembro, e de 79 522,03 em Novembro. Estes subsídios, apesar de terem sido atribuídos em 2004, só foram publicados em Diário da República em Março deste ano. Em 2005, o único subsídio dado até agora pelo Governo à Fundação diz respeito aos 20 mil euros atribuídos pelo Ministério da Defesa para um projecto de investigação sobre Missões de Paz. Ontem, Mário Soares considerou “natural” o apoio do Estado à instituição. E, apesar de ter remetido as explicações para a Fundação, esta ainda ontem não conseguiu disponibilizá-las.

NOTA:- NÃO HÁ DINHEIRO PARA ABONO DE FAMILIA. SALAZAR CONHECIO-O MUITO BEM

ASSIM COMO O SEU PAI.

DAÍ O ÓDIO VISCERAL A SALAZAR.


ULTIMA HORA BRASIL


Dilma dá emprego a José Sócrates

A presidente do Brasil, Dilma Roussef, convidou José Sócrates para ser representante de grandes empresas brasileiras junto das instituições europeias, revela o semanário ‘Sol’

vai juntar-se ao amigo do peito VARA


Luis Fernandes Há 14 minutos

Armando Vara é o novo líder da cimenteira Camargo Corrêa

Publicado em 21 de Setembro de 2010
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O ex-administrador e vice presidente do BCP Armando Vara disse hoje à Lusa que assumiu o cargo de presidente do conselho de administração da cimenteira Camargo Corrêa para África.

"Assumi o cargo de chairman [presidente do conselho de administração] da Camargo Corrêa para África. Já estou a trabalhar desde o dia 01 de setembro", disse à agência Lusa Armando Vara, sem adiantar mais pormenores.

O jornal diário moçambicano "O País" noticia hoje que "Armando Vara é o novo presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa África, tendo assim a seu cargo as actividades da empresa brasileira em Moçambique e Angola".

Armando Vara, arguido no processo Face Oculta, renunciou em julho aos cargos de administrador e vice presidente do conselho de administração do BCP, depois de, em novembro de 2009, ter pedido a suspensão destas funções.

A Camargo Corrêa, que detém 32,6 por cento da Cimpor, atua em Moçambique nos setores do cimento, da construção civil e da energia, segundo o jornal moçambicano.

Em Angola, refere o jornal, a Camargo Corrêa trabalha na reabilitação da Estrada Nacional LubangoBenguela, sendo também responsável pelos acessos na zona do porto e na Marginal de Luanda.

O grupo brasileiro desenvolve ainda projetos de incorporação imobiliária, bem como construções para comércio e residências.


MAFIA CABO-VERDIANA


MÁFIA CABO-VERDIANA DE LISBOA DESTRÓI BAR EM FAMALICÃO

a GNR chegou a ser atacada pelos jovens agressivos

Revoltados com o facto de terem sido expulsos de um bar em Famalicão, Anadia, sete estudantes cabo-verdianos, entre os 20 e os 25 anos, destruíram o estabelecimento à pedrada, tentaram esfaquear o proprietário com uma navalha, agrediram um militar da GNR com garrafas e partiram os vidros de um carro-patrulha. Um dos jovens conseguiu fugir do local, mas seis cúmplices acabaram detidos, tendo sido ontem presentes a tribunal. A violência aconteceu ontem por volta da 01h00, altura em que os sete jovens começaram a discutir entre eles no bar As Pranchas, em Anadia. Temendo já o pior, o proprietário expulsou os estudantes do local, e estes partiram para as agressões. "Um deles pegou numa navalha e tentou esfaquear-me, ainda fiquei com um pequeno corte no braço. Eles recusavam-se a sair e tivemos de os ameaçar com tacos de bilhar para que abandonassem o local", segundo Rui Martins, dono do estabelecimento. Rui e cinco clientes ficaram barricados no bar durante 20 minutos. Enquanto isso, do lado de fora do bar, os estudantes começaram a arremessar pedras, paus, garrafas e vasos contra as janelas e as portas. Dois militares da GNR apareceram entretanto e um deles foi também agredido. A violência com a qual os estudantes atacaram o bar foi tanta que vários vizinhos acordaram assustados com o barulho. O proprietário do bar adiantou ainda que esta já não é a primeira vez que o grupo causa desacatos no estabelecimento

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ISTO É QUE DEVE CIRCULAR ATÉ CHEGAR À AR OU À PR ...... UMA VERGONHA...

22 cêntimos para o PS.........troca por troca!!!!!

Ainda pensavam que atestar nas bombas dos supermercados era uma Grande vantagem!Vejam, agora na Galp e façam a conta 50 litros x 0,22€ = 11,00€. É verdade!... Só para OS militantes do PS!... 0,22€/Litro de desconto em combustível!! Dá para acreditar?!Assim, percebe-se porque pagamos OS combustíveis mais caros!É para outros, sem um pingo de vergonha, terem estes esquemas e OS pagarem mais baratos.E Ainda vão dizer que está a aumentar o número de militantes no partido... Porque será??!!!

A PETROLÍFERA NACIONAL!!!! Isto sim é que é um PAÍS! Até dá gosto pagar impostos!...
Eu EXIJO um desconto igual!!!

Também pago impostos. E muitos!!!

"Governo recorreu à Golden Share que detém na Galp para proporcionar melhores condições de vida a outros portugueses..."


Que é isto???
Eu não sou Português???
O governo governa o PARTIDO SOCIALISTA ou o país???
Eu sou o país!!!