terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Cabeças perdidas
Manuel
Alegre (poeta). Vítor Ramalho (soarista). Carlos do Carmo (fadista).
Boaventura Sousa Santos (latinista). Vasco Lourenço (abrilista). Marisa
Matias (bloquista). Ruben de Carvalho (comunista). Pedro Silva Pereira
(socrático). Jorge Sampaio (sampaísta). António Capucho e Pacheco
Pereira (embaixadores do "centro-direita"). Pinto Ramalho (general).
Helena Roseta. Maria de Belém. Carlos Zorrinho. Alberto Martins. Ferro
Rodrigues. Jorge Lacão. João Semedo. António Costa. Manuel Tiago.
Domingos Abrantes. Almeida Santos.
Estas
são algumas das personalidades que, através de mensagem de apoio ou
presença corpórea, disseram "sim" à convocatória de Mário Soares e
iluminaram a Aula Magna a fim de alegadamente defender a Constituição e o
Estado "social". Na verdade, o exercício versou mais o ataque ao
Governo e ao presidente da República, a quem se exige imediata demissão a
bem ou posterior remoção a mal. As sugestões de violência, os apelos à
violência e as ameaças de violências foram tantos e tão explícitos que
apenas a transmissão televisiva do evento nos lembrou não se tratar de
uma reunião da Carbonária a conspirar o regicídio. O Dr. Soares
"aconselhou" os governantes (e Cavaco) a regressar a casa pelos próprios
pés enquanto podem. Vasco Lourenço incitou que os corressem, cito, "à
paulada". Helena Roseta defendeu que "a violência é legítima para pôr
cobro à violência". E, visto que as camisas de força nunca chegaram, um
longo etc.
Talvez
não valha a pena notar que, em 2013, a "família real" em causa foi
eleita pela maioria dos cidadãos. Vale a pena notar que ninguém elegeu
os revolucionários em questão. Sobretudo ninguém lhes passou procuração.
Os amiguinhos do Dr. Soares falam em nome de um "povo" que,
abençoadamente, não existe. O "povo" que existe pode não gostar do
Governo e lamentar o Prof. Cavaco, mas boa parte da população é capaz de
abominar com maior empenho o bando de privilegiados da Aula Magna, que
no entender de muitos devia estar na cadeia pelo que outrora fez ao país
ou pelas desmioladas soluções que agora propõe.
Sou
avesso a excessos. É claro que umas centenas de malucos fechados numa
sala (de que infelizmente não se perdeu a chave) não definem o espírito
do tempo. O que o define é a importância que se dá à coisa. Assim de
repente, os augúrios não são simpáticos: sem discernível ironia, os
media dedicaram ao encontro a seriedade que se dispensaria a um encontro
de gente séria, e quando se vê comentadores solenes interpretarem as
palavras do Dr. Soares como interpretariam as de alguém digno de
atenção, é lícito constatar que a democracia não atravessa um período
radioso. Não discuto que o Governo não seja um paradigma de
incompetência. Digo que enquanto a alternativa reconhecida implicar
múltiplas exibições de demência, aliás em nítido desrespeito pelo Código
Penal, isto não vai longe.
De
resto, não imagino se o "povo" um dia pegará em armas e varrerá a tiro
ou à paulada os poderosos. Porém, tenho a certeza de que o "povo" não
berra a uma só voz e sem dúvida não pensa pelos cerebelos do Dr. Soares e
respectivo séquito de parasitas: o trágico caos que se seguiria à
hipotética sublevação varreria também a estirpe de poderosos que inflama
as massas por diletantismo ou preservação de regalias. Os Robespierres
de trazer por casa já perderam a cabeça no sentido figurado. Vê-los
perdê-la no sentido literal seria, para os menos piedosos, o único
alívio cómico do caos.
Ciência oculta de Zorrinho
por John Wolf, em 03.12.13
O decano da tecnologia em Portugal Carlos Zorrinho já está a apresentar resultados. A equipa de investigadores do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal provavelmente irá reinvindicar a mais recente descoberta bombástica: a situação de corrupção é dramática em Portugal e está ligada à política. Começamos a entender a missão do laboratório de análises. Foi criado para sublinhar evidências e verdades de La Palisse. A corrupção está ligada à política? Não me digam? Pensava que estava ligada à rede de gás natural ou aos escoteiros de Portugal. É por esta e por outras que o gabinete científico de Zorrinho faz mesmo falta. Havia a necessidade de existir um organismo para certificar a redundância, o óbvio. Zorrinho pode começar a marcar a letra sobre as evidências flagrantes (como esta da corrupção), mas o laboratório que dirige tem outras intenções - é mais perverso e oportunista do que se possa imaginar. Em nome das "belas ideias e propostas para Portugal", os socialistas, caídos na penúria de soluções e alternativas para o país, querem coleccionar respostas alheias que não há maneira de aparecer no partido socialista. É uma espécie de outsourcing com um nome que lembra a ciência exacta, sem ser precisa nos seus métodos. Seguro teve esta ideia porque já havia virado o casaco ao avesso para ver se encontrava algo realmente valioso para acrescentar à argumentação política, mas têm tido pouca sorte. Primeiro Soares atraiu as atenções quase todas (mesmo tendo um cartão de membro do partido já comido pelo bicho), e agora Zorrinho, ciente da ofuscação de Mário Soares, rapidamente delineou uma estratégia de verdades inquestionáveis que deixam os adversários internos e os rivais externos boquiabertos com as suas mensagens pseudo-pessoanas. Zeguro ainda não percebeu que se trata de um golpe palaciano. Zeguro ainda não entendeu que está a ser levado pelo Zorrinho. Zeguro que já tinha de se preocupar com o regresso de Sócrates e o jogo de António Costa, agora tem de lidar com os afazeres dos homens de bata branca. Os homens que se batem pela verdade, pela definição do ser português. Mas não devemos esquecer que foi Zeguro que convidou Zorrinho para ser o cientista-mor do laboratório. E já se sabe que quando há cozinheiros a mais confeccionar a sopa de letras e números, regra geral dá asneira. Tudo isto em nome da ciência, perdão, em nome de Portugal.
por John Wolf, em 03.12.13
O decano da tecnologia em Portugal Carlos Zorrinho já está a apresentar resultados. A equipa de investigadores do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal provavelmente irá reinvindicar a mais recente descoberta bombástica: a situação de corrupção é dramática em Portugal e está ligada à política. Começamos a entender a missão do laboratório de análises. Foi criado para sublinhar evidências e verdades de La Palisse. A corrupção está ligada à política? Não me digam? Pensava que estava ligada à rede de gás natural ou aos escoteiros de Portugal. É por esta e por outras que o gabinete científico de Zorrinho faz mesmo falta. Havia a necessidade de existir um organismo para certificar a redundância, o óbvio. Zorrinho pode começar a marcar a letra sobre as evidências flagrantes (como esta da corrupção), mas o laboratório que dirige tem outras intenções - é mais perverso e oportunista do que se possa imaginar. Em nome das "belas ideias e propostas para Portugal", os socialistas, caídos na penúria de soluções e alternativas para o país, querem coleccionar respostas alheias que não há maneira de aparecer no partido socialista. É uma espécie de outsourcing com um nome que lembra a ciência exacta, sem ser precisa nos seus métodos. Seguro teve esta ideia porque já havia virado o casaco ao avesso para ver se encontrava algo realmente valioso para acrescentar à argumentação política, mas têm tido pouca sorte. Primeiro Soares atraiu as atenções quase todas (mesmo tendo um cartão de membro do partido já comido pelo bicho), e agora Zorrinho, ciente da ofuscação de Mário Soares, rapidamente delineou uma estratégia de verdades inquestionáveis que deixam os adversários internos e os rivais externos boquiabertos com as suas mensagens pseudo-pessoanas. Zeguro ainda não percebeu que se trata de um golpe palaciano. Zeguro ainda não entendeu que está a ser levado pelo Zorrinho. Zeguro que já tinha de se preocupar com o regresso de Sócrates e o jogo de António Costa, agora tem de lidar com os afazeres dos homens de bata branca. Os homens que se batem pela verdade, pela definição do ser português. Mas não devemos esquecer que foi Zeguro que convidou Zorrinho para ser o cientista-mor do laboratório. E já se sabe que quando há cozinheiros a mais confeccionar a sopa de letras e números, regra geral dá asneira. Tudo isto em nome da ciência, perdão, em nome de Portugal.
Paul Walker Funeral (02 / Dic / 2013)
Publicado em 01/12/2013
Tyrese Gibson Llora Tras La Muerte De Walker,
Tyrese Gibson se pronunció sobre la trágica muerte de Paul Walker, su compañero de reparto en varias películas de la saga de 'Rápidos y Furiosos'.
"Mi corazón me duele, no puedo creer que esto sea real. Dios mío, rezo y te pido que mandes claridad sobre este hecho que no termino de entender", escribió el cantante en su cuenta de Facebook, con una imagen al lado del actor.
Funeral de Paul Walker
"Mi corazón está roto y nadie me puede convencer que esto es real. Recen por su única hija y su familia. No puedo creer que esté escribiendo esto", acotó, recibiendo el apoyo de varios seguidores en la red social.
.::English::.
Tyrese Gibson Cries After The Death Of Walker,
Tyrese Gibson commented on the tragic death of Paul Walker, co-star in several films in the series of 'Fast and Furious'.
"My heart aches, I can not believe this is real. Dear God, I pray and I ask that you send this fact clearly not quite understand," the singer wrote on her Facebook account with a picture next to actor .
Funeral of Paul Walker
"My heart is broken and no one can convince me that this is real. Pray for his only daughter and her family. Can not believe I'm writing this," he said, receiving the support of several followers on the social network.
Tyrese Gibson se pronunció sobre la trágica muerte de Paul Walker, su compañero de reparto en varias películas de la saga de 'Rápidos y Furiosos'.
"Mi corazón me duele, no puedo creer que esto sea real. Dios mío, rezo y te pido que mandes claridad sobre este hecho que no termino de entender", escribió el cantante en su cuenta de Facebook, con una imagen al lado del actor.
Funeral de Paul Walker
"Mi corazón está roto y nadie me puede convencer que esto es real. Recen por su única hija y su familia. No puedo creer que esté escribiendo esto", acotó, recibiendo el apoyo de varios seguidores en la red social.
.::English::.
Tyrese Gibson Cries After The Death Of Walker,
Tyrese Gibson commented on the tragic death of Paul Walker, co-star in several films in the series of 'Fast and Furious'.
"My heart aches, I can not believe this is real. Dear God, I pray and I ask that you send this fact clearly not quite understand," the singer wrote on her Facebook account with a picture next to actor .
Funeral of Paul Walker
"My heart is broken and no one can convince me that this is real. Pray for his only daughter and her family. Can not believe I'm writing this," he said, receiving the support of several followers on the social network.
| Bárbara nervosa no palco | |
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Bárbara Guimarães regressou ontem à noite ao ecrã, pela
primeira vez após o divórcio.
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O rosto das mulheres viciadas em heroína
Lincoln Clarkes

Pela sua extrema sensibilidade, as fotografias de Lincoln Clarkes, um premiado fotógrafo canadiano, não deixam ninguém indiferente. Em 1997 iniciou um projeto que revela o rosto sofrido de várias mulheres de Vancouver, no Canadá, viciadas em heroína.
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| Em Penafiel troca-se trabalho por comida | |
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Comerciantes oferecem alimentos e famílias necessitadas trocam
trabalhos por 'créditos'.
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| Portugueses sem dinheiro para bilhetes de comboio | |
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Pior resultado na Europa na circulação de comboios.
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